[EXCLUSIVO] Entrevista com Andressa Campêlo

AndressaCampelo [EXCLUSIVO] Entrevista com Andressa Campêlo

Foto: Ale Machado Photography

Às vezes tratada como lenda, outras como fato incontestável o esporte de escalada vive sob a impressão de que está crescendo.

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Foto : Andressa Campelo

Se fosse possível apontar um local que está com o crescimento mais acentuado muitos apostaria na região Nordeste do Brasil.

Conhecida pelas praias e festas populares como carnaval e as festas juninas, a região abriga grande potencial de lugares para a prática de atividades outdoor além de despontar pessoas que procuram trabalhar com isso.

Para saber mais quem são estas pessoas que fazem do Nordeste o próximo local a se visitar a todo praticante de atividades de natureza, é que a Revista Blog de Escalada procurou Andressa Campêlo para uma entrevista.

Campêlo é  professora de educação ambiental além de grande entusiasta de atividades como escalada e trekking, e fotógrafa nas horas vagas.

Por conta de toda esta paixão, Andressa sempre se dedica a divulgar toda e qualquer informação relevante sobre as práticas.

Leia abaixo a entrevista de Andressa Campêlo

Ser escaladora e residir no Nordeste facilita a vida de quem pratica o esporte?

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Foto : Ale Machado Photography

Facilita sim, pois no nordeste existem vários ‘points’ de escalada,e todo tipo de esporte, seja de aventura ou outros.

Não é preciso viajar para longe, o nordeste é rico em esporte de aventura, principalmente quando falamos de escalada.

Você frequentemente se dedica a tirar fotos de escaladores. Como foi que nasceu esta paixão?

A minha paixão pela fotografia começou por intermédio de meu irmão e um amigo que são fotógrafos.

Até hoje me passam dicas para uma melhor foto e edição.

Gosto de fotografar o novo e registrar  escaladores em seus feitos, para ficar gravado aquele momento de cadena, aquela via que tanto se treinou.

Na região nordeste possui muitos lugares de escalada com muito potencial porém pouco explorado. Na sua opinião quais seriam alguns destes lugares?

Para mim o estado do Ceará tem um grande potencial em relação a escalada outdoor.

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Foto : Ale Machado Photography

Existem várias cidades do estado que são exploradas e outras que ainda não, mas há projetos sendo estudados para novos locais para o climb.

 Muitos escaladores procuram patrocínio para se dedicar mais ao esporte. Na sua opinião porque as marcas brasileiras se esquivam de patrocinar atletas de escalada?

Creio que por conta da falta de conhecimento sobre o esporte e por conta de faltar uma segurança para o patrocinador em relação a credibilidade, ou seja, o apoio das marcas é bem mais fácil para esportes mais engajados, mais populares, onde o público que gosta será assíduo a novidades e novos e possíveis atletas.

Quais são os melhores lugares de escalada que já visitou? Porque?

Como sou da cidade de Fortaleza-CE, ainda não tive a oportunidade de visitar outros estados, mas já viajei para escalar em umas 4 cidades aqui do estado.

Uma delas é Quixadá, a famosa por conta da pedra em formato de galinha (Galinha choca) e ser também conhecida como terra dos monólitos, um local ótimo para todas as formas de esporte de aventura.

O que a escalada representa para você?

Para mim a escalada me completa.

É meu esporte, minha inspiração, um treinamento para vida.

Com ele aprendi a ter mais paciência, esperar a melhor hora para tomar decisões importantes, dá mais um passo no esporte e em minha vida. Conquistei amigos e pude explorar mais de mim, me conhecer mais.

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Foto : Ale Machado Photography

Hoje, depois de 2 anos praticando esse esporte posso dizer que sou outra pessoa, outra mulher, fisicamente e sentimentalmente falando.

Espero cada vez mais evoluir como escaladora e como pessoa por intermédio dessa modalidade.

Você trabalha com monitora de educação ambiental, como enxerga o crescimento de incidentes por mau comportamento em locais de escalada?

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Foto : Ale Machado Photography

É bastante preocupante a questão da educação ambiental em ambientes naturais.

Vários escaladores ou até mesmo visitantes que conhecem o esporte não respeitam o local onde pisam. Jogam em meio natural papéis de embalagem e até objetos no decorrer da trilha.

Ainda por cima, aqui no Ceará um assunto muito delicado e quem vem tirando o sono dos moradores de um local de escalada é o desrespeito.

Friso o uso de drogas em local de escalada.

