Saiba como funcionam os freios automáticos de academias e competições de velocidade

Nas competições de escalada de velocidade, um tema polemico entre os escaladores (mas a preferida das redes de televisão), muitos se perguntam como é feita a segurança dos escaladores. Na Revista Blog de Escalada há um artigo completo sobre a modalidade de escalada em velocidade.

Mesmo assim, a modalidade ainda há detalhes que levantam muitas dúvidas, uma delas é com relação ao sistema de segurança. O sistema de segurança não é padronizado, mas deve ser mecânico e executado por uma empresa especializada. Até o momento o único provedor deste sistema é a Perfect Descent. Como atua sozinha no mercado, ainda não possui concorrentes que disputem o “selo IFSC”. O valor de cada aparelho gira em torno de US$ 2.000.

A empresa Perfect Descent possui diversos produtos de segurança em academia, além do segurador automático. Entretanto no mercado existem mais de um fabricante do produto, fazendo com que a concorrência esteja acirrada, pressionando o IFSC a derrubar a barreira de monopólio que impõe aos seus afiliados. Para produzir um equipamento que seja apto a ser usado em academias de escalada nos EUA, há também a necessidade da empresa fazer parte da Climbing Wall Association (CWA).

Uma desta empresa é a Head Rush Technologies que recentemente divulgou um vídeo explicativo de como é o funcionamento de seus aparelhos. A empresa comercializa quatro modelos: Trueblue Auto belay, Zip Stop, Quick Jump Free Fall Device e FlightLine Free Fall.

No vídeo a Head Rush Technologies abre a caixa preta do funcionamento dos feios automáticos usados em academias do mundo, além dos campeonatos de velocidade.

A Perfect Descent Climbing Systems liberou um vídeo em seu site, mas se esquivou de publicar sobre o funcionamento. Mesmo assim, evitando de abrir o funcionamento, garante 30 dias de testes gratuitos para os clientes.

Eddy current brake

O eddy current brake system (sistema de corrente elétrica circular) é um tipo de freio convencional à base de fricção e controlado por indução eletromagnética.

O funcionamento, filosoficamente falando, é igual ao de um grigri. Entretanto este sistema caracteriza-se por diminuir ou parar o movimento da corda dissipando sua energia cinética. Entretanto, diferentemente dos freios à fricção que utiliza a força de atrito entre duas superfícies, a frenagem é feita pela força eletromagnética entre um objeto conduíte em movimento e um magneto.

Todo o funcionamento do sistema é feito por indução eletromagnética.

Em outras palavras, este sistema preserva a corda de escalada, sendo mais sensível à velocidade do escalador à medida que acelera a sua subida em uma via.

Indução eletromagnética é o princípio fundamental sobre o qual operam transformadores, geradores, motores elétricos e a maioria das demais máquinas elétricas.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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