Uma lista revisada para os 6 mil da Cordilheira dos Andes

A motivação para escrever esse artigo surgiu da leitura da nova edição do livro do escocês John Biggar, The Andes – A guide for climbers, o principal guia sobre montanhas andinas disponível no mercado editorial. Essa nova edição, a quarta, saiu em 2015, mas somente agora adquiri a versão digital e aproveitei os dias na montanha para ver as novidades.

Existe muita polêmica quando se trata de relacionar quais são as montanhas acima de 6 mil metros dos Andes e qual a altitude da maioria delas. Os dois trabalhos mais importantes na atualidade sobre esse assunto foram elaborados pelo argentino Máximo Kausch e pelo anteriormente citado John Biggar. Em comum a ambos trabalhos está a utilização dos dados topográficos disponibilizados pela missão da NASA 2000 SRTM (Shuttle Radar Topography Mission).

A lista de Kausch apresenta 110 montanhas e na de Biggar aparecem 100 montanhas. A diferença nos números é resultado do critério de proeminência adotado por cada autor. Conforme a definição que pode ser consultada no Wikipedia, a proeminência de uma montanha define se um cume é independente ou secundário:

A proeminência de um cume é o desnível entre esse cume e a mais baixa curva de nível circundante que o inclua a ele, mas a nenhum ponto mais alto. Se a proeminência do cume é de P metros, para ir do cume para terreno mais elevado, ter-se-á de descer pelo menos P metros, qualquer que seja o trajeto escolhido.

Kausch adota o critério de 300 m de proeminência para que uma montanha seja considerada um cume independente, enquanto Biggar adota o critério mais restritivo de 400 m de proeminência, sendo esse o motivo de sua lista conter menos montanhas.

Foto : Acervo Pessoal Marcelo Dalvaux

Particularmente, eu prefiro o critério adotado por Kausch de 300 m, não somente porque, conforme enfatizado pelo próprio Kausch, esse é o critério que foi utilizado pela UIAA (Union Internationale des Associations d´Alpinisme) para a determinação da lista de montanhas acima de 4000 m dos Alpes, mas também porque o critério de Biggar deixa fora da lista montanhas espetaculares como o Colquecruz (6.102 m), o Huandoy Sur (6.160 m) e o Yerupajá Chico (6.121 m). Além dos critérios topográficos e morfológicos, o critério montanhístico, ou seja, a importância que uma montanha tem para a comunidade de escaladores e para a prática de montanhismo, foi enfatizado pela UIAA na elaboração da lista dos 4000 m dos Alpes e me parece que, usando-se uma proeminência de 300 m, atende-se mais objetivamente a esse critério.

Portanto, a relação de 110 montanhas definida por Kausch foi nosso ponto de partida para a definição de uma lista atualizada. Quanto às altitudes de cada montanha optamos, quando existe alguma divergência entre os dois autores, por adotar os valores apontados por Biggar, já que seu trabalho foi submetido a revisões mais recentes, entre os anos 2013 e 2015, enquanto que o trabalho de Kausch data de 2011. Em seu livro Biggar também apresenta um maior detalhamento sobre a metodologia empregada para determinação das altitudes.

Foto : Arquivo Pessoal Marcelo Delvaux

Biggar ressalta as limitações para se trabalhar com os dados SRTM, que apesar de terem uma precisão de 10 m, são apresentados em grids de 100 m, sendo, assim, úteis principalmente nas seguintes circunstâncias: quando indicam uma altitude para uma montanha superior aos valores estabelecidos pela cartografia tradicional (dão um novo valor mínimo para a altitude) ou quando indicam uma altitude que é pelo menos 50 m inferior do que os valores estabelecidos pela cartografia tradicional.

Por isso, faz um cruzamento de informações com dados provenientes de outras fontes cartográficas, adotando uma gama mais ampla de fontes que, a nosso ver, diminui o grau de incerteza em relação à altitude de determinadas montanhas.

