Dia 5 no Tour du Mont Blanc: De Courmayeur (1.224 m) a Refúgio Bonatti (2.025 m)

E então chegou o quinto dia do Tour du Mont Blanc, seria o dia que eu deixaria para trás mais da metade desta aventura. Não foi fácil acordar depois de uma noite tão gostosa, mas foi só lembrar tudo que me esperava neste dia que eu pulei da cama!

Coloquei a minha roupa de trilha que desta vez estava não só limpinha como seca! Apesar de estar acostumada a trilhar 4 dias com a mesma roupa, ela estar limpinha é muito mais gostoso. E seca então! Espero que na próxima vez que lava-la, consiga secar de novo. O dia estava lindo! Poucas nuvens no céu e finalmente eu podia ver o quão linda era a vista de Courmayeur. Parti para o café da manhã do hotel que merece um parágrafo a parte.

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Se já havia sido o melhor quarto de hotel que eu havia dormido, o café da manhã não ficou para trás. Afinal de contas, estamos começando já falando de um café da manhã na Itália e os italianos são bons em comida, né. Eu queria ter horas ali para provar todos os 3 tipos de presunto parma que estavam ali…. E todos aqueles queijos? E os doces? Existe sobremesa de café da manhã.. E eu comi duas vezes… Aproveitei aquela fartura e preparei o meu lanchinho para o almoço da trilha…

Precisei voltar para o quarto para arrumar a mochila… Eu estava trilhando com uma Osprey tempest 30L que, apesar de todos meus amigos falarem que cabe muito mais que 30 litros, em uma viagem de 11 dias com, agasalhos, higiene, gadgets eletrônicos, carregadores, etc, não sobrava tanto espaço. Todo dia de manhã eu lembrava a combinação do tetris que eu havia criado de forma a aproveitar cada espaço no fundo da mochila de forma que sobrasse espaço no topo para acessar fácil e recolocar tudo que eu fosse precisar ao longo do dia. Eram principalmente itens como protetor solar, óculos, lenços para proteger a cabeça ou do frio, alguns itens do primeiros socorros, agasalhos e a comida do dia.

Enquanto eu preparava a mochila, lá fora eu começava a ouvir o alto-falante anunciando o início da largada da CCC do UTMB. Dentro da UTMB, existem diversas provas e uma delas é a CCC. Ela é como se fosse uma “meia UTMB” que tem sua largada em Courmayeur e segue por mais de 100 km. Eu descobri que iriamos deixar a cidade no mesmo momento que os atletas pela dificuldade que eu tive em encontrar acomodações. Eu estava achando estranho só terem poucos quartos disponíveis e fui pesquisar o que poderia estar acontecendo. Descobri sobre a Ultra e a largada! Foi, de certa forma, uma falha no planejamento. Se eu tivesse pesquisado antes, eu poderia começar a trilha um dia antes ou depois que o impacto para mim seria muito menor.

A princípio, eu havia decidido ir lá no ponto de largada para assistir, mas eu preferi sair mais cedo para já ganhar um pouco de trilha sem precisar esperar eles passarem. Comecei então a andar subindo as ladeiras de Courmayeur e foi muito divertido ver todos os locais nas ruas esperando para ver os corredores. Um pouco de frustração no rosto deles ao ver que era só mais uma trilheira que estava passando a passo de lesma. Pouco tempo depois começou o zigue-zague da primeira subida pesada do dia. Era bastante íngreme e ainda coberta por diversas árvores. Dormir no vale tem disso!

Você começa o dia com subida íngreme e fechada… Meia hora depois de começar a trilhar, ouvi o sinal da largada… O tempo foi passando e nada dos atletas.. Sempre que ouvia um barulho, achava que seria o primeiro corredor, mas não! Era somente outro trilheiro tentando ganhar a subida.

