Após a temporada de 2018, quem são os atletas favoritos a estarem nos Jogos Olímpicos de 2020?

Os critérios de classificação para os Jogos Olímpicos de 2020, foram divulgados em abril deste ano. Desde que virou esporte olímpico (por enquanto somente para Tóquio), conforme anunciado em reportagem da Revista Blog de Escalada, todos sabem que serão apenas 20 atletas, tanto masculino quanto femininos, competindo nos Jogos Olímpicos de Verão em 2020.

A International Federation of Sport Climbing (IFSC) estabeleceu que as vagas para as olimpíadas serão distribuídas no seguinte formato, em competições que seguiram o formato olímpico (via guiada, boulder e velocidade).

Regras para classificação

  1. País organizador
  2. Uma vaga para atleta da Tripartite Commission (países com menos de oito atletas em categorias individuais ou disciplinas nas últimas duas edições dos Jogos Olímpicos)
  3. Melhores sete colocados no Campeonato Mundial de Tóquio de 2019
  4. Melhores seis colocados em um evento especial do IFSC em 2019, com os 20 melhores da Copa do Mundo de Escalada
  5. Primeiro colocado em campeonato continental

Desta maneira a distribuição das 20 vagas (masculino e feminino) serão da seguinte maneira:

  • 1 vaga masculino + 1 vaga feminino
  • 1 vaga masculino + 1 vaga feminino
  • 7 vagas masculino + 7 vagas feminino
  • 6 vagas masculino + 6 vagas feminino
  • 5 vagas masculino + 5 vagas feminino
    • 1 vaga América do Norte
    • 1 vaga América Centro Sul
    • 1 vaga Europa
    • 1 vaga Ásia
    • 1 vaga Oceania

Para cada país, somente poderão participar apenas dois atletas:

  • Apenas um atleta para o masculino
  • Apenas uma atleta para o feminino

Quem tem mais chances?

Foto: IFSC/Eddie Fowke

A estreia da escalada como esporte olímpico teve cobertura da Revista Blog de Escalada. O veículo foi o único, de toda a América Latina, que cobriu as primeiras atividades olímpicas em Buenos Aires. Durante a cobertura foi perguntado diretamente aos integrantes do IFSC que estavam presentes, assim como aos técnicos dos principais atletas quais seriam os favoritos a estarem em Tóquio 2020.

A maioria absoluta preferiu não arriscar nenhum nome, mas alguns se atreveram a dizer que a colocação no ranqueamento do IFSC de 2018 daria uma boa previsão do que poderia vir no futuro. Além disso, a análise dos dados do Campeonato Mundial, servirão de parâmetro para qualquer prognóstico. Abaixo está o que, hipoteticamente, poderia ser a classificação para as Olimpíadas no Masculino.

Nome País
Adam Ondra República Tcheca
Jakob Schubert Áustria
Jan Hojer Alemanha
Jernej Kruder Eslovênia
Jongwon Chon Coréia
Kai Harada Japão
Sam Avezou França
Sascha Lehmann Suíça
Sean McColl Canadá
Stefano Ghisolfi Itália

Repare que no não há qualquer atleta da América Latina. Isso porque, para o IFSC, todas as Américas irão disputar uma única vaga. De acordo com esta simulação (novamente, que leva em consideração o campeonato mundial de 2018), somente sobrará uma vaga aos atletas sul-americanos: tripartite comission. Muito provavelmente uma melhor colocação em torneios continentais seria a “moeda de troca”, no caso de uma negociação nos bastidores.

Para o feminino, a distribuição continuaria a mesma do masculino:

Nome País
Alannah Yip Canadá
Anak Verhoeven Bélgica
Hélène Janicot França
Janja Garnbret Eslovênia
Jessica Pilz Áustria
Laura Rogora Itália
Miho Nonaka Japão
Petra Klingler Suíça
Sol Sa Coreia
Stasa Gejo Sérvia

Claro que umas das listas acima refletem o momento de cada atleta nos dias do Campeonato Mundial. Cada um destes atletas pode entrar em uma má fase, contundir-se ou até mesmo abandonar o esporte. Para os sul-americanos, vale a observação de que dentro desta lista não há nenhum atleta dos EUA, que possuem atletas muito fortes e de destaque internacional.

O Campeonato Pan-americano do Equador, que será realizado neste mês ainda, servirá de parâmetro dentro destas listas fictícias. A liga independente que organiza os campeonatos de escalada em território Brasileiro enviará um total de quatro atletas. Tanto Argentina, quanto Chile, também vivem expectativas de bons resultados, por causa do rendimento muito acima da média de suas atletas Valentina Aguado e Alejandra Contreras.

Quer dizer então que pela tabela acima os latino-americanos não possuem nenhuma chance? A resposta a esta complexa, mas simples, pergunta é um imenso depende. Isso porque é fácil fazer uma outra pergunta: quando você presenciou em um esporte (qualquer modalidade) uma superação incomum que gerou um resultado inesperado?

Portanto, possibilidades para haver um sul-americano existem, ainda mais se levarmos em conta a possibilidade de tudo pode acontecer em uma competição esportiva.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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