Pesquisadores de vários países investigarão os efeitos da escalada esportiva na biodiversidade

Uma equipe de pesquisadores de vários países do mundo analisará os efeitos da escalada esportiva na biodiversidade. O anúncio foi feito pelo Museo Nacional de Ciencias Naturales (MNCN) da Espanha.

Desde que o esporte tornou-se modalidade olímpica, muitas pessoas, sobretudo na Europa, começaram a buscar mais informações a respeito da modalidade. A partir deste interesse, mais e mais pessoas estão praticando a modalidade tanto nos ginásios de escalada, como nos locais naturais da prática do esporte.

Com o aumento da população de escaladores, há também a preocupação do impacto que estes praticantes poderiam produzir nas áreas naturais. O projeto começou em 2014 em Valência, e a equipe contava com apenas seis pessoas. Atualmente o projeto possui mais de 20 pesquisadores espalhados por várias partes do mundo.

O projeto, batizado de WorldClimb, possui financiamento da National Geographic, American Alpine Club (AAC) e Associação Espanhola de Ecologia Terrestre (AETT). Na equipe do WorldClimb há especialistas da área de Biologia e Ecologia de centros espanhóis e instituições internacionais dos EUA, Polônia, África do Sul, Austrália e Chile.

Este é o primeiro estudo que analisará a existência de problema em diferentes países para determinar se os efeitos são maiores ou menores do que as áreas da Europa. A bacia do Mediterrâneo, sudoeste da África do Sul, Califórnia, centro do Chile e sudoeste da Austrália serão examinadas por amostragem.

Além de investigar os efeitos da escalada na biodiversidade, também serão propostas medidas de “gerenciamento, treinamento e disseminação” para elaborar um plano que promova o equilíbrio entre a prática da atividade esportiva e a sobrevivência da natureza.

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