Dia 3 no Tour du Mont Blanc: De Ref. Croix du Bonhome FRA (2.443 m) a Ref. Elizabetta ITA (2.195 m)

Hoje foi um dia de realmente acordar cedo! Além de ser um dia mais pesado com variante, a vontade de, finalmente, ver um nascer do sol era imensa. Acordei bem cedo e fui tentar me arrumar para tomar o café da manhã já com tudo pronto.

Foi um grande desafio porque a roupa que eu havia lavado na tarde anterior ainda estava muito úmida e fria pelo ar fresco da manhã. Achei melhor deixar a camiseta para vestir após o café da manhã e quando já fosse andar. Lá fui eu andando pelo refúgio com as calças geladinhas.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Desci para ver o nascer do sol da varanda e foi um grande presente das montanhas. Incontáveis nuances entre vermelho, laranja e rosa cobriam o céu e começavam a desenhar as silhuetas das montanhas pelo horizonte que era tão próximo. Os filetes de céu azul anunciavam que aquele seria um dia com tempo bom e então eu poderia fazer a variante. Um começo de dia tão mágico só fazia meu coração se encher da certeza que aquele seria um dia especial. Mal posso esperar para começar a trilhar.

Depois de tomar o café da manhã seguindo a estrutura básica dos refúgios, eu fui buscar o meu piquenique do dia e me deparei com o maior lanche que eu poderia imaginar. Se os lanches anteriores já tinham sobrado no final do dia, esse que continha até cuscuz, poderia durar ao menos 3 dias.

Como eu não via sentido em carregar tudo, dividi meu almoço com o casal de israelenses do meu quarto (não eram os mesmos que eu havia cruzado na trilha! Realmente era uma nação que estava dominando o Tour du Mont Blanc), vesti a minha camiseta fria e parti com o Zinho e o Abacatinho para o que seria um dos mais memoráveis dias do Tour du Mont Blanc.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Para começar o dia, iríamos fazer uma variante pelo Col de Fours e os primeiros passos me levavam de volta ao ponto mais alto do dia anterior no Col de la Croix du Bonhome. Foi especial subir aquele cume deixando para trás aquele refúgio tão mágico. Meu coração se enchia de uma sensação de que eu estava exatamente onde eu deveria estar depois de mais de 30 anos de situações turbulentas na vida. Assim como todos os Cols, para chegar neste, era preciso superar uma subida.

Pelo menos, esta não seria tão longa e em menos de 1 hora eu já havia encontrado o primeiro ponto importante no dia. Interessante que neste Col, não havia uma plaquinha, na verdade, a marcação de sua altitude de 2.685 metros estava pintada pelas pedras que formavam a sua divisão. O clima estava gostoso fresquinho e não havia quase nuvens no céu.

Ali em cima daquele amontoado de pedras que estava fazendo parte do Col havia um menino cozinhando algo em seu fogareiro. Eu me aproximei e perguntei se ele estava preparando um café quando ele me respondeu entregando o sotaque britânico: Não, é chá. Você quer? Apesar de não ser muito fã de chá, achei que não seria educado recusar de um britânico. Sentei para batermos um papo e contei a ele a minha vontade de ir ao Tetê Nord des Fours que estava bem visível e próximo de onde estávamos que seria um cume fora do Tour du Mont Blanc.

A princípio ele ficou preocupado de quanto tempo demoraria e os relatos que eu encontrei eram de, aproximadamente, 20 minutos. Ele ficou terminando de ajeitar os itens do seu chá enquanto eu comecei a minha jornada sozinha.

Eu estava seguindo rumo ao que seria o ponto mais alto que eu chegaria trilhando em toda essa jornada e foi ainda mais especial do que eu pensava. Apesar de ser visível uma trilhazinha marcada perto do cume (que ali nem precisava de tão clara que era a navegação), o começo do caminho de pouco mais de meio quilometro eram apenas um grande amontoado de pedras. Seria realmente um teste de navegação porque não havia GPS que pudesse ajudar ali.

