Limpeza anual do Everest 2018 retira 5 toneladas de lixo do topo da montanha

As histórias sobre os lixos não biodegradáveis acumulados no topo do Monte Everest (8.848 m) estão sempre presentes na mídia especializada. Mesmo sendo extremamente reais (além de tristes), é uma realidade que todos os montanhistas do mundo devem ter consciência. Lixo não biodegradável não consegue decomposto de maneira natural. Em outras palavras, este lixo não “desaparece” com o passar do tempo.

Lixos não biodegradáveis são artificiais e sintéticos, caso de plásticos comuns à base de petróleo, latas, resíduos da indústria e garrafas de vidro. Para ser eliminados ou devem ser incinerados – menos indicado, pois é poluente – ou então, em alguns casos apenas, reciclados.

Desta maneira, no topo da montanha mais alta do mundo, há milhões e milhões de quilos de plástico em forma de cordas velhas, barracas arrebentadas, tanques de oxigênio usados, montes de lata de cerveja, embalagens de açaí congelado, tanques de água furados e todo o tipo de plástico de todos os tipos abandonados pelas agências de montanhismo (além dos próprios montanhistas). Este lixo foi deixado por décadas no alto da montanha em uma imagem lamentável e que reflete o retrato do montanhismo praticado ao Everest todos os anos.

Foto: https://www.facebook.com/SPCCNepal/

Este incômodo levou as pessoas ligadas ao montanhismo a procurar uma solução para amenizar este problema. A solução encontrada foi implementar algumas regras e iniciativas. Atualmente os montanhistas que visitem o Monte Everest e outras montanhas do Himalaia a trazer o seu lixo de volta. Mas somente esta regra não é suficiente, pois ainda havia muito lixo deixado no Everest dos anos anteriores.

Para resolver este problema foi criado o projeto Everest Clean Up, patrocinado pela ONU, que a cada ano faz um mutirão de limpeza no Everest. Esta temporada, durante a realização da iniciativa, houve um foco maior nos lixos recicláveis como latas de bebidas e comida, restos de material de montanha e trekking, etc. Ao todo foi recolhido mais de cinco toneladas em três semanas de atuação do programa.

Ao serem recolhidos e transportados por Iaques, são levados para Katmandu pela Yeti Airlines, que é parceira da iniciativa. Posteriormente o lixo é tratado pela ONG Blue Waste To Value, dedicada à reciclagem.

O programa Everest Clean Up é coordenada por um comitê especial da Sagarmatha Pollution Control, organização mantida pelos sherpas encarregados pela abertura e manutenção da cascata de Khumbu. A organização é conhecida como Icefall Doctors.

O projeto tem a ambição de extrair ao longo dos anos 100 toneladas de lixo, não somente do Everest mas de toda a região do Vale do Khumbu e suas localidades. A região é visitada por aproximadamente 100.000 pessoas por ano, sendo 45.000 somente de montanhistas e praticantes de trekking.

Foto; AP Photo

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