Veja como foi e quais foram os resultados do Campeonato Paranaense de Escalada

No dia 20 de junho, no último sábado, aconteceu no Ginásio Campo Base em Curitiba a etapa de dificuldade do Campeonato Paranaense de Escalada.

O evento foi considerado incrível pelo público presente, com quase 10 horas de muita escalada, sendo 2 eliminatórias pela manhã e  semifinal e final do à tarde.

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

A competição reuniu um total de 37 atletas, sendo 18 na categoria Master Masculino, que curiosamente contou com encontro de duas gerações na escalada onde pai e filho competiram lado a lado : Yan e Edemilson Padilha.

Na categoria infantil masculino foram 5 atletas competindo.

Já na categoria feminina foram 10 competidoras no Master e 4 na Infantil.

Notadamente houve uma integração singular entre as categorias, sendo que a grande maioria dos participantes já se conhecia, fato esse que tornou o evento além de uma competição um grande encontro de amigos.

Uma verdadeira vibração contagiante de velhas parcerias da escalada paranaense pode ser sentida entre os competidores.

Muito além de uma competição o que se presenciou foi um verdadeiro clima de festival.

Cada passagem dos atletas pelo crux, foi comemorada entusiasmadamente pelo público.

O Ginásio Campo Base parecia tremer com a participação do público, não restando dúvida, que mesmo no sábado gelado de Curitiba, o local foi aquecido pela competição.

A Revista Blog de Escalada, propôs aos organizadores do evento realizar uma radiografia da logística de tudo o que antecede uma competição desse porte, por isso, resolvemos acompanhar de perto toda a organização.

Chegamos a conclusão de que é realmente muito trabalhoso e, além disso, modifica totalmente a rotina da academia, impactando de sobremaneira no treino dos clientes.

Logística do Campeonato

Foram 10 dias de trabalho frenéticos, realizando uma média 9 horas diárias, onde foi contabilizado próximo de 30 vias desmontadas e aproximadamente 4.000 agarras retiradas, pintura de muros, fabricação de novos módulos, lavagem e recolocação de agarras, montagem e desmontagem de andaimes e etc.

Todo este trabalho para realizar 9 novas vias para o campeonato, sendo duas delas modificadas em razão das categorias e eliminatórias durante o evento.

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Este trabalho envolveu além dos route setters Murilo Esmanhoto, Victor Perez Bartaline (Wolly) e William Viera (Will).

Will que é sócio do ginásio foi também quem coordenou os trabalhos de preparação do evento.

Colaboraram com o trabalho os monitores do ginásio Roger Mendes, Gian Gianatti e Felipe Batista do Rosário.

A realização do campeonato contou com também com alguns clientes que ajudaram na lavagem de agarras em troca de diárias de escalada.

Importante destacar que o Ginásio Campo Base contou com a imensa compreensão dos demais clientes que tiveram que conviver com o ginásio em funcionamento parcial, pois muitas vias foram desmontadas, e boa parte da estrutura estava isolada por questões de segurança em função da movimentação de materiais durante o trabalho da equipe que preparou o evento.

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Perguntamos para William “Will” Viera porque eventos como esse, não acontecem com freqüência na região Sul, e ele nos responde que:

“Via de regra, os campeonatos são organizados no “amor”, ou seja, os escaladores se reúnem, trocam trabalho por diárias nos ginásios que cediam as competições, e as empresas que contribuem para o evento são na grande maioria das vezes, de escaladores, ou de amigos.

Como não são grandes empresas, por mais vontade que tenham de contribuir com a escalada não conseguem, por exemplo, oferecer incentivo financeiro aos atletas, como premiação em dinheiro, ou ajuda de custo.

Nossos parceiros são ótimos, ajudam muito, dentro de suas possibilidades mas, infelizmente, não conseguimos ainda chegar no patamar de bancar financeiramente um atleta”.

As palavras de Will reflete a realidade da escalada no Brasil, onde dificilmente um atleta consegue sobreviver do esporte, o que é lamentável, pois afinal há excelentes escaladores e lugares de escaladas incríveis.

Além disso, o fato de ter acompanhado toda a organização da primeira etapa do Campeonato Paranaense de Escalada, só nos reafirma o que já sabíamos: Há muita gente boa e engajada com esporte no Brasil, só é necessário mais investimentos em nossos atletas.

Classificação

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Categoria Master Masculino

  • 1º – Matheus Nichele Buschle
  • 2º – Edemilson M. Padilha
  • 3º – Rômulo C. Trevisan

Categoria Master Feminino

  • 1º – Hellen Cristina da Silva
  • 2º – Caroline N. Nascimento

Infantil Masculino

  • 1º – Gustavo Cordoni
  • 2º – Carlos Eduardo Bom de Oliveira (Cadu)
  • 3º –  Rafael K. Teixeira

Infantil Feminino

  • 1º – Mariana K. Teixeira
  • 2º – Mariana H. Correia
  • 3º – Sophia Cristina Severin

Importante mencionar que o pódio foi composto somente por atletas ligados a FEPAM (Federação Paranaense de Montanhismo) através de um de seus clubes afiliados.

A comissão organizadora do evento foi composta Natan Fabrício, que dirigiu a prova, e o júri foi presidido pelo Márcio.

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Foto: Lili Ponte

Lílian Ponte e Silva, é formada em Segurança do Trabalho e Direito. Seu trabalho é voltado para o desenvolvimento humano e autoconhecimento, tratando de assuntos como escolhas conscientes, física quântica aplicada ao cotidiano e saúde, comunicação afetiva e efetiva, o poder da gratidão e desenvolvimento de potencialidades.
Ministra workshops, palestras e facilita vivências, bem como faz atendimentos individuais e familiares, juntamente com seu sócio que é terapeuta.

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