Estudo científico afirma ter encontrado os fatores determinantes do sucesso na escalada

Cientistas da Universitätsmedizin Göttingen, na Alemanha, publicaram um estudo que afirma ter identificado os principais fatores determinantes para o sucesso na escalada. O número de atletas dedicados à escalada esportiva aumentou e os pesquisadores listaram as habilidades físicas e psicológicas específicas necessárias para o esporte. A partir deste levantamento, o objetivo foi determinar os fatores determinantes para a escalada de alto desempenho. O estudo foi publicado em maio de 2019.

No estudo foram avaliadas e revisadas as importâncias das características fisiológicas, biomecânicas e psicológicas que fazem parte da escalada. Também foram avaliadas estratégias de treinamento e recuperação de cada atleta e em como isso influía no rendimento. Durante o estudo, foram feitas aferições da espessura de dobras cutâneas, gordura corporal e volume de antebraço para serem usadas como características antropométricas em escaladores de sucesso.

Os cientistas concluíram que os flexores de antebraço bem treinados e com alta capacidade aeróbica, levam a um estilo eficiente de escalada. A força e resistência à preensão palmar, estabilidade postural e movimentos cinemáticos otimizados foram favoráveis, mas não determinantes. Os escaladores de elite tiveram longos períodos para se pendurarem com os dedos e flexionarem os braços.

A partir dos resultados obtidos nas atividades, o estudo concluiu que a força da mão, antebraço e resistência são elementos muito importantes em escaladores de elite. Um estilo de escalada eficiente com foco e precisão perpétuos, alta velocidade e baixo cansaço, devido à adaptação ao exercício isométrico repetido, é muito útil na busca do sucesso na escalada.

Entretanto a baixa gordura corporal, ossos longos e pele nos dedos facilitam, mas não são determinantes. Os cientistas também concluíram que o treinamento constante é essencial, especialmente o excêntrico concêntrico dos flexores dos dedos, que deveria ser seguido por uma recuperação ativa.

Para ler o estudo completo acesse: https://www.ncbi.nlm.nih.gov

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