É possível pegar Coronavírus na sua academia? – Coisas que deveria saber sobre o Codiv-19

Na última sexta-feira, o mais prestigiado festival de cultura de inovação, o SXSW, foi cancelado devido ao medo de contágio pelo coronavírus. Do outro lado do mundo, a Itália restringiu a circulação por todo o país devido ao novo coronavírus, o Codiv-19. Em território italiano, 460 morreram.

Nesta segunda-feira, dia 9 de março, foi marcado pela queda acentuada das bolas de valores em todo mundo caracterizando o pior cenário financeiro desde 2008. O responsável foi o medo do Coronavírus e a derrubada do preço do petróleo.

O que parecia algo muito longe do Brasil, já é uma realidade que temos de nos preocupar. Além disso, é desnecessário dizer que há um pânico disseminado por muitas mídias de massa e, claro, alimentado pelas fake news.

Para piorar o cenário, em tempos de epidemias (ou até mesmo pandemias) sobram inocentes úteis armados com seus WhatsApp para espalhar o pânico por todo o mundo. Até o momento, a doença já matou quase 4.000 pessoas e contaminou outras 110 mil no mundo inteiro.

De concreto e real é que após o novo Coronavírus ter feito vítimas na Europa e Oriente Médio, além de ter chegado aos EUA, o pânico, seguido de medidas exageradas e desastrosas, tomou conta de nossa realidade. Não resta dúvida de que o número de mortes é imensamente desproporcional à histeria coletiva. O medo é pelo potencial, mas nem tanto com o que está acontecendo de fato.

A melhor maneira de combater a desinformação é buscar ter conhecimento a respeito das maneiras de se evitar o contágio pelo Codiv-19 e manter a serenidade. As atividades de montanha, que sobra espaço e proporciona a oportunidade às pessoas permanecerem em distância segura uma das outras, é sem dúvida um ambiente seguro.

O Outdoor Media Summit é uma conferência anual para blogueiros do setor outdoor planeja cancelar o evento, ou mesmo adiá-lo. Programado para 21 a 23 de Abril, na cidade norte-americana de Estes Park, no Colorado.

Academias e Coronavírus

Atualmente no Brasil foi confirmado um total de 30 casos de coronavírus. Até a publicação deste artigo, nenhuma morte. Na Argentina, uma pessoa morreu por causa do vírus. Portanto locais de grande aglomeração, especialmente se fechados, devem tomar precauções.

Portanto as academias, onde muitas pessoas transpiram e existem vários tipos de bactérias no ambiente, é importante tomarem medidas de higiene mais rígidas que o normal. Ninguém sabe ainda quanto tempo o vírus Codiv-19 pode permanecer nas superfícies. Como o Codiv-19 é um novo tipo de Coronavirus, é possível concluir que seja próximo de seus “parentes”.

São “parentes” do Codiv-19 o SARS e MERS, e ambos conseguem permanecer em uma superfície por até até nove dias. Foi detectado em todos os tipos de coronavírus que uma das formas mais comuns de transmissão é com as mãos, esfregando-a nos olhos, boca ou nariz.

Mas poucos se atentam que a transmissão do coronavírus ocorre muito mais comumente através de gotículas respiratórias do que pelo contato com superfícies contaminadas. Portanto, a maneira mais eficaz é lavar as mãos com água e sabão por 20 ou mais segundos e em seguida aplicar um desinfetante para as mãos à base de álcool. O famoso e difundido álcool em gel.

Faxinas e higiene pessoal

Como vivemos em uma sociedade, é essencial que todos colaborem com os estabelecimentos. E vice versa. Tanto academias, quanto os clientes, devem começar a adotar medidas preventivas para que a convivências e perigo de contágio pelo novo coronavírus.

Para evitar problemas, academias necessitam incentivar a prática entre os seus clientes. Além disso, faxinas periódicas nos ambientes comuns do estabelecimento são consideradas boas práticas. Portanto, diminuir o intervalo entre as faxinas periódicas, além de incrementar o processo de limpeza garantem um bom ambiente anti-contágio.

