Avaliação Jaqueta Trilhaswind – Trilhas & Rumos

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A Jaqueta Trilhaswind da marca brasileira Trilhas & Rumos tem como objetivo oferecer  aquecimento, proteção à ventos , além de conforto. Fabricada com um tecido “tipo Polar” (também conhecido como Fleece) conjugado com uma barreira contra o vento e a umidade.

Segundo o seu fabricante o equipamento possui como qualidades ser de uso ideal para atividades ao ar livre, bike ou moto. Devido à sua alta compactação ocupa pouco espaço em mochilas.

O teste

O equipamento foi testado em grande amplitude de temperatura em situações diferentes.Jaqueta-Trilhaswind1

A Jaqueta Trilhaswind foi utilizado na Argentina com temperatura próxima a 0ºC e com tempo chuvoso.

Foi utilizado em trekkings na Serra da Mantiqueira com temperatura na que variou de 10º a 22ºC.

Foi utilizado durante caminhadas e corridas noturnas em parques urbanos durante frio (7ºC a 15ºC) de fim de  inverno em distâncias entre 5 a 7 km.

Foi utilizado também em dois campings na Serra da Mantiqueira com temperatura entre 13º a 20º.

A jaqueta foi utilizada em uma escalada em uma via de baixa dificuldade com ventos moderados e temperaturas amenas (15º a 22ºC).

O equipamento foi lavado em máquina de lavar duas vezes, com sabão em pó comum e amaciante e água fria.

Não foi utilizado máquinas de secadoras de roupas.

A jaqueta foi carregada em mochila junto com equipamentos de escalada (costuras, corda e magnésio), e transportada em porta malas de carros além de ter sido despachada em avião.

Prós

  • Versatilidade
  • Evaporação
  • Aquecimento

Contras

  • Ausência de “Bolso Napoleão”
  • Localização dos bolsos da frente

Notas

  • Qualidade do Material de revestimento: 4.0
  • Design: 3.o
  • Acabamento:3.5
  • Ergonomia: 3.5  
  • Relação Peso x volume :4.0
  • Relação custo x benefício: 4.0
  • Nota Final: 3.66

Opinião

Jaqueta-Trilhaswind4A Jaqueta Trilhaswind causou boa impressão na maioria dos testes a que foi submetida.

Seu rendimento em um frio intenso na Argentina surpreendeu positivamente.

Mesmo durante corridas noturnas intensas, não causou sufocamento demonstrando evaporação do suor.

Um ponto positivo a destacar foi sua facilidade de limpeza, rapidez de secagem e resistência do tecido em máquinas de lavar, pois mesmo após ser lavada em máquinas de lavar, permaneceu sem perder a forma.

Um ponto que o fabricante poderia melhorar para futuras versões é existência de existir um bolso “estilo Napoleão” em alguma das faces internas.

Um outro ponto que poderia ser revisto pelo fabricante é a questão da localização dos bolsos frontais, que tem o objetivo principal facilitar a ventilação em caso de superaquecimento.

Usualmente jaquetas possuem aberturas laterais (na costura) para este fim, e o bolso frontal em posição que facilitasse o aquecimento das mãos. Entretanto esta junção de funções (aquecimento das mãos e entrada de ar) causa estranheza ao princípio.

Uma sugestão ao fabricante seria a disponibilidade do equipamento em outras cores distintas de preto e cinza. Algumas cores mais chamativas facilitam a identificação do montanhista em caso de resgate, ou o ciclista por motoristas de automóveis.

Seu uso prioritário, que é bloquear o vento, o equipamento teve desempenho impecável, mesmo nos zíperes não foi sentido entrada de ventos.

Pela sua versatilidade (aquecimento e proteção a ventos) é um produto indicado a quem deseja ir a região montanhosas e de vento intenso sob baixa temperatura.

Lugares como Patagônia (no verão), travessias de Serra Fina, acampamentos na Serra da Mantiqueira, travessia Serra dos Órgãos são os mais indicados para o uso da jaqueta.

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Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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