Laguna Uchuy Pucacocha, uma das inúmeras lagoas da região da Vilcanota | Foto : marcelo Delvaux

Além da revisão e compatibilização entre as duas listas, nosso trabalho consistiu em realizar alguns ajustes e correções na nomenclatura de algumas montanhas, sobretudo para os cumes da Cordilheira Vilcanota, área que estamos explorando já faz alguns anos, e dos nevados Coropuna, Cachi e Palermo, onde realizamos expedições recentemente.

Porém, o mérito para a determinação dos 6 mil andinos e respectivas altitudes permanece com os autores citados.

Nova proposta

A nova lista proposta possui 112 montanhas. Da lista original de Kausch foram excluídas as montanhas Jatunpampa (6.050 m) – Cordilheira Vilcanota (Peru) e Quemado (6.100 m) – Maciço Cachi-Palermo (Argentina), e incluídas outras quatro: Colquecruz (6.102 m) – Cordilheira Vilcanota (Peru), Ciénaga Grande (6.050 m) – Maciço Cachi-Palermo (Argentina), Pucajirca (6.046 m) – Cordilheira Blanca (Peru) e Rasac (6.017 m) – Cordilheira Huayhuash (Peru).

A seguir, vamos falar um pouco sobre cada uma dessas montanhas. Os demais cumes da lista de Kausch permanecem inalterados, sendo que alguns, eventualmente, sofreram um ajuste de altitude, implicando ou não em uma mudança em sua posição no “ranking”, a partir da confrontação com a lista atualizada de Biggar.

Foto : Arquivo Pessoal Marcelo Delvaux

1 – Jatunpampa (6.050 m) – Cordilheira Vilcanota (Peru): Essa montanha não aparece na lista de Biggar, nem é citada na obra de referência de Jill Neate, Mountaineering in the Andes. Tampouco existem referências à mesma na base de dados do American Alpine Journal. Como a nomenclatura da Vilcanota é bastante confusa, com uma mesma montanha recebendo vários nomes, achamos por bem esclarecer em detalhes esse ponto. As montanhas acima de 6 mil metros da Cordilheira Vilcanota são: Ausangate, Yayamari, Jatunriti (Chumpe, Huiscachani, Nañaloma, Yanaloma), Jatunhuma (Tres Picos), Callangate (Collpa Ananta, Chimboya) e Colquecruz (Alcamarinayc). Consultando as coordenadas fornecidas por Kausch para essa montanha, percebemos que sua localização se confunde com a do Jatunhuma (que já fazia parte da lista de Kausch e, portanto, não se trataria dessa montanha com um nome distinto). Por esse motivo, foi retirada da lista.

2 – Quemado (6.100 m) – Maciço Cachi-Palermo (Argentina): O Quemado, ou Morro del Quemado, é um cume secundário do Nevado de Palermo. Na travessia integral do Maciço Palermo-Cachi que realizamos em 2016 pudemos constatar que essa montanha tem proeminência inferior a 300 m e, portanto, foi retirada da lista.

3 – Colquecruz (6.102 m) – Cordilheira Vilcanota (Peru): O Colquecruz não se encontra na lista de Kausch e, no trabalho de John Biggar, aparece como um cume secundário do Jatunriti, com uma proeminência de 340 m, tendo sido, portanto, incluída na lista por ser um cume independente com proeminência acima de 300 m.

4 – Ciénaga Grande (6.050 m) – Maciço Cachi-Palermo (Argentina): Na travessia integral do Maciço Palermo-Cachi, que realizamos em 2016, também verificamos que o Ciénaga Grande (6.050 m) possui uma proeminência bem superior a 300 m, o que a caracteriza como uma montanha independente do Nevado de Palermo. Existem fortes indícios que tenha proeminência acima de 400 m (veja nosso artigo publicado na Revista Blog de Escalada). Nesse caso deveria, inclusive, ser incluída na lista de Biggar, que a apresenta com uma proeminência de 390 m.

5 – Pucajirca (6046 m) – Cordilheira Blanca (Peru): Montanha descartada na lista de Kaush por supostamente possuir menos de 6000 m, mas apresentada por Biggar com 6.046 m. Como Biggar ressalta, é uma montanha que requer mais análises e pesquisas, onde os dados SRTM não possibilitam uma avaliação conclusiva. É uma montanha dificílima e de grande interesse montanhístico e, por isso, foi incluída na lista.

