Viagem à Argentina para escalar 3 – Como adquirir moeda local?

Parece  desnecessário afirmar algo tão obvio, mas para o viajante que nunca deixou o país que vive pode não ser: Para realizar qualquer tipo de ação em uma viagem aos estrangeiro é necessário ter em mãos a moeda local.

Você pode até mesmo insistir com suas moedas de um real (ou um euro se estiver lendo de Portugal), mas não irá conseguir tomar um ônibus, ou até mesmo tomar um café no aeroporto.

Uma observação importante que se deve fazer para quem vive no Brasil é que culturalmente o povo argentino não usa extensivamente cartão de crédito ou débito. Por este motivo a quantidade de transações e compras feitas em moeda em espécie é gigante.

Portanto é comum empresas de ônibus, albergues, hotéis, restaurantes, bares e supermercados somente aceitam pagamento em dinheiro.

 

- Levar Dólares

Uma prática comum a todo viajante é comprar moeda americana para trocá-la no exterior.

Para o mais desavisado, saiba que a Argentina está com várias restrições para a compra e venda de moeda americana no país desde o ano passado.

A presidente Cristina Kishner tem feito várias sanções para dificultar o comércio de dólares no país.

Para os viajantes mais capitalistas pode parecer ser uma ótima oportunidade de negócio lucrativo vender dólares no câmbio negro por haver um verdadeiro abismo separando o preço oficial imposto pelo governo argentino, do preço pago no mercado paralelo.

Quem fizer esta escolha fique atento às autoridades argentinas, que estão fiscalizando rigidamente a venda de dólares e caso tenha problemas por ter tomado esta atitude, sua viagem certamente acabará no instante que for enquadrado.

Com a opção de ser preso sem direito a ser deportado, por crime contra a soberania nacional argentina.

Tenha em mente acima de tudo que dificilmente você conseguirá comprar dólar dentro da Argentina. Até mesmo trocar Reais por dólares está sendo vigiada de perto pelas autoridades.

Há, claro, a opção de comprar Pesos argentinos com a moeda oficial de seu país.

Casas de Câmbio

NUNCA compre na casa de câmbio que existe dentro da sala de desembarque e retirada de bagagens que existe no aeroporto de Ezeiza. A taxa de câmbio praticada neste local é praticamente de R$ 1,00 = ARG$1,00.

No saguão do aeroporto há uma casa de câmbio com um preço mais perto da realidade, e em uma emergência é excelente opção.

Em Bariloche o mais indicado é procurar uma casa de câmbio (uma das poucas, senão a única) que fica muito próximo ao centro cívico da cidade. Neste local há sempre uma fila extensa, então esteja preparado para exercitar a sua paciência.

Fique atento ao detalhe que poucas casas de câmbio na Argentina aceitam moedas para troca por pesos.

Levar um saco de moedas será carregar peso à toa. Deixe para usar suas moedas para presentear as pessoas que fizer amizades nestas viagens.

Antes de sair de viagem verifique a taxa de câmbio existente entre Real e Peso Argentino.

Este tipo de dado será muito importante para que saiba se está sendo passado para trás ou está pagando um preço justo.Um peso argentino vale APROXIMADAMENTE R$ 0,44 (ou ARG$ 2,27).

Caixa Eletrônico

Uma excelente opção para adquirir pesos argentinos é fazer uma retirada em um caixa eletrônico.

Alguns bancos (como o Citibank e Itaú) permitem que seu cliente saque em um caixa eletrônico cobrando apenas a taxa de conversão oficial do mercado.

Porém para realizar a transação deve o cliente ir à uma agência e utilizar o caixa eletrônico da própria bandeira.

Para quem possui cartão internacional de qualquer banco que tenha a bandeira “Cirrus” ou “Visa Electron” pode também sacar dinheiro em moeda local. A taxa de retirada é de aproximadamente R$15,00 por saque, independente do valor. Um preço salgado que somente vale à pena para saques no maior valor possível. Outra restrição a este tipo de operação é o valor permitido para um limite diário de aproximadamente 350 pesos argentinos.

MUITO IMPORTANTE: saques com Cirrus ou Visa Electron somente pode ser feito em bancos que possuem a identificação “LINK”.

Na Argentina existem dois tipos de rede de saques em caixas eletrônicos: “Banelco” e “Link”. Apenas a “LINK “que fornece este tipo de opção para saque em caixas eletrônicos em moeda local.

Como regra geral, qualquer agência do Banco de La Nacíon Argentina possui comunicação “Link” com as bandeiras citadas acima.

Na Argentina existem agências do banco Santander Río, que embora tenha o mesmo nome, não reconhece as contas das agências do Santander do Brasil ou Espanha. O mesmo acontece com o banco Patagonia, recém-adquirido pelo Banco do Brasil e mesmo sendo cliente o saque com taxa de câmbio do mercado não é disponibilizado aos clientes.

 Cartão de Crédito

O cartão de crédito internacional é aceito em muitos estabelecimentos comerciais na Argentina, mas nem todos estão preparados com máquinas de chip.

Por conta deste pequeno detalhe pode ser que seu cartão não seja aceito.

Caso pretenda usar extensivamente seu cartão de crédito, verifique se há faturas em atraso e se o limite está dentro de seus planos.

Apesar de funcionar para a população argentina, a opção de parcelamento de compras no seu cartão não está disponível para você. Como é um comprador internacional, muito provavelmente não será aceito na hora de realizar as suas parcelas.

Na Argentina é obrigatório apresentar documento de identificação para o uso de seu cartão de credito, e a exigência de assinatura de seu cartão idêntica à de seu documento apresentado. Mesmo que o local seja de pagamento com cartão de chip, mesmo que tenha digitado a senha certa, e mesmo que o pagamento tenha sido efetivado você terá de assinar o recibo e mostrar o documento.

Caso sentir-se constrangido com esta exigência pague com dinheiro, não tente argumentar, mesmo que tenha domínio total do idioma espanhol. Este tipo de prática é a padrão existente no comércio do país, e é exigido por lei.

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Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é aficionado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de roteiro de cinema e vídeo. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai
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