Tenista profissional encontra no montanhismo o caminho para voltar ao topo do ranking mundial

O tenista profissional sérvio Novak Đoković é o atual número três do mundo, na modalidade simples, e o primeiro jogador da história do tênis a passar a marca de US$ 100 milhões em faturamento com premiações por performance em quadra. De acordo com analistas esportivos especializados na modalidade, este faturamento histórico o credencia a ser um dos melhores tenistas da história do esporte.

Porém o início do ano de 2018 não foi de glórias, sendo um dos períodos mais opacos de sua história. Đoković caiu para o 22º lugar no ranking mundial no início deste ano.

 

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Tudo começou com uma cirurgia delicada em seu cotovelo, que comprometeu o seu rendimento e estilo de joga e disse ter sofrido problemas pessoais em 2017. Para conseguir reencontrar-se com as vitórias, se isolou e começou a praticar montanhismo junto de sua mulher Jelena Đoković. O local escolhido foi Monte Sainte-Victoire, localizado no sul da França.

O Mont Sainte-Victoire, conhecido carinhosamente como “La Sainte” localmente, fica a leste de Aix-en-Provence. O local ficou imortalizado em uma série de pinturas de Paul Cézanne (pintor pós-impressionista francês). O pintor, que morava perto, chegou a pintar mais de 60 quadros da montanha. O acesso ao Maciço é estritamente regulado de 1 de junho a 30 de setembro.

 

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Logo após sua eliminação em Roland Garros, tirou uma semana de descanso e procurou dedicar-se ao montanhismo com a esposa. Segundo declarações de Đoković a veículos de imprensa, “passar um tempo na natureza ajudou a clarear a mente e pensar em colocar tudo em perspetiva. O retiro espiritual do tenista e a prática do montanhismo parecem ter dado certo. Logo após o descanso, Novak Đoković conquistou os títulos de Wimbledon e Aberto dos EUA.

“Foi tudo positivo. Eu senti como se eu tivesse uma nova respiração para este esporte” afirmou Novak Đoković. Entretanto, Đoković não é o único a descobrir o poder de uma boa caminhada. Hipócrates, há mais de 2.000 anos atrás, disse que “andar é o melhor remédio do homem”. Pelo jeito, foi o melhor remédio para o tenista sérvio.

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