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Aos poucos as árvores foram abrindo caminho para mostrar o céu que me acompanharia neste dia. Seria um daqueles dias de trilha perfeitos com céu azul, algumas nuvens para não ficar tão quente e os ventinhos da montanha. Eu então pude perceber que a vista daquele dia seria realmente mágica. As montanhas, que no dia anterior se escondiam atrás da chuva, eram realmente linda, pareciam ter saído de um quadro minuciosamente pintado. Ficava difícil voltar para a subida que me deixava de costas para montanhas, mas o cume do Mont Blanc (4.810 m) que continuava com uma nuvem sobre ele, me lembrava que eu tinha que continuar se quisesse vê-lo inteiro.

Duas horas e meia depois de deixar o hotel, cheguei ao Rifúgio G. Bertone (1.989 m) ainda me perguntando onde estavam os corredores. Ali do lado do hotel, havia o primeiro ponto de apoio aos atletas e eles iriam passar por ali. Haviam algumas pessoas sentadas na varanda do Refúgio e eu decidi comprar uma Coca-Cola e esperar um pouco para ver se os corredores apareciam.

Poucos minutos depois eles apareceram, mas eles não estavam chegando pelo caminho de onde eu havia subido. Eles haviam começado alguns quilômetros fora da trilha tradicional do Tour du Mont Blanc, haviam subido sentido ao Tete de la Tronche (que era meu próximo ponto), estavam descendo-o pela variante do Tour du Mont Blanc, para então entrarem na trilha clássica do TMB. Por alguns minutos na trilha, eu tinha pensado que meu ritmo poderia não ser tão ruim já que eles ainda não tinham me alcançado, porém era exatamente o contrário. Chegamos praticamente juntos no mesmo ponto. Eles começando 40 minutos depois e ainda fazendo um caminho mais longo e bem mais pesado.

Esse era o momento de entrar na primeira variante do dia, um dos trechos que eu mais esperada de todo o Tour du Mont Blanc. Eu, que achava que iria andar no mesmo sentido dos corredores, percebi qual seria o grande desafio do meu dia: andar no sentido contrário deles. Eu já tinha ganho mais de 700 metros de desnível, teria pelo menos mais 600 metros até o cume do dia e o meu caminho inteiro estava repleto de corredores do mundo inteiro. Não seria nada fácil e a subida era bastante íngreme, mas o que no Tour du Mont Blanc não íngreme?

Comecei a dar os meus passos na grande inclinação e percebi qual seria o esquema: eles acabavam se dividindo em pequenos pelotões que, como estávamos ainda perto da largada, não estavam muito distantes uns dos outros. Eu conseguiria avançar na trilha entre eles e então teria que dar um passo ao lado, esperar eles passarem para poder continuar. Isso iria realmente me prejudicar já que o único ritmo que meu corpo responde bem é o devagar e sempre… Eu não teria nenhum pouco de “sempre” com tantas paradas.

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Primeiro, eu decidi rir da situação e aproveitar a torre de babel. Assim como eu desejo “bom dia” a todos que cruzo nas trilhas no Brasil e estava falando “Buongiorno” e “Bonjour” no Tour du Mont Blanc conforme o país que eu estava, achei que o melhor seria continuar isso com os corredores. Junto aos números de suas camisetas, os corredores tinham as bandeirinhas de seus países e então eu pude dar bom dia a eles em 5 línguas diferentes português, espanhol, inglês, francês e italiano. Não que eu fale todas estas línguas, mas sabia falar bom dia nelas. Foi muito legal porque além de tornar as minhas paradas obrigatórias mais divertidas, percebi que os corredores ficavam felizes e isso também dava um gás para eles.

