Sistema de localização permite localizar brasileiro e alemães perdidos em Huayhuash

O brasileiro Felipe Pasetto Funez, tenente da Marinha do Brasil, assim como os alemães foram identificados como Lissan Steckel (26 anos), Simon Kleiner (26 anos) e Maximilian Kaufmann (26 anos), foram localizados pela polícia peruana na região da cordilheira de Huayhuash. De acordo com informações de Rafael Figueroa Chávez, presidente da Asociación de Guías de Alta Montaña en Huaraz, os turistas ativaram um sistema de localização que permite enviar alertas a familiares e amigos no caso de alguma emergência. Os alertas são enviados no formato de mensagens automáticas. A notícia foi divulgada no final da tarde de ontem, e confirmada pela Revista Blog de Escalada.

Chávez, em declaração à agência de notícias peruana Agencia Andina, foi o próprio brasileiro que ativou o botão de localização para amigos e familiares. Após ativado o alarme, estes entraram em contato com a embaixada do Brasil, a qual os considerava desaparecidos. Ainda de acordo com a agência de notícias, que entrou em contato com o chefe da divisão de alta montanha Gilmer Torres Díaz, que os últimos relatórios dados pelo sistema de alarmes, os turistas seguem movendo-se com normalidade.

Entretanto, após o alerta emitido pelas autoridades locais, e noticiado em primeira mão pela Revista Blog de Escalada, um grupo de seis resgatistas de alta montanha foi ao local para confirmar a localização do grupo. Nas próximas horas é aguardado a confirmação oficial, vinda direto dos resgatistas, que as coordenadas enviadas pelo localizador são verídicas.

Como a polícia do Peru possui uma responsabilidade grande diante de turistas desaparecidos, toda e qualquer confirmação de desaparecimento deve, por lei peruana, ser verificada. Logo após o suposto desaparecimento, a própria embaixada brasileira foi avisada do ocorrido. Somente após o contato de familiares, os quais sequer estavam no Peru, com a embaixada é que houve a divulgação das coordenadas.

Mesmo com o envio das coordenadas à embaixada brasileira, o efetivo peruano deve ir verificar a veracidade dos fatos. Esta verificação faz parte do protocolo de monitoramento de turistas na região. Os oficiais peruanos somente divulgam, confirmando ou desmentindo, dados oficiais. Portanto infirmações não confirmadas de família, amigos ou agências de turismo fora da região, são tratadas como boatos a serem verificados.

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