Orientamos então que não usem qualquer tipo de entorpecentes. Enfim, respeitar de todas as formas, a natureza, os moradores e os proprietários dos locais de climb e trilhas.

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Foto : Acervo Pessoal Andressa Campelo

Qual o conselho que você daria a alguém que quer iniciar atividades de natureza?

Inicialmente orientá-lo para não poluir, destruir o ambiente, pois precisamos dele.

Sempre comunicar a questão dos equipamentos de segurança, para sempre utilizar e nunca deixar de usar nenhum, em hipótese alguma e sempre está com profissionais para uma aventura tranquila e segura, em todos os aspectos.

Autor: Luciano Fernandes

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Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é aficionado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola SÃo Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema” e jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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Comentários

There are 3 comments

  1. Sérgio Morais

    Quem é essa Andressa Campelo?
    Não é presente no cenário da escalada Cearense muito menos na escalada Nordestina, não conhece nenhum pico brasileiro consagrado de escalada e quer comparar com os do CE?
    A escalada e os praticantes já sofrem bastante descriminação por ser uma atividade de risco e praticada em lugares isolados “no meio dos mato”. Não precisamos de uma reportagem desse tipo em um blog que também tem o papel de difundir o esporte!
    A educação ambiental sempre foi um problema social enfrentado em qualquer atividade praticada em ambientes naturais e é notório que os menos educados são os que frequentam de forma mais esporádica. O indevidamente e incoerentemente frisado uso de “entorpecentes” é outra grande e antiga discussão nesses ambientes e não devemos deixar que uma pessoa que se diz praticante de escalada reforce esse estigma que sempre acompanhou os escaladores do mundo!
    “Topeira” (top-rope) de quarto grau dando entrevista?!
    Realmente não representa a escalada nem mesmo a escalada Cearense!
    Não me representa!!

    1. Luciano Fernandes

      Sérgio ,

      Vamos por partes

      1 – TODO, sem NENHUMA exceção, comentário deixado no site, é aprovado pela própria pessoa que envia. Basta ela enviar a confirmação que recebe pelo correio. Somente há a observação que se a pessoa cruzar a linha de ofensas a qualquer pessoa.

      No caso desta “infração”, o comentário é apagado sem a menor cerimônia. Ofensas a mim, a qualquer pessoa da equipe do site e principalmente ao assunto em questão.

      2 – A Revista Blog de Escalada possui uma lista extensa de pessoas que colaboraram conosco, seja cedendo fotos, seja escrevendo artigos. A Andressa faz parte de uma destas pessoas. Para homenagear o mês das mulheres no site (como fazermos TODOS os anos) colocamos somente mulheres cedendo entrevista. Procuramos outras 2 pessoas do NORDESTE do país que não sequer responderam ao email de contato que fizemos. Por isso procuramos a Andressa para falar sobre ela, e sobre como ela vê a escalada. Procuramos ea por ser primeiramente mulher, e por fazer educação ambiental na Região Nordeste.

      Durante a apresentação dela não há em nenhum lugar escrito que ela é representante de algo, que não seja ela mesma. Não está escrito inclusive em nenhum lugar do site NADA a respeito de fulano representar a escalada de lugar algum.

      Se você não se sente representado por ela muito disso deve ser porque ela não está representando ninguém a não ser ela mesma. Provavelmente porque você como Homem (ao menos parece ser nome de gênero masculino) não ser representado no mês da mulher.

      3 – Quem escolhe as pessoas que serão entrevistadas no site sou eu. A partir desta lista a equipe discute em reuniões SEMANAIS se vale a pena entrevistar a pessoa, e se a pessoa é interessante de conhecer. INdependente se escala muito ou pouco. Se é rica ou pobre, se é escaladora de boulder ou tradicional. Até mesmo se é da escalada ou outro esporte Outdoor.

      Ao contrário do que parece ser o que acredita, não temos nenhuma divisão entre classes ou castas de pessoas. Entrevistamos diversos tipos de pessoas e continuaremos assim. Não importando se faz parte de uma maioria ou minoria.

      O mesmo chilique que está dando em mensagens aqui ou no Facebook uma outra pessoa poderia fazer se eu entrevistasse uma pessoa negra, ou homossexual, ou nordestino, ou argentino, ou marciano ou o que seja. A pessoa SEMPRE estará representando ela mesma. Para dizer o que ELA pensa e ELA acredita.

      Já entrevistamos inclusive “personalidades” que se mostraram verdadeiros boçais, assim como tivemos a felicidade de entrevistar pessoas que não eram da “Elite” outdoor mas se mostraram de opinião interessante.