Comecei a ganhar altitude e a enxergar as cristas que eu teria que subir e então pude ver que seria pior do que eu pensava. Absolutamente todo o caminho até o cume estava repleto de formiguinhas que até estragaram aquela parte legal da navegação que é ir descobrindo por onde vamos passar. Dali já era possível ver, em pontinhos pretos se movendo, todo o caminho que eu faria ate o ponto mais alto do dia. A princípio, eu continuei com a mesma estratégia e tive um dos momentos mais engraçados do TMB onde, após dar “bom dia” para todos de um pelotão, eu não consegui nem identificar de onde era a bandeira dele e ele reclamou com mimica “e eu ?”. Percebi que eu devia ter estudado mais geografia na escola porque tinham muitas bandeirinhas que eu não tinha ideia de onde eram.

Cruzei com alguns brasileiros que em vez de ganharem “bom dia”, ganhavam um “vai Brasil”, mas foi nesse momento que eu cruzei com a Raissa Zortea e foi muito especial. Comecei a conversar com a Raissa pelo Facebook pouco antes do Tour du Mont Blanc porque quando descobri que todo mundo da CCC estaria em Courmayeur no mesmo dia que eu, pesquisei se haveriam brasileiros lá. Um pouco era pelo interesse de buscar companhia para jantar na noite anterior já que eu não estaria em refúgio, mas tinha também o interesse pela troca de experiencias.

A maior parte não deu muita bola às minhas mensagens, mas a Raissa foi diferente. Ela iria dormir em Chamonix e então não iramos nos encontrar na noite anterior, mas trocamos muitas figurinhas e diversas mensagens de incentivo e eu realmente queria vê-la. Quando cruzamos, ela logo me reconheceu e teve todo o carinho do mundo de parar sua corrida para me dar um abraço. Tenho certeza que esse abraço deu energia e força para as duas continuarem. (22 horas depois ela estava cruzando a linha de chegada em Chamonix enquanto eu ainda nem tinha chego na Suíça. Orgulho dessa mulher!)

Inspirada pela Raissa, eu percebi que precisava melhorar o meu ritmo e que continuar parando toda hora para os pelotões não ia funcionar muito. Decidi que eu precisava assumir uma rota ainda mais difícil que a variante em si: realmente trilhar fora do caminho marcado. Isso foi realmente difícil porque por ser uma subida íngreme na crista de uma montanha, ao sair do caminho, cada pé ficava em uma altura diferente, muitas pedras, buracos, desníveis. Eu realmente estava colocando o Abacatinho e tornozelos à prova.

Meu corpo precisava de muito mais energia e força para aquela subida íngreme e cheia de seus pequenos obstáculos escondidos pelo chão, mas aos poucos eu fui ganhando altitude. Ficava sempre buscando qual lado da trilha estava melhor para trilhar, aproveitava e dava alguns “bom dia” e seguia subindo.

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Perto do cume, ficou realmente difícil de seguir por fora da trilha porque eram muitas pedras e, por mais que não chegassem a ser uma escalada, aumentava muito o risco de algum acidente. Segui mais devagar abrindo passagem para os poucos corredores que ainda estavam no caminho e cheguei no Tete de la Tronche (2.584 m) junto com os últimos corredores que vinham do outro lado. Foram quase 2.000 pessoas que cruzaram o meu caminho na direção contrária.

Esse podia não ser o ponto mais alto destes onze dias, mas com certeza foi um dos mais difíceis. A minha recompensa estava no visual 360º de montanhas tão lindas… Já tinha aceitado o fato de que não veria o Mont Blanc antes do final. Aproveitei a vista e almocei me deliciando com lanche de parma do hotel. Realmente, um dos melhores e mais gratificantes almoços no Tour du Mont Blanc.

Tudo que sobe, precisa descer e então parti para continuar a variante e comecei a descida em direção ao Col Sapin (2.436 m). Essa foi uma das descidas que eu precisei tomar mais cuidado que o normal. Alem de muito íngreme, eram pedras e precipícios do lado de um caminho muito fininho. Durante a descida fiquei ainda mais surpresa com o quanto a UTMB cuida das montanhas. Não tinha nem 1h que o ultimo corredor passou ali e já haviam pessoas retiram todos os marcadores do caminho. Percebi que nestes cinco dias de trilha eu também não tinha cruzado com nenhum papel ou sujeira pelas trilhas. Espero que algum dia cuidem bem assim das trilhas no Brasil também.

