Guia essencial para viajar e mochilar pela Bolívia gastando o mínimo

Antes de iniciar com as dicas de viagem à Bolívia fique atento à documentação exigida para que se entre no país.

  • • Passaporte ou carteira de identidade com menos de 10 anos
  • • Carteirinha internacional de vacinação comprovando estar em dia com a vacina de febre amarela
  • Além dos documentos citados é recomendável  levar também : cópias autenticadas dos documentos pessoais (R.G; CPF, passaporte).

Fique atento ao fato de que CNH não é valida para entrada na Bolívia !

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Os mais inocentes podem afirmar : “Mas no Brasil ela vale como carteira de identidade.”

Sim, no Brasil, até a publicação deste post, a Bolívia é um outro país com suas próprias regras e leis.

Se possível deixe essas cópias  junto a um comprovante de endereço no e-mail.

No caso de roubo ou extravio de documentos é possível a emissão de um passaporte de emergência na embaixada brasileira em La Paz e você poderá continuar sua viagem a outros países.

Endereço da embaixada brasileira: Edifício Multicentro.

Torre B.

Av. Arce esquina com Rosendo Gutierrez. N° 429.

Fone (5191-2)216-6400.

Para chegar à Bolívia

O caminho tradicional- Trem da Morte

O ponto de partida para a trip na Bolívia é a cidade de Corumbá em Mato Grosso do Sul.

De São Paulo a Corumbá, são 22 horas de viagem de ônibus.

Chegando em Corumbá é hora de atravessar a Fronteira até Puerto Soarez.

Bs_0200_Ap[1]

O câmbio deve ser feito, os reais e parte dos dólares devem ser trocados por bolivianos.

O ideal é que o câmbio seja feito em bancos como Western Union (há uma agencia em Puerto Quirrajo).

Câmbio: 1 Real = 3 Bolivianos (Bv).
1 Dólar= ±6.96 Bv.

Os passeios normalmente são cotados em dólares. bolivian-new-currency-thumb15905001[1]

Nas cidades maiores podem ser usados cartões internacionais

Mas não esperem “maquininha para cartão” em todos os lugares.

Por lá, dinheiro bom é dinheiro vivo.

Dica: Compre as passagens rodoviárias diretamente nos guichês das empresas, nunca de ‘’vendedores que trabalham” fora destes.

Fiquem atentos que nos terminais há uma tabela com os valores máximos cobrados por trecho, exija o valor tabelado na hora da compra da sua passagem.

ATRAVESSANDO A FRONTEIRA

A pé: 20 a 25 minutos da rodoviária.

De Táxi: 05 minutos, de R$ 30,00 a R$ 40,00 a corrida.

4175251321_aa16beb9bc_z[1]Dica: Algumas empresas de ônibus como a Andorinhas atravessam até Puerto Soarez.

Paciência na fronteira é essencial!

Serão longas horas na fila pra conseguir o visto, a probabilidade de ter que dormir por ali é enorme.

Hospedagem em hostels em Puerto Quijarro:

O TREM DA MORTE ATÉ SANTA CRUZ DE LA SIERRA.

É possível embarcar no “trem da morte” tanto em Puerto Soarez quanto em Puerto Qurrajo (cidade vizinha).

Os valores variam de acordo com a classe.

O mais procurado é o Super Pullman, custa em média USS:50,00.

Este é leito e tem serviço de bordo com janta e café da manhã.

São 12 horas de viagem.

De ônibus até Santa Cruz de La Sierra

Saídas do terminal rodoviário de Puerto Quijarro:

Valor: de 110 a 140 Bv

Tempo de viagem: 7 horas – estrada boa.

Pra quem quer mais conforto é possível seguir até Santa Cruz de La Sierra ou La Paz de Avião, vale a pena ficar de olho nas promoções.

Hospedagem em hostels em Santa Cruz de La Sierra de 60 a 450 bv a diária, sendo possível encontrar hostels bons por 80 bv.

