Bebidas eletrolíticas: Como usá-las corretamente?

De cada 10 artigos que abordam a prática de montanhismo, a maioria esmagadora toca no ponto da importância da hidratação. Obviamente que beber água faz parte deste processo de hidratação. Mas às vezes a intensidade dos exercícios pede algo mais que água. Isso porque em atividades intensas o organismo perde eletrólitos, como sódio, cálcio, potássio e magnésio.

Estes sais minerais recebem este nome, “eletrólitos”, por serem responsáveis por conduzir eletricidade entre as células do corpo, permitindo que informações sejam transmitidas de uma parte para outra de nosso corpo. Utilizando uma explicação mais simplista, é dizer que os eletrólitos são responsáveis diretos pelo funcionamento adequado de nossos órgãos, participando dos processos de reconstrução de tecidos, contração muscular e manutenção da pressão arterial.

Foto: http://knowi.es/

Sem eletrólitos, as células do corpo teriam problemas para autorregularem, tirando de sincronia as funções básicas do corpo. Por esta razão que cada vez mais lê-se a palavra “eletrólito” nos produtos de nutrição esportiva.

Os sais minerais (sódio, cálcio, potássio e magnésio) ingressam nosso corpo através de bebidas e comidas.

Desequilíbrio eletrolítico

Os eletrólitos saem normalmente do organismo ao urinar e suar. Mas ao comer e beber são rapidamente repostos. Um processo natural da vida.

O suor contém uma concentração relativamente baixa de eletrólitos, que varia muito em função do indivíduo. Lembrando que cada organismo se comporta de uma maneira diferente do outro. Biologia não é uma ciência exata, lembremos sempre disso.

Um exemplo clássico desta diferenciação é a de que existem pessoas com o suor mais salgado, ou mesmo com cheiro forte, mais que outras. Esta diferença, que é diretamente ligada à perda de eletrólitos, já mostra como cada organismo se comporta de maneira diferente.

Por esta razão que muitos atletas, que sempre estão suando muito mais que as outras pessoas, necessitam de pensar nesta reposição eletrolítica. Corredores de montanha, trekking em travessias longas com calor intenso, escaladas de bigwall, etc. Todas estas são situações que podem haver um desequilíbrio eletrolítico no organismo.

Dependendo do tipo de desequilíbrio eletrolítico que ocorra, vários sintomas podem ocorrer:

  • Dores musculares
  • Espasmos e contrações
  • Síndrome da fadiga crônica
  • Dor de cabeça
  • Insônia
  • Febre
  • Dor nas articulações

Esta lista acima são apenas alguns dos mais conhecidos sintomas de desequilíbrio eletrolítico.

Como saber se necessito?

O primeiro passo para saber a necessidade de eletrolitos, é procurar um nutricionista. Muito provavelmente, caso seja necessário, com um exame de sangue (pedido por um médico) este profissional pode ajudar a equilibrar o jogo.

Mas um bom indício é saber escutar o corpo. Um exemplo clássico é o aparecimento de câimbras. Um outro é a sensação de fadiga constante, que mesmo após o devido descanso parece não desaparecer.

Para evitar a desidratação e restauração de eletrólitos, existem bebidas naturais com bom poder hidratante e repositor eletrolítico:

  • Água de coco
  • Melancia
  • Pepino
  • kiwi
  • Kefir
  • Iogurte
  • Cenouras
  • Abacaxi

Obviamente existem outras fontes naturais de eletrólitos, que podem ser convertidos em bebidas do que a lista acima. Para saber a dosagem, procure um nutricionista. Ele é quem irá dizer quando e como elas devem ser consumidas. Mas vale uma observação a estas bebidas caseiras: elas contêm apenas poucos eletrólitos. Em geral possuem o sal e o carboidrato do açúcar.

Isotônicos e eletrólitos

As bebidas preparadas (sim, os Gatorate da vida, que são conhecidas como isotônicos) devem ser consumidos quando aprovado pelo seu nutricionista. Porque tudo o que aquele líquido que parece curar qualquer problema possui um rótulo com tudo aquilo que ele realmente é. Portanto, para cada “bebida mágica”, é necessário ler seus rótulos e decidir em conjunto com seu nutricionista qual a melhor opção.

Lembrando que só há necessidade de se consumir um isotônico se houver perda de mais de 2% do peso corporal durante um exercício físico. A composição de cada marca de Isotônico é muito grande. Mas via de regra o que varia é a quantidade de carboidratos, vitaminas, cloretos, sódio e potássio.

Argentina de nascimento e brasileira de coração, é apaixonada pela Patagônia e Serra da Mantiqueira.
Entusiasta de escalada, trekking e camping.
Tem como formação e profissão designer de produto e desenvolve produtos para esportes de natureza.

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