Crítica do Filme “No Numbers”

No filme “Numbers” ,que tem como a protagonista a escaladora Maja Vidmar, fica muito evidente a diferença “cavalar” entre uma produção européia de uma americana.

A mesma diferença mostrada em qualquer outro tipo de filme “normal”. Na europa a preocupação de qualquer produtor é mostrar mais do lado espiritual, trazendo o mais valente e forte escalador como aquilo que ele é: um ser humano comum com suas preferências.

Antes de falar do filme, há de se ressaltar a magreza anoréxica da escaladora, que de tão magra chega a incomodar o público. Chega a ser preocupante como uma pessoa chega a ter um corpo magro a ponto de se parecer com uma daquelas modelos anoréxicas.

Eu entendo que ela tenha facilidade para perder peso, e já seja magra por natureza, mas o ponto que ela se encontra é assustador e com certeza não é natural.

O vídeo é de um bom gosto, e criatividade, que não se vê muito em muitos filmes de escalda espalhado por aí. Agrada a todas às tribos de escalada , seja ela de vias esportivas, campeonatos de escalada ou até mesmo boulders.

Utilizando de uma narração feita pelo seu cachorro de raça pug, o filme narra em seus pouco mais de 14 minutos , a filosofia de vida da escaladora, em imagens simples e de bom gosto.

O produtor Jure Niedorfer usou de bons recursos de edição de imagens e lentes de câmeras com vários tipos de foto e tratamento de imagens que dera um ar mais “cool” à produção. Mesmo não tendo um material em que poderia se aprofundar muito (mostrar a vida de uma escaladora profissional) conseguiu mostrar tudo na meda certa e com muito bom gosto

Como sugere a produção, não há nenhuma referência à graus de escalada de vias e boulders, porém há movimentos bonitos retratados.

Não importando o grau da escalada.

Com isso durante todo o filme passa uma sensação muito boa de que a escalada vale muito mais pelos valores sensoriais que provoca e menos pelos graus encadenados.

Com trilha sonora muito eclética e de muito bom gosto, e com uma narração feita de forma pueril feita por uma voz suave que representa a sua cadela, o filme é um verdadeiro exemplo de como mostrar todos os tipos de escalada realizados por um escalador, e mesmo centrando ele como o foco principal  passar despercebido.

O filme está longe de ser um verdadeiro clássico instantâneo, mas agrada pela sua leveza e sensibilidade.

O filme evidencia que o mais gostoso da escalada não é estar “fritando” na academia e sim manter o contato com a natureza, sem se importar com os números dos graus.

Tudo filmado com uma elegância que merece elogios, com tomadas e ângulos que deveriam servir de exemplo para quem deseja fazer qualquer filme de escalada.

 Nota do Revista Blog de Escalada:

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