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Não demorou muito e eu cheguei ao Col Sapin que, como eu já tinha tido toda a vista dele la de cima do cume, não tive grandes surpresas e então já tratei de continuar o caminho. Porém, este era o momento de tomar mais uma decisão importante: já continuar descendo em direção ao refúgio ou encarar mais uma subida e alguns quilômetros a mais para outra variante.

Apesar da manhã puxada, eu não estava me arrastando e ainda tinha bastante tempo e então decidi pegar a segunda travessia do dia. Mal sabia eu que seria o primeiro momento que eu iria trilhar realmente sozinha e, a partir deste ponto, só veria alguém de novo quando chegasse no refúgio.

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Antes de começar a próxima subida, seguindo a tradição de um col, tinha um pouco mais de descida que dessa vez não era tão íngreme, mas ainda continuava sem folego por uma das vistas mais lindas e diferentes da trilha que era uma montanha rochosa que parecia ser formada apenas de pedras e uma cachoeira sensacional que se formava desde o col desta montanha e vinha desembocar nos meus pés (2.280 m). Era realmente uma das cenas mais diferentes que eu tinha visto e já havia compensado a decisão de mais uma subida.

Comecei a subir me aproximando destas montanhas rochosas subindo ate que cheguei no Pas Entre Deux Sauts (2.524 m) que parecia mais um Col e sua tradução seria “Passo entre dois Saltos”, seriam os saltos cachoeiras? Esse é o único “cume” sem uma foto de saltito porque eu realmente dependo de outra pessoa para essa foto e não sei explicar porque não tem um daqueles vídeos de eu girando mostrando todas as vistas. Talvez eu realmente estivesse começando a ficar cansada no dia.

Parti para descer do outro lado do passo para, finalmente, a última descida do dia. Eu realmente não sei dizer se no espaço paralelo à cachoeira anterior havia outra cachoeira porque eu fiquei tão perplexa pela imagem que apareceu na direção da trilha, que eu acabei não olhando para trás. Pelos mapas, acredito que era a Aiguille De l’Eveque que a cada passo que eu dava, eu ia chegando mais perto e mais perto…

Até que eu avistei algumas casinhas com telhado brilhante. Seria ali o refúgio? Apesar da vista mágica, este dia realmente difícil estava pesando e a descida que não era curta (aproximadamente 500 metros) faziam eu querer chegar logo. Porém, aquele não era o refúgio e teríamos que continuar nosso caminho rumo à montanha nevada…

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Aquela montanha rochosa com parte de seu cume ainda coberto em gelo e as nuvens que brincavam de esconde-esconde compunham uma das cenas mais especiais. Eu estava tirando infinitas fotos conforme a trilha me mudava de ângulo ou as nuvens de posição e depois de quatro dias de trilha com a minha câmera sempre presa ao seu pau-de-selfie (que permitia todos os super vídeos 360º), eu lembrei que eu tinha um tripé! Eu realmente havia me preparado para trilhar sozinha e pela primeira vez eu estava realmente sozinha. Lembrei dele quando cruzei com uma pedra e vi o enquadramento perfeito e pensei “tenho que sair ali” e tirei uma das minhas fotos favoritas de todo o TMB.

Não muito mais a frente, o Rifugio Bonatti apareceu e foi ainda mais inacreditável o quanto ele estava colado no Aig. De l’Eveque. Entre os dois havia somente o vilarejo de La Vachey e mesmo com o vale entre as duas montanhas, era muito perto!

Cheguei no refúgio encantada e parece que o meu cansaço foi embora. Aproveitei que ainda era cedo, deixei a minha bota na sala de botas e fui buscar uma taça de vinho para curtir a vista quando vi uma das maiores delicias do Tour du Mont Blanc: biscoitinhos caseiros do Bonatti! Juntei um pacotinho ao meu vinho e sentei lá fora nas mesinhas que pareciam pic-nic ao lado da montanha.

