Escaladores chilenos fazem abaixo-assinado para proteger área do Valle de Cochamó

O Valle Cochamó, no Chile, é conhecido por muitos como a Yosemite da América do Sul por causa de suas grandes paredes de granito e beleza natural selvagem que atraem escaladores e ecoturistas. Situado nos andes chilenos é lugar de várias espécies protegidas, além de várias árvores e de paredes de granito maciço com 1.000 metros de altura. Desde 2010 o Valle Cochamó era entendido como protegido pelos donos dos terrenos, além da população local, através de um acordo público-privado chamado ZOIT (Zona de Interés Turístico) pertencente ao artigo 13 da Lei nº. 20.423 de 2010.

De acordo com o governo chileno, ZOIT são territórios regionais, inter-regionais, ou determinadas áreas dentro de regiões, que tenham condições especiais para a atração turística e que requeiram medidas de conservação, além de uma planificação integrada para promover intervenções do setor privado. Em outras palavras, a lei do turismo vê as ZOITs priorizando o turismo como a principal atividade econômica dentro de suas áreas delimitadas.

Entretanto as ZOITs não são uma ferramenta de proteção pura e simples, como as leis que criaram parques nacionais, santuários da natureza ou “zonas tipicas” (designação que protege as áreas no Chile de significância cultural única). Embora as ZOITs não sejam ferramentas de proteção em si, elas ajudam a administrar e promover o território como parte de uma parceria público-privada, que indiretamente protege o território.

Recentemente o empresário chileno Roberto Hagemann pediu que o estado chileno reduza em 30% o Fundo Pucheguin e redefina as ZOIT. O argumento do empresário é de que nestes lugares não há atividade turística. A área alegada pelo empresário Hagemann estão as paredes dos vales de Trinidad, Anfiteatro e El Mounstro, que corresponde à metade escalável do Valle de Cochamó. De acordo com os escaladores locais, mais de 15.000 turistas visitam todos os anos a área em um período de três meses (compreendidos entre janeiro e março).

Roberto Hagemann tem pressionado o governo pela construção de um projeto de desenvolvimento hidrelétrico de grande escala na área. O empresário chileno deseja também excluir o camping Campo Aventura, um dos mais tradicionais da área.

Para participar do abaixo assinado: https://www.change.org

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