Treinando escalada quando estiver viajando em Joanesburgo – Como é a maior academia sul-africana

Se você está pela África do Sul em Joanesburgo, a passeio, trabalho ou decidiu ir morar por lá e é escalador, não se preocupe, lá você encontrará um complexo inteiro voltado a escalada, o City ROCK. O lugar é perfeito para o treinamento indoor ou quando você acorda muito tarde no final de semana e não consegue ir para a rocha, que fica a 40 minutos de carro da capital executiva do país.

O complexo é a definição de academia de escalada, conta com academia de treinamento aeróbico, yoga e alongamento, treinos de repetição (pegboard, etc), boulder, muitas vias de escalada (a maioria com aproximadamente 18 metros de altura), uma loja de equipamentos outdoor e uma cafeteria.

Foto: Ana Pont e Carlos Eduardo

Contando com diversas vias de diferentes graduações e dificuldades, o complexo proporciona a evolução da sua escalada sem a necessidade de buscar espaços outdoor.

Além do mais, é o lugar indicado para encontrar parceria de escalada, aquele escalador local que sabe onde te levar e te dar as betas na rocha. Além do mais, é a sede do The Mountain Club of South Africa.

Como funciona?

Se for sua primeira vez, é necessário realizar algumas burocracias, como preencher um cadastro e aceitar os termos de responsabilidades do City ROCK, onde eles se isentam de qualquer responsabilidade por acidentes, depois disso é só pagar e entrar.

Nas instruções iniciais você é avisado de que é proibido levar qualquer coisa em seus bolsos durante a escalada, não pode ficar tirando selfie ou fotos do escalador enquanto da segurança, além das etiquetas sociais do ginásio. Muitos monitores estão por todas as áreas de escalada, te ajudando e orientando para que nenhum problema aconteça.

Foto: Ana Pont e Carlos Eduardo

Se você possui sua sapatilha, cadeirinha e saco de magnésio, não é necessário pagar nada a mais, caso contrário você pode alugar todos os itens por um preço justo no local. Isso te possibilita usar a área de boulder e as vias onde existe um sistema de auto-segurança, (que não são muitas).

Para escalar as vias em top rope, é necessário mais burocracia, um teste de belay, que consiste em explicar e mostrar como usar o nó oito e como usar o gri-gri durante a segurança do companheiro.

Foto: Ana Pont e Carlos Eduardo

Uma vez feito o teste e sendo aprovado, você recebe um chaveiro com seu nome, te possibilitando dar segurança e escalar as vias em top rope por tempo indeterminado, em vias que já possui uma corda e um gri-gri instalado. Este chaveiro deve estar visível em sua cadeirinha o tempo todo.

O local possui também muitas vias onde é possível guiar, mas claro que para isso mais burocracia, um teste de guiada é exigido e você precisa ter a sua própria corda. Depois disto, você está apto para o treinamento, são muitas vias de diferentes graduações e estilos, todas definidas por cor e com placas na base indicando a graduação, nome da via, data de criação e autor. Se você não está familiarizado com as graduações africanas é bom perguntar para alguém, assim como no Brasil, a África do Sul tem sua própria graduação de vias.

Todos os setores tem vias de dificuldades baixa, média e alta, algumas tem negativo, barriga, reglete, ou seja, você pode focar seu treino em um determinado problema. Ainda tem o setor de boulders para um treino mais forte.

Foto: Ana Pont e Carlos Eduardo

Outro detalhe bem bacana são as vias onde você tem alto-segurança, não é necessário um parceiro de escalada para treinar, se você estiver sozinho é só se equipar e procurar pelas vias com este sistema, não são muitas, mas com uma boa gama de dificuldade.

Conforme você faz a escalada o sistema vai recolhendo uma fita e quando você cai ou chega no final da via, é só ir descendo bem tranquilamente, chegando no chão você tem que prender o sistema para não deixar a fita subir sem ninguém. O maior problema é que se você cair, o seg não vai te segurar no move, é necessário começar tudo de novo.

Toda a estrutura é muito boa, paredes com tinta antiderrapante para emular a rocha, chão levemente acolchoado para evitar lesões em quedas iniciais além de um sistema de refrigeração e iluminação ótimo. O único porém, fica na parte do boulder, esse poderia ter mais colchões para reforçar a eficiência do amortecimento da queda em locais mais altos.

Foto: Ana Pont e Carlos Eduardo

Ficamos por aproximadamente 4 horas no local, escalamos cerca de sete vias cada um, além de alguns boulders no final. A impressão foi a mais positiva possível, nunca tínhamos ido a um local com tamanha estrutura ou possibilidade de escalada indoor. Para nós que estávamos defasados de equipamentos e não teríamos tempo para ir até a rocha, foi uma excelente descoberta e com certeza voltaremos.

Abaixo seguem os valores do passe diário que permite acesso a todas as facilidades do local, como Yoga, musculação, área de treino, espaço para crianças e claro as paredes e os bolders.

Foto: Ana Pont e Carlos Eduardo

  • Adulto – R140 (aproximadamente R$ 35,00)
  • Estudante – R110 (aproximadamente R$ 28,00)
  • Crianças com menos de 18 anos – R100 (aproximadamente R$ 25,00)

Para maiores informações e tarifas: http://cityrock.co.za

Foto: Ana Pont e Carlos Eduardo

Ana Carolina e Carlos Eduardo são um casal apaixonado por esportes outdoor, viagens, fotografia, gastronomia e natureza. Ela bióloga, ele chef de cozinha, sommelier, cervejeiro e fotógrafo amador, escalam desde 2015 com o objetivo de conhecer os locais mais inusitados do mundo. Atualmente sem residência ou emprego fixo, rodam o mundo ajudando a quem precisa em trabalhos voluntários e buscando novos locais para escalar. Levam na bagagem 16 países, uma máquina fotográfica, duas sapatilhas de escalada, um saco de magnésio e muitas histórias para contar.

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