      4 – Mantemos o site a 8 anos, e realizamos um trabalho que NINGUEM aqui no Brasil faz semelhante. Nem em outros países inclusive, sendo por isso congratulados semanalmente de vários cantos do mundo.

      Dentro das coisas que fazemos é divulgar eventos e acontecimentos. Nem sempre estamos à procura de eventos porque temos um trabalho a fazer. Trabalhamos no nas nossas carreiras semanalmente e paralelamente fazemos o site. Para isso contamos com a ajuda de pessoas que nos envie informações.

      Nisso , que eu me lembre, não recebemos praticamente NENHUMA informação vinda do Ceará ou de outro lugar do Nordeste. A única pessoa que nos procurou foi a própria Andressa, e por isso era nosso contato da região.

      Se realmente ela não representa NADA da escalada nordestina, onde estão estas pessoas que não respondem emails quando procuradas? Onde estão os eventos que “ninguem ajuda a divulgar”? Onde estão as histórias de conquistas e de comprometimento com o esporte? Nada disso é enviado à equipe. E por isso que várias outras regiões são divulgadas, em especial Minas Gerais, que apesar de ser longe de casa TODOS colaboram conosco para divulgar os eventos. O mesmo ocorre no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e até mesmo Brasília.

      Divulgamos os eventos brasileiros, e até mesmo TROUXEMOS o Reel Rock para o BRasil, e organizamos no ano que teve os DOIS cinemas lotados.

      Isso porque vestimos a camisa do mundo outdoor Brasileiro.

      Muito disso você não nos vê “babando ovo de gringo” divulgando cadenas somente de escaladores estrangeiros, ou enaltecendo como colonizados a escalada em outro lugar.

      Prova disso é que temos um conteúdo próprio, e fomos ESCOLHIDOS pela própria EpicTV para divulgar o conteúdo e selecionar webséries brasileiras para o canal.

      5 – Tudo isso é sim feito para a comunidade de escalda Brasileira. Entetanto o site não pertence à comunidade, e sim pertence a mim. Eu que faço a curadoria de noticias, entrevistas, críticas de filmes, quais vídeos publicamos e etc.

      Resumindo bem : quem manda no site sou eu e quem fizer parte da equipe. Goste você ou não.

      O site, se prestou atenção quando entrou para comentar, já deixou de ser um simples blog a um bom tempo, e funciona como revista on-line. Tendo pelo menos uma equipe fixa de 4 pessoas para buscar coisas na internet, além de outros 10 colaboradores.

      Todos com carta branca para publicar aquilo que veículos que dizem que representam o mundo outdoor não faz. E nunca fez.

      Por isso abrimos o espaço TODA quarta-feira para quem perguntamos se QUEREM fazer a entrevista. Quem não gostar das perguntas tem toda a lberdade de desistir da entrevita.

      Entretando se não gostar da entrevita tem todo o direito de Ignorá-la, mas NUNCA de sair ofendendo ninguém. Se é comum sair ofendendo pessoas no sei círculo de amizades, na Revista Blog de Escalada não é.

      Toda e qualquer entrevista, repetindo mais uma vez caso não tenha prestado a atenção, é para que a pessoa fale o que ela pensa da escalada. NUNCA é para decretar uma verdade incontestável. Nem tampouco para fazer candidatura de representação de ninguém.

      Entretanto uma afirmação sua é mais do que equivocada : TODA e QUALQUER pessoa de qualquer NIVEL de escalada representa SIM a escalada. Voce representa, eu represento e até a “galera baba ovo de gringo” representa. Cada elemento faz parte da escalada, goste ou não.

      Ela ao menos teve a educação e maturidade de escrever abertamente sem ofender ninguém, ao contrário de você que aqui e no Facebook se excedeu.

      Se não está preparado para respeitar toda e qualquer opinião não está, SEGURAMENTE, preparado para praticar o esporte de escalada.

    2. Natalia De Marco

      Sérgio seria muito mais interessante você enviar alguma sugestão para tentar divulgar a sua comunidade do que simplesmente criticar, criticar e criticar. Assim como o Luciano falou a entrevista é sobre Andressa, não gosta, não leia.

      Agora comentários como “Topeira” ou pessoa que escala quarto grau não merece entrevista são bem preconceituosos. Achar que escalada é só grau é um pensamento bem limitado….. Lembra que quem paga cursos, va a encontros, frequenta academias (em outras palavras sustenta a escalada) muitas vezes escala 4 ou 5 graus

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