É mesmo tão importante dedicar tempo à flexibilidade para escalar um 10º grau?

Muito se tem falado sobre o treinamento na escalada, nos últimos tempos principalmente com a onda Olímpica que alavanca novos olhares para o esporte.

Em pesquisa recente com atletas de escalada brasileiros participantes do Campeonato Brasileiro foi possível constatar que um dos principais complementos para o treinamento é a flexibilidade do atleta, pois se acredita que essa valência poderá dar ao corpo melhores condições de realizar os movimentos, manter a musculatura mais alongada e as articulações lubrificadas para as tensões e pressões das contrações musculares vigorosas.

Toda a teoria do treinamento destaca a importância da flexibilidade e do alongamento para a prática esportiva e os escaladores reconhecem isso. Entretanto, em recente série de TV do canal Off “Escalando o Brasil”, o escalador Felipe Camargo, considerado um dos melhores brasileiros em vias esportivas, apareceu realizando um exercício de flexibilidade de escápula antes de entrar numa via acima de 9º grau.

No vídeo ele apresenta pouca mobilidade inclusive comparando com outros escaladores no mesmo filme e há até uma brincadeira entre eles sobre isso.

A pergunta que fica é: Como um escalador de alto nível técnico pode realizar vias tão difíceis com tão pouco alongamento/flexibilidade? Quais seriam os aspectos positivos na escalada dele que compensam esse fator? É mesmo tão importante dedicar tempo à flexibilidade para escalar um 10º grau?

Essas perguntas devem ser respondidas com critério, mas sem esquecer que uma melhor flexibilidade podem evitar lesões que tanto Felipe quanto qualquer escalador iniciante estão sujeitos em todos os níveis técnicos.

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