Saiba quais são as 5 montanhas mais caras do mundo para escalar

Muitas pessoas pensam que a montanha mais cara do mundo para escalar é o Monte Everest. Entretanto isso não é verdade. Expedições ao teto do mundo são organizadas aos montes, todos os anos, o que reflete pesadamente na superlotação do lugar. Atualmente subir o Monte Everest não reflete a tanto a qualidade do montanhita, mas o seu poder econômico de pagar todas as despesas. Anunciantes viram esta oportunidade e bancam pesadamente todos os gastos. Com toda a concorrência mundial, o preço de uma expedição ao Everest acabou caindo.

Entretanto, para quem deseja de fato escalar uma montanha por seus próprios méritos (sem necessitar ser carregado por Sherpas), outras montanhas (mais desafiantes) também exigem um bom investimento por parte do montanhista.

Lembrando também um detalhe importante: tecnicamente não existe preço abusivo. Cabe ao cliente não concordar com o preço e optar por não contratar o serviço. Há ainda a opção de procurar outras maneiras de abater os custos. Mas vale lembrar que ir a um cume de alta montanha não é o mesmo que programar um mochilão em uma cidade turística.

Cho-Oyu (8.201 m)

O Cho Oyu (8.201 m) é a sexta montanha mais alta do mundo e está localizada no Himalaia, mais precisamente a 20 km a oeste do monte Everest. É considerada a mais acessível (não confundir com mais fácil) dos picos com 8.000 m. No seu percurso há várias partes bem técnicas e complicadas na rota normal.

Muitas agências promovem o Cho Oyu como a preparação final de um montanhista, antes de tentar subir ao Monte Everest. Lembrando que quem aposta em ir ao Everest sem uma preparação adequada, aposta pesadamente no comprometimento do Sherpa (para que o carregue).

O custo de uma subida ao Cho-Oyu é US$ 23.500,00 (aproximadamente R$ 75.000).

Pirâmide Carstensz (4.884 m)

A Pirâmide Carstensz (Puncak Jaya) é o ponto culminante da Oceania e fica na ilha da Nova Guiné, mais precisamente na província indonésia da Papua. Com uma altitude de 4.884 m é a única montanha dos Seven Summits que exige conhecimentos é técnicas de escalada em rocha. Devido à geografia do lugar, o ataque ao cume pode sofrer mudanças ao longo da atividade.

As taxas de permissão para o cume não são baixas. No total o preço para escalar a Pirâmide Carstensz é de US$ 26.500,00 (aproximadamente R$ 84.600).

Maciço Vinson (4.892 m)

O Maciço Vinson (4.892 m) é o ponto culminante do continente antártico. Além do frio extremo, a expedição corre vários riscos que exige uma logística muito bem planejada, sem muitas possibilidades de imprevistos.

Além destes fatores é imprescindível boa preparação dos montanhistas em todas as disciplinas e investir nos melhores equipamentos existentes no mercado.

O preço é salgado: US$ 41.000 (aproximadamente R$ 130.800).

Monte Everest (8.848 m)

Foto: http://en.wikipedia.org

O Monte Everest já foi escalado por aproximadamente 7.000 pessoas (e sim, este número está certo!) desde 1953. Ao todo uma expedição no Everest, toma aproximadamente 60 dias. Além disso, por muitas das pessoas que vão ao Everest não serem montanhistas, alguns luxos são incluídos no Campo Base do Everest como wifi, telefonia celular móvel e outros confortos que não são comuns em montanhas.

O preço de uma expedição ao Monte Everest reflete bem o desejo de ostentar o título de ter subido lá: US$ 55.000 (aproximadamente R$ 175.500).

Monte Sidley (4.285 m)

O Monte Sidley (4.285 m) é o vulcão de maior altitude da Antártida e um dos “sete cumes vulcânicos”(Ojos del Salado, Kilimanjaro, Elbrus, Pico de Orizaba, Damavand, Monte Giluwe e Monte Sidley). Uma expedição até lá é considerada das aventuras mais respeitáveis de todo o mundo.

O vulcão é um dos lugares menos visitados em toda Antártida e, como tudo neste continente, requer uma logística com uma taxa de erro muito perto de zero. As expedições duram aproximadamente 15 dias e os montanhistas enfrentam temperaturas próximas de -40°C. Além disso, pouquuíssimas agências de montanhismo oferecem o serviço, o que encarece mais ainda.

O preço? US$56.000 (aproximadamente R$ 178.730,00).

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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