Processo por acidente em academia de escalada rende indenização de US$ 1,4 milhão

A academia de escalada High Exposure, localizada em New Jersey (EUA) entrou em uma cordo judicial com Brittany Lilos em um processo que rendeu US$ 1,4 milhão (R$ 7,56 milhões) em indenização. O caso foi publicado pelo site Law.com e divulgado pela climbingbusinessjournal.com. A parte final do acordo foi alcançada no início de dezembro de 2020, e o pagamento foi recebido em 7 de janeiro.

De acordo com o, Brittany Lilos estava escalando um “obstáculo de escalada” de 9 metros de altura na academia em 7 de novembro de 2016. O topo deste obstáculo envolvia uma transição para uma prancha transitável e, finalmente, um salto da prancha para um “saco de pancadas suspenso”.

De acordo com o advogado de Brittany Lilos a segurança de Lilos “se desprendeu do cinto de segurança” enquanto a mulher completava a sequência no saco de pancadas naquele dia específico de novembro. Assim resultou em uma queda direto ao solo. Lilos sofreu ferimentos múltiplos, incluindo fraturas nas costas, pélvis e braços.

Após o incidente, Lilos processou a academia de escalada, bem como a empresa que fabrica o equipamento em Massachusetts que projetou este obstáculo escalável. O acordo, tornado público recentemente, concedeu a Lilos US$ 1 milhão da High Exposure e US$ 400.000 do designer que projetou o obstáculo.

Os detalhes divulgados do acordo não indicaram qual marca de equipamento estava envolvida no acidente.

Como já explicado aqui na Revista Blog de Escalada, os processos judiciais norte-americanos prevalece o sistema conhecido como Common law, no qual o Direito é criado ou aperfeiçoado pelos juízes. Ou seja, uma decisão a ser tomada num caso depende das decisões adotadas para casos anteriores e afeta o Direito a ser aplicado a casos futuros.

Assim, quando não existe um precedente, os juízes possuem a autoridade para criar o Direito, estabelecendo um precedente. Este foi o caso da Brittany Lilos, que deixou uma preocupação a mais para as academias (especialmente aquelas que apostam em vias ‘circenses’ baseadas no American Ninja Warrior). Este precedente influenciará as decisões em outros acidentes em academias de escalada.

No Brasil (assim como na América do Sul) ainda não há notícias ou casos de processos abertos por frequentadores de academias de escalada por conta de qualquer acidente.

 

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