Dieta escandinava: O que é a nova moda de alimentação para rápida perda de peso

Para perder peso é fundamental consultar os conselhos de um profissional de nutrição. Ele é quem irá verificar seus hábitos alimentares, rotina diária, alergias e preferências alimentares para elaborar uma dieta balanceada. Passar a adotar uma dieta, seja qual ela for, a parir de uma fórmula básica, como a dieta paleo, cetogênica, da lua, etc, sem ao menos consultar um profissional de nutrição é arriscar a sua integridade física e sua saúde e bem-estar.

Portanto, a descrição da dieta escandinava abaixo é somente para que saiba da existência de uma filosofia alimentar, mas não para implementar em sua vida sem nenhum acompanhamento de um profissional de nutrição.

Após tantas dietas e modismos, está começando a ganhar corpo e seguidores a dieta escandinava, que propõe uma nova maneira de pensar sobre comida e culinária. A dieta nórdica ou escandinava nasceu, como o nome indica, nos países nórdicos: Dinamarca, Noruega e Finlândia. O interesse pela região tem uma explicação até bem simples: lá, os níveis de obesidade são mais baixos do que no resto da Europa.

Este índice é baixo não porque os países da região são pobres, mas porque se preocupam com os alimentos, mesmo eles sendo baseados em frituras e conservas. A Escandinávia possui índices que indicam alto desenvolvimento humano e qualidade de vida que pouquíssimos países do mundo possuem. Mesmo sendo os países escandinavos onde está frio a maior parte do tempo, a população não ostenta índices alarmantes de obesidade da população.

No Brasil a obesidade atinge 18,9% da população brasileira. Estes números foram obtidos por uma pesquisas feira pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e divulgados pelo Ministério da Saúde no ano passado.

Na Dinamarca, por exemplo, a taxa de obesidade foi de 18,20% em 2013, Islândia 23,9% em 2014 e Suécia em 22% em 2014. O número parece próximo do índice brasileiro, mas, como foi dito acima, os escandinavos possui um clima muito rigoroso, prejudicando a prática de esportes. Já no Brasil, um país com tempo bom durante quase todo o ano e uma área territorial muitas vezes maior que a Dinamarca, apresenta o mesmo número.

Porém a taxa de obesidade é gritante quando comparada a outros países da Europa. A situação é particularmente grave na Irlanda, onde 89% dos homens estarão acima do peso. Na população francesa 56,8% dos homens e 40,9% das mulheres estão com sobrepeso. Os alemães são também um dos campeões de obesidade na Europa, com 75,4% dos homens e 58,9% das mulheres do país com excesso de peso ou sofrendo de obesidade. Na Holanda a taxa de holandeses com sobrepeso era de 54%, em 2010.

As pessoas são consideradas acima do peso quando têm um Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 25 e obesas quando o índice é maior que 30.

Dieta escandinava

A dieta escandinava não é apenas um regime para perder peso e manter a estética, mas uma filosofia de vida. Funciona da mesma maneira que o Friluftsliv, que é uma espécie de disciplina social entre os países escandinavos, justamente para se reconectar com a natureza. Filosoficamente falando Friluftsliv seria uma forma de presentear nossos corpos e mentes com o contato com a natureza.

Como a dieta mediterrânea, a dieta escandinava é vista como um dos melhores para a saúde e deve ser encarada não somente como uma mudança de cardápio, mas de vida e de posicionamento político. A dieta não é baseada em restrições ou ideias extremas, mas propõe uma nova maneira de pensar sobre a comida e em como a consumimos.

A dieta escandinava não é uma forma tradicional de comida, mas é planejada com base nos conceitos modernos de cozinha e de como os alimentos estão disponibilizados atualmente. Embora seja baseada na comida clássica da área, foi atualizada para as exigências do mundo moderno. A dieta nasceu em 2004, do Manifesto da Cozinha Nórdica que um grupo de chefs de cozinha desses países escandinavos se reuniu e divulgou suas ideias em um documento.

Os dez princípios desse manifesto, que mistura dieta, cultura e saúde, dizem o seguinte:

  1. Coma mais frutas e vegetais todos os dias
  2. Coma mais produtos de cereais integrais
  3. Consuma mais alimentos do mar e dos lagos
  4. Coma carne de melhor qualidade, mas em menor quantidade
  5. Coma mais comida vinda de paisagens selvagens
  6. Coma produtos orgânicos sempre que possível
  7. Evite os aditivos na comida
  8. Coma mais pratos baseados nos alimentos mais abundantes de cada estação
  9. Coma mais comida caseira
  10. Provoque menos desperdício

Cada um despes pontos são para levar ao seguinte raciocínio filosófico e alimentar:

  • Representar as diferentes estações do ano nas refeições
  • Expressar pureza, frescura, simplicidade e ética que gostaríamos de associar à nossa região
  • Basear a cozinha em alimentos cujas características são especialmente excelentes em nosso clima, terra e água
  • Combine a demanda por bom gosto com o conhecimento moderno sobre saúde e bem-estar
  • Promover produtos e a variedade de produtores nórdicos, bem como disseminar o conhecimento das culturas por trás deles
  • Os alimentos locais têm melhor sabor e outras três vantagens do seu consumo
  • Promover o bem-estar animal e a produção responsável no mar, culturas e paisagens selvagens
  • Desenvolver novos usos e utilidades de produtos alimentícios nórdicos tradicionais
  • Combine os melhores procedimentos culinários e tradições culinárias nórdicas com influências externas
  • Combine autossuficiência local com o intercâmbio regional de produtos de alta qualidade
  • Cooperar com representantes de consumidores, outros artesãos na culinária, agricultura, varejistas e atacadistas, pesquisadores, professores e autoridades neste projeto conjunto

Como você ser observado, é uma dieta que não só é muito saudável, mas também respeita o meio ambiente. Porque é a preocupação social e ambiental do que se come. A partir dessa ideia, os chefs criaram uma dieta que, com pequenas diferenças, pode ser aplicada em qualquer parte do mundo.

A dieta escandinava é composta de uma grande variedade de alimentos vegetais como repolho, batatas, vegetais de raiz, cogumelos, cereais integrais, nozes, algas e legumes. A partir destes ingredientes, é fácil constatar que é uma dieta rica em proteínas magras, gorduras de qualidade e carboidratos complexos com alto teor de fibras.

Para aplicá-la, o ideal é dividir o prato em quatro partes e preenchê-lo da seguinte maneira:

  • 2/4 com várias frutas ou legumes
  • 1/4 com grãos integrais ou leguminosas
  • 1/4 restante com uma fonte de proteína magra

 

Segundo a OMS, a dieta escandinava é um exemplo de como os recursos naturais podem ser utilizados para novidades que trazem benefícios à saúde. A OMS destaca também o fato de que vários estudos vincularam a dieta escandinava a uma diminuição nos fatores de risco tanto para doenças cardiovasculares quanto de diabetes.

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