Conheça 10 ruínas incas para visitar na América do Sul

A civilização inca era o maior império da América pré-colombiana. De acordo com um relato de natureza mítica, o povo inca se fixou inicialmente na região de Cusco, atualmente o Peru, e teve como primeiro grande líder Manco Capac. Por volta do século XV os incas estabeleceram um processo de expansão territorial que buscou os planaltos encravados entre as montanhas andinas e as planícies do litoral Pacífico.

O Império Inca teve início por volta do ano 1200 dC e teve sua existência como nação até o ano 1533. Neste ano os espanhóis, comandados por Francisco Pizarro, conquistaram Cusco, e executaram o imperador Atahualpa.

Certamente a maior contribuição dos incas foi no campo arquitetônico. Não apenas em seus grandiosos templos, mas também suas cidades, estradas e plantações.

Os colonizadores espanhóis além de dizimarem a população nativa, destruíram grande parte do que hoje são apenas ruínas da civilização inca. A destruição dos colonizadores espanhóis tinha como justificativa a busca de ouro, prata e pedras preciosas.

Uma das ruínas mais conhecidas, além de procuradas pelos mochileiros e praticantes de trekking de todo o mundo, é Machu Picchu. A meca dos mochileiros possui inegável popularidade e, pela massificação de turismo e mídia não especializada, acabou fazendo sombra a outros lugares do Peru para serem visitados.

Por ser tão procurada Machu Picchu acabou implementando várias regras de restrição, além de elevar as taxas de turismo para as pessoas do lugar.

Para quem quer praticar um trekking às raízes da América Latina, além de fazer uma boa economia, existem outras ruínas incas no Peru e América do Sul com preços mais atrativos e igualmente bonitas.

Chan Chan (Trujillo)

Foto: Foto: http://www.ericadventures.com/

Para quem está procurando ir ao Peru para visitar ruínas incas, seu destino é Chan Chan. Próximo da cidade de Trujillo é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e é conhecido pela sua arquitetura.

O conjunto arquitetônico de Chan Chan é formado por nove pequenas cidades incas, todas muradas, e construídas em adobe (um dos antecedentes históricos do tijolo de barro).

Foto: http://www.perutraveltips.org

A cidade de Chan Chan tinha aproximadamente 50.000 habitantes e é considerado um dos mais preciosos sítios arqueológicos do mundo.

Chan Chan significa “Sol Sol”, entretanto a erosão, provocada pela ação do tempo, colocou o sítio arqueológico na lista dos patrimônios em perigo.

Choquequirao

Foto: Foto: http://www.trilhainkaperu.com

O local conhecido como Choquequirao é muito maior que Machu Picchu e fica no cânion mais profundo da América. O acesso até lá não é muito fácil e, por este motivo, somente os praticantes de trekking estão dispostos a desfrutar desta maravilha de lugar após alguns dias de caminhada.

Por não haver acesso de trem ao lugar, quem não está em boa forma opta por não arriscar.

Foto: https://www.llamapath.com

O trekking para chegar nas ruínas incas de Choquequirao começa no povoado de San Pedro de Cachora e passa por todo cânion de Apurimac.

Não é um trajeto fácil e, segundo os guias locais, é três vezes mais exigente que o Caminho Inca para Machu Picchu (para saber quais são os trekkings existentes clique aqui).

Foto: www.choquequiraotrek.com

A caminhada vale a pena? Vale! Pois estima-se que apenas 30 pessoas por dia (em alta temporada) passam por aí.

Esta paz tem tempo limitado para ser desfrutada: o Governo peruano planeja construir um teleférico para transportar turistas até o local.

Isla del Sol

Foto: https://www.buenasdicas.com/

Titicaca é o maior lago da América do Sul em volume de água e fica fronteira entre o Peru e a Bolívia. Quem pretende conhecer o Lago Titicaca deve colocar este destino no itinerário. Como o império inca não consistia somente ao solo peruano, havia também partes de Colômbia, Equador, Bolívia, Argentina e Chile.

A fortificação localizada na Bolívia, possui praias e ruínas muito antigas rodeadas por água de azul-turquesa. A Isla del Sol era considerada pelos incas uma espécie de santuário dedicado ao deus Sol.

A ilha fica a 20 quilômetros de Copacabana, na Bolívia, com seu ponto mais alto atingindo os 3.925 metros acima do nível do mar.

Hoje, a ilha é habitada por comunidades de origem quéchua (designação aplicada aos povos indígenas da América do Sul,) e aimará (povo estabelecido desde a Era pré-colombiana no sul do Peru, Bolívia, Argentina e Chile).

Kuélap

Já escutou falar de Kuélap? Não? Então procure saber mais sobre o lugar. Kuélap é uma antiga cidade construída por chachampoyas (povo nativo da região do Peru) e fica a 3.000 metros acima do nível do mar. Esta cidade antiga fica no noroeste peruano e foi descoberta em 1843. A data de sua fundação é do século XI (por volta do ano 1.000 DC).