6. Rasac (6.017 m) – Cordilheira Huayhuash (Peru): Montanha descartada na lista de Kaush, mas apresentada por esse autor como tendo 6.000 m (o Tocclaraju também é considerado por Kausch como tendo 6.000 m e foi incluído por ele em sua lista). No trabalho de John Biggar possui proeminência de 320 m e altitude de 6.017 m e, por isso, também foi incluída na lista, já que é um cume independente com proeminência acima de 300 m. Além disso, possui grande interesse montanhístico.

Outras observações relevantes

7 – Fizemos algumas correções nos nomes dos cumes do Nevado Coropuna que estavam na lista de Kausch, para usar as denominações mais usuais apuradas por Biggar, Neate e de uso corrente na região onde se encontra a montanha: o Coropuna Norte da lista de Kausch corresponde ao cume principal do Coropuna; já o Coropuna Oeste de sua lista corresponde ao Coropuna Norte ou Coropuna Casulla. O verdadeiro Coropuna Oeste corresponderia ao Nevado Pallacocha, que é um cume secundário com proeminência inferior a 200 m e que, portanto, não foi incluído na lista.

8 – Corrigimos o nome Quemado (Palermo) da lista de Biggar para Palermo. O Quemado, ou Morro del Quemado, como já dissemos anteriormente, é um cume secundário do Palermo

9 – Para o Huandoy adotamos a nomenclatura utilizada por Kausch: Huandoy Central e Huandoy Sur, mais difundida pela comunidade de montanhistas da Cordilheira Blanca

10 – Para o Antofalla adotamos a nomenclatura utilizada por Biggar: Antofalla e Antofalla Central, ao invés do Antofalla Leste e do Antofalla Sul de Kausch

11 – Para o Palcaraju, cuja altitude está com uma estimativa indeterminada por Biggar (apresentada como aprox. 6.200 m), optamos pelo valor apresentado por Kausch de 6.274 m

12 – Para o Tocclaraju também adotamos a altitude de 6000 m atribuída por Kausch, ao invés do valor de 5.980 m de Biggar. Nesse caso, frente a um impasse relacionado a um valor que pode ou não incluir a montanha na lista, recorremos ao critério de importância montanhística, já que a mesma, além de belíssima, é um clássico do montanhismo na Cordilheira Blanca. Enquanto medições mais precisas não confirmem sua altitude, optamos por mantê-la como um 6 mil, como fez Kausch.

Montanhas de 6 mil metros revisada

Foto : Antis Outdoor | http://www.antisoutdoor.com.ar/

A seguir apresentamos a lista das 112 montanhas de 6 mil metros apurada pela nossa revisão.

Para as montanhas que possuem duas altitudes distintas para Biggar e Kausch, a primeira corresponde à da lista de Biggar, utilizada para determinação do ranking, e a segunda altitude corresponde à da lista de Kausch.

