Como são montadas as linhas de boulder da Copa do Mundo?

Equipar uma competição de boulder não é uma tarefa para principiantes, nem para aventureiros, pois sempre envolve riscos e dúvidas. Para a elaboração dos desafios para os atletas é utilizado vários conceitos muito diferentes do que somente o grau de dificuldade. Aliás, se reparar quase nenhuma atleta ou mídia toca no assunto de “que grau foi o desafio que fulano encadenou”. O motivo? Porque em campeonatos o que é levado em consideração é o fator RIC.

O fator RIC já foi explicado com detalhe em um artigo aqui na Revista Blog de Escalada. O “culpado” disso é o francês Jacky Godoffe que, junto de Tonde Katiyo, é o idealizador da escala RIC. Em seu livro “My Keys to Route Setting“, Godoffe explica que “O objetivo da escala RIC não é criar números absolutos. A escala RIC não é mais objetiva que os graus“.

Os criadores das linhas de boulder precisam assimilar esta escalada e a partir delas tomar as decisões corretas para apresentar um espetáculo ao público. Para assimilar melhor, até para entender o conceito apresentado por Godoffe, foi divulgado um vídeo produzido pela marca de agarras de escalada Flathold, que mostra o processo de equipar uma eliminatória na Copa do Mundo de Boulder do IFSC.

O vídeo (assista no topo do artigo) foi realizado em Meiringen, na Suíça, em abril deste ano. Todos que acompanharam as reportagens da Revista Blog de Escalada se lembrarão da competição de Meiringen pela linha enigmática da final, que teve uma fenda que somente Ondra conseguiu resolver. Esses e muitos outros detalhes são mostrados em um dos melhores vídeos de definição de linhas de boulder do ano.

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