Vídeo da semana: “Estado Salmonero”

O Chile é o segundo maior produtor de salmão do mundo. O peixe muito popular nas casas de sushis do Brasil é oriundo do Chile. As vendas de salmões, que somaram US$ 582 milhões em 2017, sendo o salmão e truta o principal produto alimentício que o Chile exporta para o Brasil. Todas as exportações do Chile ao Brasil somam US$ 3,44 bilhões. Os dados foram divulgados pelo do escritório comercial do país no Brasil, o ProChile.

No Chile, a cultura de salão como indústria começou a se desenvolver timidamente na década de 1980, mas foi a partir de 1990 que se transformou em um verdadeiro negócio lucrativo. Um negócio que gera receitas de mais de 5 bilhões de dólares por ano no país sul-americano.

A indústria tem estado nas primeiras páginas das notícias por causa dos múltiplos questionamentos, devido à decisão de mudar suas fazendas para as águas mais puras do nosso planeta com o objetivo de aumentar sua produção. Mas quais os efeitos isso teria para o ecossistema e para a saúde humana?

Um mês depois de lançar o documentário de cultivo anti-salmão “Artifishal”, a marca norte-americana Patagonia lança outro filme, desta vez visando os projetos chilenos de aquicultura de salmão, que estão sendo construídos na região de Magallanes, no sul do país. O documentário afirma expor os efeitos da criação de salmão no ecossistema e traçar as origens da indústria chilena.

O surfista e ativista Ramón Navarro expõe essas preocupações com seu pai em um documentário intitulado “Estado Salmonero”, que mostra a dura realidade da criação de salmão. A produção do documentário foi patrocinada pela marca Patagonia. O documentário, que já foi apresentado em todo o Chile, estreou esta semana no canal do YouTube da empresa.

“Estado Salmonero” foi dirigido pelo chileno Daniel Casado e pelo norte-americano Alex Lowther, tendo participado de competições internacionais como o Maine Outdoor Film Festival, Festival de Cinema Save The Waves, Festival Internacional de Cinema Insularie de Groix 2019 e Montevidéu Camina Environmental Film Festival.

O salmão do Atlântico, que é produzido no Chile, utiliza uma enorme quantidade de antibióticos quando comparado com o que se produz em outras partes do mundo, como Canadá, Escócia e Noruega. A denúncia foi feita através de um relatório da Mowi ASA, uma das maiores empresas de frutos do mar do mundo e a maior produtora mundial de salmão do Atlântico.

“Com quase zero regulamentação e um rastro de destruição, as maiores companhias de salmão chilenas estão se expandindo pela região primitiva de Magallanes e Tierra del Fuego”, diz o site do filme.

Em resposta, a empresa de aquicultura americana CleanFish lançou uma contra-campanha própria no mês passado, alegando que o documentário não reconheceu nenhum dos benefícios que a aquicultura oferece, incluindo sua contribuição significativa para o suprimento global de alimentos. A CleanFish encorajou os membros da indústria de frutos do mar a irem ao Twitter e ao Instagram com histórias positivas sobre a aquicultura, marcadas como #benefishal.

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