Grande parte da cidade é construída de enormes blocos de pedra de uma maneira ainda não esclarecida. O estilo arquitetônico do lugar se parece muito com Machu Picchu, porém Kuélap é mais antiga. Segundo historiadores a civilização Chachapoya entre os anos 900 e 1400 DC.

Foto: https://hiddenincatours.com

Kuélap é considerado um dos maiores monumentos arqueológicos de toda a América. Para deleite dos turistas mais fora de forma, no início deste ano foi inaugurado um sistema de teleférico. Para quem prefere uma aproximação menos burguesa, a caminhada leva em torno de 4 horas.

Enquanto Machu Picchu recebe 1.419.507 pessoas em um ano (dados divulgados pelo Governo Peruano), Kuélap registrou em 2016 aproximadamente 3.500 turistas. A expectativa dos exploradores da região é de que aumente significativamente por conta da instalação do teleférico.

Moray

Repleto de templos, palácios e fortificações que fazem parte do Patrimônio Mundial o Valle Sagrado possui belezas escondidas. Uma delas é Moray, que era uma extensão de sua capital Cusco. Dentro do vale que abriga as ruínas Moray há um conjunto enorme de varandas e terraços circulares que serviram de laboratório agrícola para a civilização inca que vivia por lá.

Acredita-se que a forma da edificação permitia criar distintos microclimas que eram utilizados para cultivo de diferentes tipos de comida. Há teorias de que o lugar era um centro de experimentação agrícola. Ao todo este sistema particular implementado em Moray foram cultivadas mais de 250 espécies vegetais.

Moray encontra-se a aproximadamente 78 km ao norte da cidade de Cusco.

Entre novembro e março faz no local temperaturas médias de 12 °C ao dia, mas ensolarados, e com noites frias com médias de 9 °C em uma temporada considerada chuvosa. De abril a outubro é considerado seca e recomendada para a visita.

Ollantaytambo

Ollantaytambo é também conhecida como cidade Inca ativa e lá pode-se constatar aspectos ainda conservados da vida contemporânea e tranquia dos habitantes.

O local é uma obra monumental da arquitetura dos incas.

É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada por pessoas. Talvez seja dos melhores lugares para testemunhar como os incas possuíam habilidade ímpar de talhar pedras.

Esta cidade constituiu um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola e está localizada a 60 quilômetros a noroeste da cidade de Cusco com altitude de 2.792 metros acima do nível do mar.

Pisac

No Valle Sagrado do Peru (também conhecido como Valle Sagrado dos Incas), Pisac é um dos sítios arqueológicos mais visitados. Por ser muito perto de Cusco (30 km) facilita este tipo de atividade, especialmente para quem quer conhecer algo mais que Machu Picchu.

Em Pisac é possível verificar a divisão urbanística da cidade, com grandes palácios e templos.

O local é um dos mais importantes do Vale Sagrado dos Incas. Tudo isso em mais de 40 andares de terraços que permitiam a cultura de de alimentos.

Písac é um lugar cheio cores e com diversos artigos artesanais à venda.

Piquillacta

Antes dos incas havia os Huari uma civilização que floresceu no centro dos Andes. Piquillacta era a cidade capital desta civilização pré-inca. O Parque Arqueológico de Piquillacta está localizado a 33 km da cidade de Cusco.

Foi um dos mais importantes centros administrativos e representa a excelência Huari em urbanismo planejado. Alguns especialistas argumentam que permaneceu em vigor até os tempos dos incas.

Os vestígios de Piquillacta dão impressão de que a cidade tinha ligações urbanas muito bem planejadas com um plano geométrico muito harmonioso e quase perfeito.

A cidade possui um aspecto de fortificação com muros que chegam a 12 metros de altura e totalizando 700 edifícios que evidenciam técnica avançadas de agricultura que, posteriormente, foram absorvidas pelos incas.

Tipón

Também localizada dentro do Valle Sagrado do Peru, mais precisamente 22 km de Cusco, fica a 3.600 metros de altura em relação ao nível do mar.

Nela existem mais de 13 terraços irrigados que são consideradas uma das maravilhas da engenharia civil.

Um ponto a se destacar de Tipón é a de que o local é muitíssimo pouco visitado.

O local, quando funcionava, era provavelmente um laboratório de produtos agrícolas pois simulava vários microclimas.

Waqrapukara

A melhor definição para Waqrapukara, em termo de turismo, é que este é um lugar perfeito para os mochileiros hipsters.

Waqrapukara é tão desconhecido do grande público que até hoje não se sabe se era uma fortaleza ou um santuário. Há teorias que também afirmam que era um observatório astronômico.

Localizado a 4.300 metros acima do nível do mar, mais precisamente no cânion de Apurimac (sul de Cusco) possui paisagem acolhedora.

Lá é possível acampar ao redor das ruínas e é uma oportunidade singular para quem deseja ter uma experiência mas roots no Peru em ruínas incas.

Webdesigner apaixonada por viajar e fazer trilhas de Mountain Bike, já fez mochilão pela Patagônia Argentina, Peru, Bolívia, Brasil e Uruguai.

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