Mochilas de montanha para mulheres: Quais são as principais características?

Anatomicamente, homens e mulheres são diferentes e possuem características biologicamente específicas de seus corpos. Biologicamente falando, especialmente em termos de anatomia, há várias diferenças que fazem com que roupas e acessórios necessitem de adaptações. Se há diferenças entre cortes e ajustes em calças, camisas e até mesmo de roupas íntimas, naturalmente os equipamentos de esportes outdoor também possuem este tipo de diferenciação.

Portanto, a escolha de uma mochila para as atividades de montanha, não poderia ser diferente. Por possuírem diferenças biológicas, tanto em anatomia e em ergonomia, o design da mochila deve ser adaptativo, tanto para homens quanto para mulheres. Essas adaptações no design visam somente aprimorar o conforto e o bem estar do usuário e não fazer diferenciação discriminativa. Portanto, uma mochila de montanha para uma mulher é muito mais do que apenas detalhes de cor ou “desenhos femininos”. Há um conjunto de medidas e regras de ergonomia que todos os designers seguem visando única e exclusivamente o conforto da mulher.

Design de produto para mulheres

Pesquisadores, engenheiros e designers que criam produtos de desempenho para mulheres têm muitas considerações. Como as mulheres têm diferenças fisiológicas em relação ao homem, as soluções dos produtos precisam considerar como a temperatura corporal flutua e os músculos se desenvolvem devido aos hormônios.

Quando o design de produtos para equipamentos outdoor não era tão desenvolvido, e considerado não essencial como nos dias de hoje, os desenhos eram planos e a diferenciação entre homens e mulheres não importava tanto. Mas, à medida que evoluíram questões de ergonomia, itens como alças, barrigueiras e encostos anatômicos, se desenvolveram. Marcas que não se adaptaram a essa ergonomia, tiveram problemas para sobreviver em um mercado competitivo como é o de mochilas técnicas. Desde então foram desenvolvidas várias adaptações, como os tamanhos nas costas das mochilas e os modelos adaptados à fisionomia feminina.

Toda grande empresa que desenvolve produtos outdoor possui designers industriais, com expertise em desenvolvimento de diversos equipamentos. Para desenvolver artigos voltados ao público feminino, os designers aprendem na faculdade a desenhar e adaptar produtos para a forma do corpo feminino. Isso inclui inventar novos materiais e estudar o corpo antropometricamente, fisiologicamente, biomecanicamente e psicologicamente.

Por este entendimento que o profissional do design é tão fundamental para o sucesso de empresa no universo outdoor. Pode-se gastar todo dinheiro do mundo em marketing, mas é o designer de produto é quem faz com que um produto seja inovador. Aprender sobre materiais é importante para os inovadores de produtos, porque existem muitas ferramentas: fibras, fios, sistemas construtivos e acabamentos que podem ser manipulados de diversas maneiras para desenvolver novas tecnologias.

Antropometria é uma disciplina que nos permite descrever a forma e o tamanho do corpo de diferentes populações, como homens, mulheres e crianças de idades e etnias específicas. Essa descrição numérica é feita através de medidas circunferenciais de áreas como tórax, cintura e quadril e através da compreensão dos volumes de várias partes do corpo, como o tronco e através de seções transversais, que ajudam os designers a entender como o tecido é distribuído em uma região específica do corpo, como os seios.

Os designers de produto, assim como os engenheiros de materiais, também estudam a fisiologia para desenvolver sistemas de produtos para regular a temperatura corporal e biomecânica para entender a mobilidade nas estruturas de vestuário. Por último, mas não menos importante, é o estudo da psicologia, que é para entender como os seres humanos percebem atributos como cor, toque e textura, o que pode influenciar bastante a aceitabilidade de um novo produto para um usuário.

Barrigueira

Desde a sua criação e desenvolvimento ao longo da história da humanidade, a missão básica de uma mochila é permitir-nos carregar o material necessário.

Dependendo da atividade, às vezes carregaremos grandes mochilas em travessias de vários dias. Entretanto, às vezes carregaremos pequenas mochilas para viagens rápidas. Portanto, uma mochila é a que influencia minimamente a atividade, não podendo desequilibrar ou perturbar e seu design deve ajudar a suportar o peso com o mínimo de esforço possível.

Curiosamente, se perguntássemos a muitos praticantes de montanha onde repousa o peso de uma mochila, a resposta majoritária seria nas alças. Porém, esta afirmação é errada, pois para uma mochila de montanha o peso deve ser de 75 e 85% depositado na barrigueira. Desta forma, o esforço e o peso são distribuídos por todo o corpo.

Em termos de design, as mochilas antigas eram, em termos bem simplificados para que entenda, um saco com alças. Por este motivo, carregar um peso nelas era difícil, porque eram seguradas nas alças que eram amarradas. Isso significava um aumento notável da fadiga, além da dificuldade de realizar atividades técnicas com elas, podendo causar desequilíbrios que colocam em risco o usuário.

Pouco a pouco as mochilas de trekking começaram a ser ergonômicas, com encostos e alças anatômicas, o que as transformou nas verdadeiras extensões de nosso corpo e que, bem reguladas, permitem transferir o peso para cintura e “diluí-la” por todo o corpo.

Portanto, uma mochila de montanha, para a prática de trekking, hiking ou mesmo de escalada, deve possuir uma barrigueira.

Mochila feminina x Mochila masculina

Se uma mochila precisar se adaptar muito bem à anatomia, para que não nos desequilibre e nos permita minimizar a sensação de peso, esforço e fadiga, o seu desenho terá que se adaptar a diferentes tamanhos e formas. Portanto, se existem diferenças biológicas na anatomia do homem e da mulher, há diferenças entre mochilas para homens e mulheres.

Algumas pessoas tendem a pensar que os modelos femininos de mochila para montanhas diferem apenas em estética. Há, claro, uma diferenciação de cores e desenhos, mas não fica somente nisso. As mochilas femininas têm diferenças notáveis ​​além da cor e da estética, que às vezes nem parecem diferir dos modelos masculinos.

Como explicado acima, grande parte da carga recai sobre a barrigueira, que precisa envolver muito bem a anatomia do usuário, é aí que encontraremos as maiores diferenças nos modelos femininos. Sim, porque notadamente o quadril e cintura masculinos são diferentes, anatomicamente falando, das medicadas e formas existentes na mulher.

Portanto, em termos de mochilas femininas, as principais diferenças são:

  • A barrigueira é mais curta, pois geralmente na anatomia feminina a linha quadril está localizada mais alto.
  • A barrigueira é elevada, de modo que, em vez de cair no quadril, o faz entre ele e a cintura.
  • A barrigueira é mais larga, para dissipar a pressão do peso, ao cair em uma área mais vulnerável que é a cintura.
  • A barrigueira é inclinada mais para fora, e de cima para baixo, para descansar na curva entre o quadril e a cintura.
  • As alças são desenhadas mais obliquamente, evitando os seios.
  • A ligação das alças é colocada mais acima, para evitar os seios.
  • Os tamanhos dos encostos são diferentes, como em qualquer peça de roupa ou calçados, pois, em geral, mulheres possuem o tronco mais estreito.

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