OS PRINCIPAIS DESTINOS NA BOLÍVIA

A CAMINHO DE UYUNI

Ideal para quem quer conhecer Sucre.8[1]

É comum que os viajantes antes de chegar aos desertos passem por Sucre, principalmente pra quem sai de Santa Cruz de La Sierra mochilando de ônibus.

Neste caso, a conexão em Sucre é obrigatória.

Sobre Sucre:

Localizada na Pré Cordilheira a uma altitude de 2800 metros foi a primeira capital da Bolívia e atual capital constitucional.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Sim! A Bolívia têm duas capitas.

A cidade também é conhecida como Cidade Branca, todas as construções no centro histórico são brancas seguindo a arquitetura luso-espanhola.

É possível visitar em Sucre a Biblioteca Nacional, Casa da Liberdade e Parque do Cretáceo, onde é possível conhecer um pouco sobre esta Era Geológica e ver pegadas de dinossauros no corte de uma antiga mina onde foi construído o parque.

Hospedagem em hostels em Sucre: de 25 a 180 bv a diária,sendo possível encontrar hostels bons por 40 bv.

Caminhem e pesquisem, Sempre!

De La Paz a Sucre

Distância : 552 Kms.

Dê Avião: 40 minutos de vôo.

Valor da passagem: de USS 60 a 160 USS.

As principais companhias áreas operantes são: BOA (com excelentes promoções) TAM que quer dizer transporte aéreo militar boliviano e Amazon.

De ônibus: ±9 horas viagem:

Valor de passagem: de 85 a 115 Bv.

De La Paz a Uyuni

De La PAZ ha vôos e passagens de ônibus direto a Uyuni, sendo as rodoviárias vendidas por valores que variam de 90 a 120 Bv.

As passagens aéreas nesse trecho são mais caras, variando de 100 a 320 USS.

Tempo de viagem: de avião: 40 minutos saindo do aeroporto de El Alto (5kms de La Paz).Companhia Amazon e Air Mali.

De ônibus 12 horas.

Santa Cruz de La Sierra -Sucre.santa-cruz-de-la-sierra-na-bolivia-2[1]

Saindo de Santa Cruz de La Sierra é possível e recomendável que se pegue um vôo até Sucre .

Para os corajosos ou impacientes, vale lembrar que os 500 Kms de estrada são terríveis, na primeira metade você corta a pré-cordilheira em pista simples.

A segunda metade do trecho é feita em estrada de chão com direito a rodado caindo em abismos, o que é bem comum na Bolívia.

Em alguns trechos a estrada acaba e você trafega em leitos de rios.

Ainda bem que a paisagem compensa o risco!

De avião: Saindo do Aeroporto Viru- Viru – Tempo de viagem: 40 minutos

Valor da passagem : 50 a 70 USS.

De ônibus : Tempo de viagem de 10 a 16 horas.

Valor da passagem: 85 a 120 Bv.

Pra quem vai de avião há vôos diários pela BOA, TAM e Aerosur.

Saem pela manhã normalmente lotados, reserve sua passagem com antecedência, caso contrário, ou você tranca alguém que ainda não fez check in no banheiro ou encara a estrada de Sucre.

De Sucre para Uyuni

De ônibus : tempo de viagem: de 3 a 4 horas.

Valor da passagem: de 20 a 40 bv.

Saindo de Sucre rumo a Uyuni deve-se pegar um ônibus no terminal rodoviário a Potosi.

potosi[1]Quem quiser conhecer Potosi há minas muito antigas, descobertas em meados de 1550 para visitar.

Para quem tiver pressa, há ônibus com freqüência pra Uyuni.

Em Potosi é possível sentir o ventinho gelado das montanhas, bem vindos aos 4.000 metros de altitude.

De Potosi para Uyuni
De ônibus o tempo de viagem: de 6 a 8 horas.
Valor da passagem: de 85a 110bv.

O DESERTO DE UYUNI

Grande parte da Bolívia está localizada acima dos 3.000 metros de altitude em uma região que guarda paisagens surreais como o deserto de Uyuni. 137707-El-Salar-de-Uyuni-0[1]

Um paraíso formado de sal, areia e lava.
O deserto de Uyuni

O deserto de Uyuni é uma enorme planície de mais de 9 mil km2 coberta de sal.