Lembrando que grandes pandemias que assolaram a humanidade, como a peste negra (uma das mais devastadoras pandemias na história humana) e a gripe espanhola. Ambas tiveram como principal método de combate o saneamento, limpeza de ambientes e, claro, a higiene pessoal de cada pessoa.

Portanto, do lado do cliente, aqueles que apresentaram o menor sintoma de gripe, devem evitar frequentar estes estabelecimentos. Você pode espalhar o vírus sem mostrar sintomas.

No Caso de Academias de escalada, procure manter a corda longe de sua boca. Se você tem o hábito de morder a corda para costurar, saiba que está arriscando a sua saúde neste momento. Portanto, procure perder este hábito.

Por que tanto medo?

Foto: Aly Song

O pânico alastrado por vários jornalistas e meios de comunicação é em razão do medo de uma nova gripe espanhola, que se espalhou mais ou menos na mesma época do ano. Os coronavírus sobrevivem melhor no ar frio.

Como no hemisfério norte é inverno agora (ao menos até o dia 22 de março), o potencial de contágio nestes países é maior. Se o novo coronavírus seguir os padrões das pandemias passadas, ele se espalhará durante a primavera no Hemisfério Norte até morrer no verão.

Especialistas na área de saúde acreditam que tem o coronavírus têm potencial de infectar uma enorme porcentagem da população global. Há quem afirme que 70% de todos os adultos e é esta potencialidade que vem perturbando grande parte de políticos e a população em geral, porque o Codiv-19 é novo, ninguém no mundo tem imunidade.

Para se ter uma ideia, a gripe comum mata aproximadamente 0,1% da humanidade todos os anos.

Globalmente, aproximadamente 3,4% dos casos relatados de COVID-19 morreram. Se a taxa de mortalidade for realmente superior a 3%, o novo coronavírus seria comparável à pandemia da gripe espanhola de 1918. A gripe espanhola foi causada por uma virulência incomum e frequentemente mortal de uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1.

A chamada gripe espanhola matou de 50 a 100 milhões de pessoas em 1918 e 1919. O esforço para manter a epidemia em segredo na época contribuiu para sua rápida disseminação. A ignorância da população, imaginando que nunca aconteceria com ela, não praticando métodos de higiene pessoal, também colaborou.

As autoridades de saúde pública hesitam em descrever o Covid-19 como uma pandemia, mas isso pode ser apenas uma questão de tempo.

No Brasil, que no momento vivencia o verão, e é um país tropical, o risco de contágio é menor. Mas possuir um risco menor, não significa que ele é nulo.

Impacto na indústria outdoor

Se você acredita que por praticar o seu esporte outdoor esteja imune ao Codiv-19, é necessário analisar mais coisas que somente a bolha social a qual está incluído. Quem pratica qualquer modalidade outdoor irá sentir o impacto da doença e dos isolamentos no próprio bolso.

O motivo? A indústria outdoor depende imensamente de fábricas no sudeste asiático, especialmente de países como China, Vietnã, Coreia do Sul e Taiwan.

Para que se tenha uma ideia, várias feitas e eventos importantes da indústria outdoor foram cancelados.

Quando se cancela um evento como o Footwear Distributors and Retailers of America, uma das maiores feiras de calçados do continente, muitos negócios não são realizados e o mercado fica estagnado. A estagnação pode, entre outras coisas, ser concretizada em ausência de equipamentos nas prateleiras de lojas e estoque de sites de vendas.

Para as agências de turismo no Monte Everest já começam a sentir no bolso. O Nepal já implementou várias restrições para turistas oriundos de áreas de grande contágio como Itália, China e Oriente Médio. Além disso o Nepal relatou apenas um caso de coronavírus, mas se a doença se espalhar por lá, ela poderá rapidamente sobrecarregar os recursos de saúde.

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