Visualmente, eu sabia qual era o sentido que eu deveria andar porque o cume estava fácil de encontrar, porém, foi um grande trabalho de identificar quais pedras subir ou descer, ir pela direita ou pela esquerda, evitar pedras soltas, evitar barrancos ou pontos que poderiam não ser seguros.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Quando eu cheguei no pedaço final com a trilha demarcada eu senti o máximo de orgulho do meu lado montanhista. Ali havia sido uma grande provação. Mesmo que curtinha, havia sido a primeira trilha sem demarcação que eu havia conseguido navegar sozinha. Me senti montanhista-gente-grande. Quando estava chegando no cume o Vlad já estava se aproximando e eu senti um misto de emoções porque por um lado eu estava adorando conversar comigo mesma e curtir os meus sentimentos, enquanto no outro era uma pessoa que poderia tirar minha foto tradicional de cume com o saltito. Esse momento foi um grande presente das montanhas, não so por tudo que eu estava sentindo e realizando mas porque o céu estava quase perfeito.

Eu disse que o Mont Blanc iria fazer charminho até o final da viagem e assim ele continuou! O céu estava lindo, mas dentre as poucas nuvens que apareciam, uma estava lá! Cobrindo o cume do Mont Blanc. Isso não fazia da vista menos especial. Eram tantas montanhas, tantas cores, tantos caminhos. Foi fácil entender porque o montanhismo moderno havia surgido naquela região e as palavras de Mallory ao tentar explicar porque os homens sobem as montanhas “Porque ela está lá”.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Depois de me ajudar com as fotos, o Vlad começou a descer enquanto eu namorava um pouco mais aquela vista. Estava tão encantada que esqueci por um tempo o quão exigente seria aquele dia. Tomei de volta o meu caminho pelas pedras para perceber que havia um trajeto ainda melhor e mais seguro voltando um pouco para antes do Col. Cheguei em segurança de volta ao Tour du Mont Blanc oficial e continuei para descer do outro lado do Col. A vista atrás do Mont Blanc era cada vez mais linda e eu ia em direção a um valo que do lado esquerdo havia um glaciar e à direita montanhas de cores quase indescritíveis.

A descida segue bastante íngreme porque são 1.000 metros de declive em pouco mais de 5 km. Quando já havia passado da metade, cruzei de novo com o Vlad que estava descansando e me questionou se onde estávamos era a trilha certa. Foi a primeira vez que eu chequei o GPS e ele tinha razão. A trilha correta estava seguindo paralela 150 metros para a direita. Como eu sou rápida na descida e estava deslumbrada pela vista, acabei não vendo uma bifurcação 500 metros antes que faria todo o sentido ter virado à esquerda.

Com o dia bonito, navegação visual boa, decidimos “varar mato” ate a encontrar a trilha correta. Foi uma aventura já que a trilha cruzava um rio e nós tivemos que encontrar o ponto mais seguro para atravessar.

O restante da descida foi uma aula de como a cultura de montanha existe na Europa ou, no caso do Vlad, na Inglaterra. Ele tinha 19 anos e estava começando a faculdade onde ele havia entrado para o clube de montanhismo da University of Lincoln. Ele havia feito parte de grupos de escoteiros quando criança e, em poucos meses do clube, já haviam aprendido o suficiente para estar ali sozinho acampando e já guiava 5ºsup brasileiro na escalada em rocha… Pensando que eu tinha conhecido a Mantiqueira e escalado pela primeira vez já aos 27 anos. Adotei o Vlad como irmão mais novo por aquele dia.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Quando parecia que a descida estava terminando porque nos aproximávamos de algumas casas, avistamos as primeiras e únicas vaquinhas daquele dia. Não tentei fazer amizade porque elas estavam um pouco longe e aquele dia ainda seria muito longo. Ao alcançarmos a casinha (Ville Glaciers 1.798 m), percebemos que aquelas vaquinhas não estavam apenas curtindo a vista, elas estavam lá a trabalho porque moravam em uma fazenda de queijo.

Pude visitar toda a produção e comprar um pouco de queijo. Como já era próximo do horário do almoço, comprei dois pedaços: um que eu devorei na hora e o outro que guardei para comer com vinho no refúgio.

