Microplásticos: Quais são os fatos que você deve saber sobre este problema

Você já ouviu falar sobre microplásticos? Microplásticos são pequenos pedaços de plástico e não são um tipo específico. Portanto pode ser qualquer tipo de fragmento plástico com menos de cinco milímetros de comprimento, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA).

Os Microplásticos podem ser formados de maneira não intencional, quando objetos plásticos começam a se desgastar e derramar partículas, ou quando não reutilizamos, reciclamos ou descartamos materiais plásticos corretamente. Quando não há um cuidado correto com os plásticos, eles acabam em aterros sanitários, decompondo-se gradualmente na natureza em pedaços cada vez menores. Atualmente, as principais fontes “criadoras” de microplásticos são o desgaste de pneus, asfalto, sinalização rodoviária, grama artificial, indústria, pinturas de casco de barcos e lixo urbano em geral.

Pensava-se anteriormente que as roupas de lã feitas de poliéster eram a principal fonte de microfibras, mas, na verdade, todas as roupas feitas de fibras sintéticas eliminavam certa quantidade de plástico. Atualmente, mais de 440 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente no mundo. Estimativas indicam que a produção aumenta 4% a cada ano. Só para se ter uma ideia, 90% do sal de cozinha do mundo têm partículas de microplásticos, segundo estudo do Greenpeace realizado com 39 marcas de sal de 21 países.

Na Europa, está sendo implementada uma estratégia com o objetivo de garantir que até 2030, cada pedaço de uma embalagem plástica possa ser reutilizado ou reciclado. Os deputados europeus pediram a proibição de microplásticos intencionalmente adicionados em cosméticos, produtos de higiene pessoal, detergentes e produtos de limpeza até 2020.

Como já foi informado pela Revista Blog de Escalada em outros artigos sobre o tema dos plásticos, se nada for feito até 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes.

Microfibras e microesferas

Quando se fala em poluição de plásticos, fragmentos menores que 1 mm são chamados de microfibras. Microfibras podem vir de redes de pesca, itens de plástico que estão sujeitos a desgastes.. Pesquisas realizadas por universidades mostram cada vez mais que a maior fonte de microfibras na natureza são as roupas sintéticas. Entenda por roupa sintética indumentárias que possuem poliéster, nylon, rayon (conhecida como seda vegetal) etc.

Já as microesferas de plástico (conhecida também como microbeads) são usadas como um ingrediente funcional em muitos produtos de cuidados da pele, como esfoliações corporais. Vários países proibiram o uso de microesferas nos últimos anos. Microesferas são fabricadas com menos de um milímetro em sua maior dimensão. A composição de microesferas pode variar e geralmente incluem polietileno (PE) ou polipropileno (PP), tereftalato de polietileno (PET), metacrilato de polimetilo (PMMA) ou de nylon.

Os microplásticos são tóxicos?


Existem diferentes tipos de plástico, e nem todos são prejudiciais à saúde. O PVC é considerado um plástico prejudicial ao meio ambiente (que cada vez mais empresas estão tentando eliminar da sua produção), enquanto o polietileno é considerado um tipo menos prejudicial. O grande problema é, na verdade, as substâncias que são adicionadas ao plástico para dar certas características, como amaciantes de plástico, que depois vazam do plástico e prejudicam o meio ambiente.

Aditivos como bisfenol A (BPA) podem prejudicar a produção de hormônios, assim como certos tipos de ftalatos (grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico utilizado como aditivo para deixar o plástico mais maleável).

Somente alguns tipos de plástico se decompõem no meio ambiente, sob certas condições, rápida e facilmente. Um deles são os biopoliésteres PHA, formados por bactérias. Em comparação com os plásticos comuns, os PHA são cerca de seis vezes mais caros e, por isso, pouco produzidos e vendidos.

Em relatório sobre microplásticos na água potável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que somente a redução da poluição com plásticos e o tratamento adequado da água podem minimizar o problema. Uma forma possível de reduzir a poluição com microplásticos é “um maior comprometimento público e político”. “Mais de 60 países já taxam, ou proíbem, o uso de plásticos descartáveis, especialmente as sacolas plásticas”, afirma a OMS.

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