  1. Aconcagua (6.959 m)
  2. Ojos del Salado (6.893 m)
  3. Pissis (6.793 m, 6.795 m)
  4. Bonete (6.759 m)
  5. Tres Cruces Sur (6.748 m)
  6. Huascaran Sur (6.746 m)
  7. Llullaillaco (6.739 m)
  8. Mercedario (6.710 m, 6.720 m)
  9. Cazadero (6.670 m, 6.658 m)
  10. Huascaran Norte (6.655 m)
  11. Tres Cruces Central (6.629 m)
  12. Incahuasi (6.621 m)
  13. Yerupaja (6.617 m, 6.600 m)
  14. Tupungato (6.570 m, 6.565 m)
  15. Sajama (6.550 m, 6.542 m)
  16. El Muerto (6.510 m, 6.488 m)
  17. Nacimiento (6.460 m, 6.436 m)
  18. Antofalla (6.440 m)
  19. Illimani (6.438 m)
  20. Veladero (6.436 m)
  21. Ancohuma (6.427 m)
  22. Coropuna (6.425 m, 6.405 m)
  23. El Condor (6.414 m)
  24. Huandoy (6.395 m)
  25. Antofalla Central (6.385 m, 6.390 m)
  26. Ramada (6.384 m)
  27.  Cachi (Libertador) (6.380 m)
  28. Coropuna Norte (Coropuna Casulla) (6.377 m, 6.390 m)
  29. Ausangate (6.372 m)
  30. Huantsan (6.369 m)
  31. Illampu (6.368 m)
  32. Chopicalqui (6.345  m)
  33. Siula Grande (6.344 m)
  34. Parinacota (6.342 m, 6.348 m)
  35. Coropuna Leste (6.305 m, 6.290 m)
  36. Ampato (6.288 m)
  37. Pomerape (6.282 m)
  38. Reclus (6.275 m, 6.335 m)
  39. Palcaraju (c.6.200, 6.274 m)
  40. Salcantay (6.271 m)
  41. Chimborazo (6.270  m, 6.267 m)
  42. Majadita (6.266 m, 6.280 m)
  43. Santa Cruz (6.241 m)
  44. Tres Quebradas (6.239 m)
  45. Pular (6.233 m)
  46. Chinchey (6.222 m, 6.309 m)
  47. Peñas Azules (6.222 m)
  48. Olivares (6.216 m)
  49. Solo (6.205 m)
  50. Copa (6.188 m)
  51. Palermo (6.184 m, 6.150 m)
  52. La Mesa (6.180 m, 6.200 m)
  53. Aucanquilcha (6.176 m)
  54. El Toro (6.168 m)
  55. Ranrapalca (6.162 m)
  56. Tortolas (6.160 m)
  57. Hualcan (6.160 m, 6.122 m)
  58. Huandoy Sul (6.160 m, 6.150 m)
  59. Pucaranra (6.156 m)
  60. Alto San Juan (6.148 m, 6.130 m)
  61. El Ermitaño (6.146 m)
  62. San Pedro (6.145 m)
  63. Quewa (6.140 m)
  64. Sierra Nevada (6.140 m, 6.127 m)
  65. Gemelos Norte (6.135 m, 6.102 m)
  66. Colanguil (6.122 m)
  67. Yerupaja Chico (6.121 m, 6.050 m)
  68. Medusa (6.120 m)
  69. Vallecitos  (6.120 m, 6.168 m)
  70. Barrancas Blancas  (6.119 m)
  71. Callangate (6.110 m)
  72. San Pablo  (6.110 m, 6.092 m)
  73. Chacraraju (6.108 m)
  74. Marmolejo (6.108 m)
  75. Jatunriti (6.106 m)
  76.  Chearoco (6.104 m)
  77. Colquecruz (Alcamarinayoc) (6.102 m)
  78. Famatina (Belgrano) (6.097 m)
  79. Aracar (6.095 m)
  80. Jirishanca (6.094 m, 6.050 m)
  81.  Solimana (6.093 m, 6.060 m)
  82. Jatunhuma (Pico Tres) (6.093 m)
  83. Huayna Potosi (6.088 m)
  84. Colorados (6.080 m)
  85.  Chachacomani (6.074 m)
  86.  El Plomo (6.070 m)
  87.  Negro (Pabellon) (6.070 m)
  88. Baboso (6.070 m)
  89.  Vicuñas (6.067 m)
  90. Guallatiri (6.063 m)
  91. El Fraile (6.061 m)
  92.  Chachani (6.057 m)
  93. Copiapo (6.052 m)
  94.  Acotango (6.052 m)
  95. Socompa (6.051 m)
  96. Ciénaga Grande (6.050 m)
  97. Yayamari (6.049 m)
  98. Pili (6.046 m)
  99. Pucajirca (6.046 m, 5.930 m)
  100.  Chaupi Orco (6.044 m)
  101. Quitaraju (6.036 m)
  102. Palpana (6.035 m, 6.023 m)
  103. Peña Blanca (6.030 m)
  104. Tres Cruces Norte (6.030 m)
  105. Salin (6.029 m)
  106. Volcan del Viento (6.028 m)
  107. Hualca Hualca (6.025 m)
  108. San Francisco (6.018 m)
  109. Rasac (6.017 m, 6.000 m)
  110. Laguna Blanca (6.012 m)
  111. Uturunco (6.008 m)
  112. Tocllaraju (5.980 m, 6.000 m)

Vista do Artesonraju

O principal risco de se elaborar listas desse tipo é o de condenar determinadas montanhas a um provável esquecimento. O caso do Artesonraju, na Cordilheira Blanca, é emblemático. O Artesonraju, na minha opinião, é ainda mais bonito do que o Alpamayo (tradicionalmente apresentado como a montanha mais bonita do mundo).