Depois de forrar a pança com o queijo, foi mais tranquilo andar os quase 2 km até o refúgio Mottets (1.870 m) para sentar com calma para almoçar (lição aprendida no primeiro dia de não esperar ate tarde para almoçar), aproveitando para comprar uma Coca-Cola. Este refúgio é realmente lindo à base do Glaciar des Glaciers. Vale muito para quem quer deixar o segundo dia mais longo.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Quando estávamos saindo do refugio para retomar a trilha rumo ao próximo col, avistamos marmotas. Apaixonada pelos animaizinhos, tentei fazer amizade com elas, mas foi impossível! Ao sinal de qualquer aproximação humana, elas saem correndo para dentro de suas tocas que pareceram ser tuneis infinitos.

Me sentia em uma versão ao vivo daqueles videogames que os animais se escondem na toca e foi uma divertida forma de gastar energia… Mas eu não deveria estar gastando energia e nem enrolando…

Hora de arregaçar as mangas e partir para o próximo col. E como chega no Col? Subindo! Essa, para variar, não seria uma subida fácil com seus quase 700 metros de aclive. Nesse momento, cruzamos com o grupo de israelenses que eu havia jantada na noite anterior. Eles haviam saído um pouco depois de mim e feito o caminho tradicional sem a variante passando por Les Chapieux (1.554 m) no vale. Novamente, todo meu treino fez a diferença e não era porque eu estava mais rápida, mas porque eu sabia ler o meu corpo.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Nos meus diversos treinamentos, eu entendi que eu não era tão boa em subidas e identificado o ponto de “falta de folego” que eu não poderia chegar. Eu sempre entrava na subida tentando manter um bom ritmo… Mas quando sentia que estava puxado, eu ia diminuindo e diminuindo o ritmo até que às vezes eu achava que eu estava quase indo de ré, mas eu não parava! Manter o meu corpo sempre antes de chegar no meu limite de exaustão, fazia com que eu nunca ficasse esgotada ou precisasse fazer longas paradas.

Dessa forma, os israelenses partiam em velocidade à minha frente, mas vira e mexe, eu passava quando eles faziam as suas longas paradas de recuperação. Eu parava, lógico que parava, mas eram paradas bem curtas.

Não foi muito depois que o time com pressa acabou ficando para trás, e eu só encontraria eles de novo no final da tarde no refúgio. A subida era muito bonita e estávamos circundando o glaciar, cruzando pequenas cachoeiras formadas de degelo. Um cenário cada vez mais bonito que antecedia a um dos momentos mais esperados do Tour: a fronteira entre países pelo meio da montanha.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

E foi então que, algumas horas depois, chegamos ao Col de la Seigne (2.516 m) que marca a divisão entre a França e a Itália. Fisicamente, ele não era diferente de nenhum dos outros cols que eu havia passado, em alguns relatos eu havia lido que algumas pessoas haviam encontrado uma linha da divisão entre os países marcada por pedrinhas… Isso nada mais havia sido construído pelos próprios trekkers. Mas então nada marca a fronteira? Não tem alguma alfândega? Não, realmente não tem. Todos os países do Tour du Mont Blanc fazem parte do Acordo de Schengen que abriu as fronteiras e permitiu a livre circulação entre as pessoas. Sorte nossa!

Neste col em especifico, havia uma bandeira da Itália e eu, com o sobrenome tradicionalíssimo Cavicchioli, não poderia deixar de me emocionar de chegar ao país de minhas origens com meus próprios pés. Mesmo com o tempo esfriando um pouco, curti como pude este col e até encontrei um dente-de-leão, minha flor favorita, para soprar aos ventos agradecendo por ter começado o Tour du Mont Blanc tão bem e pedir proteção para os próximos dias.

O Vlad, como bom britânico, aproveitou o descanso e o friozinho que aparecia para fazer um chá que compartilhamos cada um sentado em um país enquanto curtíamos a vista dos glaciares que escondiam o cume do Mont Blanc.

