Espanhola realiza trabalho sócio-cultural enquanto realiza a Travessia do Himalaia

Uma das rotas de trekking mais desafiante do mundo é, sem sombra de dúvida, a Travessia do Himalaia. Este trekking atravessa boa parte da cordilheira do Himalaia passando por povoados isolados da Índia, Paquistão, Tibet, Nepal e Butão. A parte nepalesa é considerada a mas extensa e a de mais fácil acesso. Ao todo o trekking soma 1.600 km dividido em 10 partes. Durante todo o trajeto é possível observar, além da fauna e flora, mosteiros budistas. O trekking foi criado, e é administrado, pela Associação de Agências de Trekking do Nepal.

A Travessia do Himalaia foi percorrida em duas temporadas pela primeira vez em 2008/2009, por uma equipe liderada por Robin Boustead, que fez cinco anos de pesquisas antes de percorrer a rota. A primeira mulher a conseguir finalizar a travessia do Himalaia foi Kathleen Egan que, junto de John Fiddler e Seth Wolpin, fizeram sem a ajuda de carregadores em 2014. A equipe finalizou em 87 dias.

A espanhola Raquel García está próxima de estabelecer uma das marcas mais impressionantes em termos de trekking de longa distância: completar a Travessia do Himalaia. A espanhola está acompanhada, entre outras pessoas, de uma mulher sherpa. García, ao conseguir terminar a caminhada que sai das cidades nepalesas de Taplejung e Chaimpur será a primeira mulher de seu país a realizar o feito. A espanhola pretende com o feito dar visibilidade ao papel da mulher na cultura do Himalaia.

Na cultura nepalesa ainda existe o rigor, assim como outras culturas, de que homens são os que devem trabalhar e que as mulheres devem ficar em tarefas domésticas. Mesmo quando as mulheres nepalesas trabalham como porteadoras (pessoas que carregam o peso para montanhistas turistas), sequer são pagas. Esta realidade está mudando, mas em um ritmo muito lento, segundo Raquel afirmou a veículos de imprensa espanhóis.

Para completar o trekking, Raquel García fará distintas escalas em locais como escolas para entregar material educativo a crianças locais. Mesmo que crianças não estejam em escolas, algo que é comum no Nepal, a espanhola procurará entregar material didático mesmo assim. Tudo começou como um objetivo esportivo que, ao longo do caminho, se converteu em um ato social. Toda a travessia de Raquel García está sendo filmada e, posteriormente, transformada em um filme.

O projeto, segundo as próprias palavras de Raquel, trata-se de aproximar e mostrar a cultura nepalesa e o papel das mulheres nela para todas as pessoas do mundo. Para isso, o documentário focará nas expedições, entrevistas e imagens dos lugares que passa a Travessia do Himalaia.

A evolução da montanhista pode ser acompanhada por meio das redes sociais da montanhista.

Mais informações sobre o projeto: https://www.trailhimalayanepal.com/

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