Machu Picchu restringe o acesso de turistas procurando preservar o local – Regras entraram em vigor em 1º de julho

Pergunte  a 10 mochileiros qual seria o destino dos sonhos, que grande parte responderá que é Machu Picchu. Toda esta popularidade, aliada a uma exploração incontrolável do fluxo de turistas por agências, teve uma consequência: o local está à beira de um colapso. O sítio arqueológico mais famoso do mundo está em uma localização geográfica de difícil acesso e, por isso, necessitava urgentemente do estabelecimento de número máximo de visitantes ao dia.

O grande número de turistas, em grande parte mochileiros, que todos os dias lotam o vilarejo de Aguascalientes lembra muito vésperas de feriados em ruas de turismo popular como a 25 de Março na cidade de São Paulo ou a SAARA (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega) no Rio de Janeiro. Há filas para tudo, tomar ônibus na madrugada, subir a montanha e nos lugares mais concorridos de Machu Picchu. O local hoje é tão disputado que lembra qualquer lugar popular de visitas em grandes centros urbanos.

Foto: Elisabet de Marco

Para que fique claro o volume de pessoas descomunal e desproporcional que visita o lugar um número: Somente no ano de 2016, segundo números oficiais, Machu Picchu recebeu 1.419.507 pessoas. Machu Picchu, que é Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1983, estava ameaçada de ser incluída pela mesma entidade na lista de lugares Patrimônio em risco. O prazo para que a situação modificasse expirou na reunião da Unesco realizada em meados de julho de 2017.

No mesmo congresso, realizado na cidade Polonesa de Cracóvia, a Unesco incluiu outros lugares  na sua lista de Patrimônio da Humanidade. Neste congresso, foram incluídos os lugares como Parque Nacional Los Alerces (Argentina), Paisagens da Dauria (Mongolia/Rússia) , Qinghai Hoh Xil (China), Mbanza Kongo (Angola), entre outros . Pouco antes do congresso o governo peruano se apressou em implementar medidas para que o local não figurasse como ameaçado. As medidas foram consideradas adequadas e suficientes para, ao menos por enquanto, não considerar Machu Picchu um lugar ameaçado.

Foto: www.choquequiraotrek.com

Novas Regras

Desde o início de julho desde ano, grande parte dos mochileiros tiveram de adequar seu planejamento de viagem às novas exigências que o governo peruano implementou. Dentre estas nvas regras estão:

  • Proibição de entrada em Machu Picchu (especialmente nas ruínas) sem o acompanhamento de um guia credenciado pelo governo peruano
  • Padronização dos horários de visita em dois grupos:
    • Grupo I – 6:00 às 12:00
    • Grupo II – 12:00 às 17:30
  • Cada guia, o qual deve ser credenciado pelo governo peruano, pode guiar no máximo de 20 pessoas
  • Durante o horário de visitas é possível sair e entrar somente uma vez (apenas para ir ao banheiro)
  • Apenas cidadãos de Cusco, previamente credenciados pelo governo peruano, poderão entrar gratuitamente. A regra somente vale para os domingos
  • É terminantemente proibido entrar em Machu Picchu com alimentos, bebidas, guarda-chuvas, sapatos de salto, aparelhos de som, instrumentos musicais, carrinhos de bebê e pau de selfie

Elisabet de Marco é Design Researcher, apaixonada por viajar e fazer trilhas a pé e de Mountain Bike, já fez mochilão pela Patagônia Argentina, Peru, Bolívia, Brasil e Uruguai.

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