Avaliação calça de caminhada Forclaz 900 warm – Quechua

A calça de caminhada Forclaz 900 warm da marca francesa Quechua tem como objetivo oferecer conforto ao usuário, tendo ainda propriedades de corta-vento e repelente à água, na prática de trekking e montanhismo, além de também oferecer conforto térmico em temperaturas mais frias.

Segundo o seu fabricante possui tecido extensível nos dois sentidos (vertical e horizontal) para permitir liberdade de movimentos em atividades como escalada trekking de todas as dificuldades além de ser resistente à água (mas não à prova de água), impermeável ao vento e com fechamento de zipper em todos os bolsos (mãos, carteira e celular).

A resistência à água evita que as calças se molhem rapidamente mas não protege integralmente da exposição à chuva contínua e prolongada.

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O Teste

A calça Forclaz 900 warm foi testada em situações distintas uma da outra : trekking, caminhadas em parques municipais e escalada em rocha.

O equipamento foi testado durante 10 dias de escalada em rocha, sendo maioria calcário e granito, na região da Serra da Mantiqueira-SP e Arcos-MG.

Durante as escaladas a calça foi submetida à entalamentos de perna, escaladas em chaminé, além de vias que exigiam liberdade de movimentos (especialmente das pernas) pelas distâncias das agarras.

Foi utilizada também em caminhadas de baixa intensidade sob garoa fina por aproximadamente 5 km em mato na altura da cintura.

Foi utilizada ainda durante um trekking no Parque Estadual da Serra do Mar, no estado de São Paulo, no qual enfrentou frio e vento forte, e mochila com 15 km aproximadamente

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O produto foi utilizado durante uma caminhada em um parque urbano na cidade de Buenos Aires, sob chuva fina e vento.

A calça foi lavada em máquina de lavar, junto de outras vestimentas sem houver qualquer separação especial para o equipamento.

O produto, entretanto, não foi passado à ferro, nem deixado ao sol para sacar.

Durante as atividades de trekking foi usada para um pernoite em barraca sob frio de aproximadamente 15ºC

Prós

  • Respirabilidade
  • Resistência à abrasão
  • Conforto
  • Aquecimento

Contras

  • Disponibilidade de cores
  • Peso
  • Maleabilidade para escalar

Notas

  • Qualidade do tecido : 4,0 
  • Acabamento : 4,0 
  • Design : 3,0 
  • Conforto : 4,0 
  • Relação Peso x volume : 3,0
  • Relação custo x benefício : 4,0 
  • Nota final : 3,67 

Opinião

De visual simplista a calça de caminhada Forclaz 900 warm surpreendeu durante maioria dos testes, mostrando-se ser bastante versátil.

Sem sombra de dúvida o forte deste produto está na propriedade de ser impermeável ao vento (muito útil no inverno), e mesmo úmida e submetida a vento forte preveniu um desconforto térmico maior.

Sob garoa fina o equipamento também mostrou-se eficiente, e por um período além do esperado (aproximadamente 30 min) manteve-se seca.

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Porém para a escalada vale algumas observações : a calça durante movimentos de perna amplos (pernas bem abertas) ela tende a travar um pouco a abertura, apesar de mostrar-se bem elástica.

Sob superfície abrasiva como o granito, a calça começou a se desgastar levemente, o que a torna não muito recomendável para escaladas em chaminé e aderências.

Porém para atividades como trekking e caminhadas, especialmente em ambientes frios, e com vento forte, o produto superou as expectativas. Mesmo sob frio em temperaturas próximo de 15ºC, ainda aquecia.

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Utilizando-a sob o saco de dormir não demorou muito a causar sensação de calor excessivo, o que a torna interessante para trekkings em lugares frios como o circuito W em Torres Del Paine e até mesmo Machu Pichu.

A calça e um item interessante a quem planeja realizar atividades outdoor em lugares frios, especialmente abaixo de 10ºC (mas não alta montanha).

 

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Sobre o Autor

Luciano Fernandes

Luciano Fernandes

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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