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Começava a esfriar e então eu fui para o banho que lembrava o do Refugio Elizabetta com a agua quente controlada por fichas. Aproveitei que eles tinham uma sala especifica com varais para secar roupa e já lavei de novo. E então fui para o jantar no grande salão onde já haviam lugares marcados. Fiquei feliz em reencontrar a Chloe que eu não via desde a pizza da noite anterior e ela me apresentou a Lannie que estava vindo da Austrália e também trilhava sozinha. À nossa mesa se juntou a Danielle que vinha de Nova Iorque e fechava o nosso quarteto de mulheres trilhando sozinhas, cada um de um continente e experiências e histórias completamente diferentes.

Para começar o jantar, veio uma saladinha com grãos-de-bico e outros legumes que eu bem gostosos (e olha que sou chata com salada). Na sequência, veio uma sopa que parecia misturar legumes e carnes e estava uma delícia, realmente parecia uma sopa que minha avó de descendência italiana faria. No prato principal, havia uma omelete com frango, batatas e…

E mais algum acompanhamento que eu realmente não gostava e eu não servi no meu prato. Dessa vez tivemos novamente o nosso “quarto prato” com algumas fatias de queijo e então finalmente a sobremesa. A princípio, achei que seria sem graça, iogurte, manga e calda de frutas vermelhas, mas estava surpreendentemente saborosa. Porque sobremesas tão pequenas quando tão boas?

Essa era uma noite mágica…. Poucas nuvens no céu mostravam diversas estrelas, mas o mais especial era a lua quase cheia que iluminava a montanha ali do nosso lado. Tentei com o tripé tirar algumas fotos noturnas, mas a câmera que já era compacta, a prova d’água, anti-shock e não congelável, não apresentava muitas ferramentas para fotos noturnas. As minhas habilidades, ou falta delas, para fotos também não ajudaram, mas aqueles borrões brancos no céu preto fazem meu coração sorrir sempre ao lembrar.

Apesar de lindo, fora do refúgio estava bastante frio e chegou a hora de dormir. Dessa vez eu iria dormir em um daqueles quartos coletivos onde parecia ser uma única cama imensa com colchões para 10 pessoas. Não era desconfortável, mas tantas pessoas no mesmo quarto atrapalhava um pouco. De qualquer forma, havia sido um dia bastante pesado e eu estava tão cansada que simplesmente capotei. Amanhã seria um novo dia e um novo país: É hora de pisar na Suíça.


Leia os relatos anteriores

  • Chegando no Tour du Mont Blanc: De cirurgia no joelho a Les Houches


5º dia em números (valores aproximados)

 

Distância total 16 km
Aclive 1.600 metros
Declive 800 metros
Cols 2 (Col Sapin e Pas Entre-Deux)
Variantes 2
Duração 7:30 (Paradas extras: infinitas mini paradas pela UTMB)
Fronteiras 1
Corredores Ultra 1.600
Cume Tete de la Tronche

Gastos

Descrição Valor
Gelatto
Hospedagem (cama + jantar + café da manhã) € 50,00
Jantar
Café da Manhã
Gasto extra no Almoço
Vinho + biscoitos € 15,00
Total € 75,00
Total ACUMULADO € 394,00

Tradicional garota da cidade grande (São Paulo – SP) teve seu primeiro contato com trilhas em 2013 no Peru, mas só veio descobrir as belezas da sua vizinha Mantiqueira em 2015.

Apaixonou-se pelas montanhas e passou a se dedicar ao trekking e à escalada por diversos cantos do Brasil além de Peru, Chile, Venezuela, França, Itália e Suíça. Completou os 180 km do Tour du Mont Blanc sozinha após uma cirurgia no joelho.

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