É uma pirâmide perfeita de gelo e neve, que inspirou o logo da Paramount Pictures. Até pouco tempo atrás, o Artesonraju era considerado um “6 mil”, com uma altitude de 6.025 m. Novas medições apontaram para uma altitude de 5.999 m e o Artesonraju deixou de constar da lista das montanhas mais altas dos Andes.

Vista panorâmica do Alpamayo | Foto ; https://www.camptocamp.org

Por causa de 1 m, e de critérios quantitativos obtusos na avaliação da importância de uma montanha (e do currículo daqueles que sobem montanhas), o Artesonraju perdeu o status que possuía antes. Muitos montanhistas desavisados, influenciados pelo tipo de montanhismo quantitativo tão em moda na atualidade, vão preferir escalar um 6 mil sem importância do ponto de vista esportivo, “pateando piedra” e ignorando a possibilidade de escalar uma das montanhas mais bonitas do mundo em rotas de extrema qualidade técnica e cênica.

Por isso, acrescento à lista dos 112 “seis mil” outros 10 “quase seis mil”, que deveriam ser levados em consideração por aqueles que buscam subir as montanhas mais altas da Cordilheira dos Andes:

  • 113 – Artesonraju (5.999 m, 5.980 m)
  • 114 – Capurata (5.996 m)
  • 115 – Alto Toroni (Sillajguay) (5.995 m)
  • 116 – Polleras (5.993 m, 5.940 m)
  • 117 – Pumasillo (5.991 m, 5.980 m)
  • 118 – El Muertito (5.988 m)
  • 119 – Tacora (5.980 m)
  • 120 – Caraz (5.980 m)
  • 121 – Sabancaya (5.976 m)
  • 122 – Sairecabur (5.971 m, 5.990 m)

Nenhuma lista desse tipo é conclusiva ou definitiva, pelo menos enquanto perdurarem as imprecisões geográficas relacionadas à medição dos cumes andinos. As 10 montanhas com quase seis mil metros acima relacionadas podem, de um dia para o outro, se revelarem com uma altura superior, como sugeriu o próprio Kausch ao escalar o Capurata e o Sairecabur.

Vista do Sairecabur – https://www.denomades.com

A lista dos quase “seis mil” também apresenta uma curiosidade, destacada por Biggar: o Sabancaya, que oficialmente tem 5.976 m, é um vulcão ativo que entrou em erupção na década de 1990 e, desde então, encontra-se em constante atividade, podendo já ter superado a cota dos 6 mil metros através da lava e cinzas expelidas durante esse período. Além disso, nessa lista está o Pumasillo, apontado por Biggar como tendo 5.991 m de altitude. O Pumasillo é uma montanha mítica localizada na Cordilheira Vilcabamba, no Peru.

Considerada sagrada pelos incas, além de belíssima, é dificílima e só foi escalada algumas poucas vezes. Um grande desafio, muito mais interessante do ponto de vista esportivo que boa parte das montanhas incluída na lista principal.

Sobre o Autor

Marcelo Delvaux

Marcelo Delvaux

Guia profissional de montanha, com título de “Guía Superior de Montaña” obtido na EPGAMT. Guia de montanha associado à AAGM e à AAGPM. Guia de montanha credenciado no Parque Provincial Aconcagua. Sócio da empresa SummIT – Gestão de Projetos e Desenvolvimento Humano. Além de liderar expedições de escalada e trekking em alta montanha, trabalha com treinamento e consultoria nas áreas de gestão, liderança, motivação e inovação.
Pratica escalada em rocha desde a década de 1990 e alta montanha desde o início dos anos 2000, tendo realizado mais de 80 ascensões nos Andes e no Himalaia

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