Primitivamente esta área foi um braço de mar do Oceano Pacífico que foi represado com o soerguimento da Cordilheira dos Andes, com o passar do tempo a aridez do local implicou em maior evaporação e claro, o imenso lago secou, dando origem a essa grande planície.

Uma curiosidade: A origem da grande planície é marinha.

Mas, a concentração de sal nos depósitos depende das atividades vulcânicas.

Salar de Uyuni BoliviaO sal é carreado dos edifícios vulcânicos pelo desgelo ou água da chuva até as lagoas.

Como o clima na região é árido, a taxa de evaporação é bastante elevada e como conseqüência, há saturação dos sais na água.

Os sais, mais pesados, precipitam e a água evapora formando os depósitos de sal.

Falando em vulcões, não deixem de olhar para os lados, eles são muitos, alguns beirando os 6000 metros.

A paisagem é simplesmente incrível!

Hospedagem em hostels em Uyuni de 60 a 380 Bv a diária,sendo possível encontrar hostels bons por 80 bv quarto Double.

ATRAVESSANDO O DESERTO.

Sim, é possível atravessar o deserto, para isso é recomendado guias e carro 4×4.Salar-de-Uyuni-Wallpaper[1]

Há muitos caminhos, sendo comuns relatos de turistas perdidos no deserto.

Há várias agências em Uyuni que ofertam o passeio. .

Recomendo a travessia no pacote completo de 3/4 dias.

Passeio de 3 a 4 dias.

Valor: 150 a 180 USS.

Alimentação, água e estadia fazem parte do pacote.

Extras podem ser comprados em armazéns nos vilarejos, inclusive vinho.

salar-de-uyuni_6617151[1]Depois de pagar aproveitem ao máximo, talvez a única palavra que traduza o que está por vir seja intensidade.

1° dia

Visita ao cemitério de trens e comércio de artesanato local pela manhã.

No período da tarde o passeio é na Ilha del Pescado onde é possível conhecer mais sobre as características ambientais do local.

Há um jardim de cactus com vista panorâmica para o deserto.

Este também é o primeiro dia em um hotel de sal e último ponto com chuveiro.

A água é fria.

2° dia.

Depois do café da manhã aos poucos a planície branca vai ficando pra trás, o solo vulcânico mancha o sal. lagunaverde06[1]

Ganha -se altitude, na base do vulcão Olllague há quem já sinta os efeitos.

Na seqüência, aparecem as lagunas altiplânicas, em tons que variam de acordo com atmosfera e a luz.

Isla_de_Pescado_Bolivia_Salar_de_Uyuni[1]A medida que se ganha altitude há maior aproximação do vulcões, o solo é marrom em conseqüência da maior concentração de material vulcânico.

As rochas formam esculturas desenhadas pela erosão.

Essa região, com características morfológicas semelhante ao Atacama é denominada de deserto de Siloli.

Os destaque são: a árvore de pedra e a Laguna colorada, que surpreende com seus tons que variam do rosa ao vermelho em vista de algas avermelhadas e sedimentos.

3° dia.

É dia de subir aos 5.100 metros.Uyuni0002[1]

É preciso madrugar pra conhecer as fumarolas, (sítios geotérmicos).

Após a subida, o tempo lá em cima é limitado. 15 minutos inalando gases tóxicos e enxofre pode resultar em intoxicação.

Depois disso, é possível tomar o banho que faltou na última noite.

Dessa vez, graças ao sítio geotérmico o banho é quentinho!

Depois disso, mais lagunas altiplânicas e vulcões!

Sobre o Autor

Eliza Tratz

Eliza Tratz é paranaense e mora em Florianópolis sendo praticante de escalada a mais de 6 anos, e procura sempre estar na rocha escalando quando não está afundada nos livros para terminar seu doutorado em geografia. Apaixonada por vulcões viajou de mochilão a países sul-americanos com este tipo de formação geológica. Divide sua disciplina em treinamentos para escalada em rocha e elevar ao máximo o seu grau pessoal de escalada.

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