Cientistas encontram “gelo quente” no glaciar mais alto do mundo

As temperaturas do gelo do glaciar Khumbu, que fica na região do Monte Everest, foram maiores do que o esperado. A afirmação é de uma pesquisa científica realizada na semana passada e que indicou que as inundações e secas tendem a se tornar mais comuns, fazendo com que o crescimento dos lagos glaciais aumente nas próximas décadas. O cientista chefe da Universidade de Leeds Duncan Quincey, disse que mais da metade da área de removida da superfície da geleira Khumbu continha “gelo quente”.

Por “gelo quente”, entenda que é gelo a uma temperatura muito acima do que usualmente deveria ser. A constatação de “gelo quente” na região do Monte Everest é uma prova explícita do aquecimento global. “Descobrimos que 56% da área de ablação da geleira Khumbu consistia em “gelo quente”, e até mesmo o gelo mais frio é apenas 3,3° C mais baixo do que o ponto de fusão”, afirmou Duncan Quincey.

Os pesquisadores descobriram que havia evidências que sugeriam que o gelo estava aquecendo a uma taxa de cerca de 0,5 ° C por década, enquanto as inundações e secas provavelmente se tornariam mais comuns e o crescimento dos lagos glaciares, juntamente com seus perigos, aumentaria nas próximas décadas. A maior parte do gelo era mais quente que a temperatura do ar. Isso significa que mais aquecimento acelerará o derretimento da geleira, de acordo com o estudo.

O “gelo quente” é particularmente vulnerável às mudanças climáticas, “porque mesmo pequenos aumentos de temperatura podem provocar o derretimento”, acrescentou o cientista chefe da Universidade de Leeds. “A cascata de gelo Khumbu, junto de outras rotas de montanha, podem se tornar mais perigosas para os montanhistas nos próximos anos” completou Duncan Quincey.

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