Proteção se rompe em queda durante escalada em Bragança Paulista-SP

No dia 15/11 último durante uma escalada ao local  popularmente conhecido como Visual Das Águas, localizado no interior do estado de São Paulo, um dos grampos “P” se rompeu provocando a queda da escaladora.

O Visual das Águas é um dos principais campo-escola de escalada do estado paulista e está localizado no município de Bragança Paulista.

O caso foi relatado, e vivenciado,  pela escaladora paulista Silvia Chrispim.

A via na qual ocorreu o acidente é conhecida como “Coisa Verde” , graduada em 6-sup, e é uma das mais frequentadas no lugar.

A proteção não apresentava sinais de corrosão ou desgaste.

O grampo “P”  que se rompeu foi o terceiro da via e na queda da escaladora abriu provocando sua queda ao solo.

A escaladora já havia passado a proteção e estava se dirigindo para a 4º proteção da via.

Silvia Chrispim comunicou os conquistadores da via, os quais questionaram se o mosquetão realizou o efeito alavanca no grampo “P”.

Até o momento a proteção não foi substituída.

Segundo relatos da escaladora que entrou em contato para relatar o acontecido, ela costurou corretamente, o que contradiz a teoria dos conquistadores do efeito alavanca.

A escaladora não teve ferimentos graves.

Os conquistadores da via não se pronunciaram ainda sobre o caso.

As fotos contidas neste artigo são as do mosquetão e grampo “P” da via em questão tiradas por Silvia Chrispim.

Foto : Silvia Chrispim

Foto : Silvia Chrispim

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Da Redação

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There are 3 comments

  1. sergio

    Alguém sabe se a corda sofreu alguma avaria? Explico: Me dá a impressão que muita energia foi gerada em uma queda, aparentemente, sem um Fator de Queda tão alto (na altura de um Quarto grampo em uma via esportiva popular de Sexto Grau). Quero dizer a Corda pode ter se enroscado em um grampo ou algo, diminuindo a a extensão da corda e a capacidade de absorção de Energia.
    Melhorasprá escaladora.
    Sergio/RJ

  2. Erik Carnevalli

    Além de todos os fatos muito bem apresentados pelo Moises e pelo Bruno, tem também a questão da fadiga do material.
    O terceiro P sofre um número infinitamente maior de quedas do que as outras proteções dessa via. Basta ficar um dia lá e vc vai ver muitas quedas ou paradas para descançar por ali. naquele P.

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