Tivemos a sorte de chegar ao col quando um grupo estava saindo, tivemos tempo suficiente de curti-lo até outro grupo chegar e então percebemos que era hora de partir pelos primeiros passos para dentro da Itália. Como sempre, do outro lado do Col havia uma descida e, para variar, muito íngreme. Fiquei até surpresa de cruzar com uma dupla fazendo este trecho ao contrário com bicicletas. Era tão íngreme que elas eram obrigadas a carregar as bicicletas em vez de pedala-las.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Pouco mais de 150 metros abaixo encontramos La Casermetta, uma pequena casa que hoje é ocupada por um museu do Tour du Mont Blanc. Além de uma maquete perfeita de todo o maciço (e o caminho do Tour du Mont Blanc ao seu redor), imagens fantásticas do montanhismo moderno e também contando a sua história.

O Vlad estava me contando nesse ponto que ele teria que ensinar os novatos do clube de montanhismo como navegar com bussola e mapas. Com um pouco de vergonha, dividi com ele que apesar de todo meu conhecimento de navegação, não sabia usar muito bem a bússola e então fui sua cobaia para a aula de navegação no que parecia o cenário mais surreal para uma aula tão básica.

A descida vai ficando menos íngreme conforme se entra no vale Veni e é extremamente mágico quando se avista o Refugio Elisabetta escondido por entre as montanhas e tentando esconder um glaciar e sua cachoeira. Refúgio é ainda relativamente alto a 2.195 metros e depois de um dia bastante longo com muitas subidas e descidas, os 50 metros para subir e chegar até ele foram particularmente difíceis. Me despedi do Vlad antes da subida final. Ele estava acampando e ainda precisaria procurar um lugar que fosse permitido acampar.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Aproveitei que não cheguei tão tarde já que havia saído cedo do refúgio e os raios de sol que ainda batiam e fui tomar um banho na cachoeira do glaciar. Só que não. Assim que eu tomei coragem e tirei a roupa, algumas nuvens cobriram o sol e o frio do vento predominou. Só consegui molhar as pernas e sentar rapidamente em uma pedra por onde as águas passavam. Aproveitei o tempo livre para curtir o delicioso queijo que eu havia comprado na fazenda com um vinho na maravilhosa varanda do Elisabetta.

Foi quando a Chloe e o Paul reapareceram. No dia anterior eles haviam dormido no Mottets e este dia havia sido curto, então eles aproveitaram para fazer trilhas para mais próximo do glaciar. Ficamos batendo papo até que começou a esfriar ainda mais e achei melhor ir tomar o banho e descobrir mais um dos processos de banho únicos do Tour du Mont Blanc.

Como o Elisabetta fica nas montanhas, todo seu aquecimento é solar e para ninguém abusar da água quente, cada pessoa tem direito a um número limitado de litros quentinhos. Esse controle é feito por uma ficha que parece de fliperama que é colocada junto do chuveiro e em poucos instantes começa a sair a água quente. Sem ter a menor ideia de quantos litros eram ou o quanto eu gasto em um banho, fui economizado. Molhei cabelo/corpo e desliguei o chuveiro para ensaboar e repeti o processo em todas as fases do banho com shampoo e condicionador. Ainda sobrou água para alguns minutos de relaxamento com a água correndo pelo corpo. Depois de quentinha e relaxada, fui para o salão principal jantar.

Tour du Mont Blanc

Foto: Thaís Cavicchioli Dias

Em um salão com diversas mesas coletivas, dessa vez não haviam lugares marcados e para começar o banquete veio uma pequena espécie de bruschetta com tomates frescos e bem temperados. Em seguida veria o prato que seria a tradicional entrada com massa na Itália, mas veio um delicioso ristotto de legumes. Incrível como mesmo para mim que não gosto muito de legumes, estava extremamente saboroso. Para o prato principal veio uma espécie de carne suína com molho bem leve acompanhando de novo polenta, mas dessa vez ela era bem diferente e bastante concentrada.

Ao lado, no prato, havia vagens que quem gosta adorou… É existe um lado fresco na minha alimentação. Para fechar, veio o que seria minha sobremesa favorita de quase todo o Tour du Mont Blanc, uma espécie de pudim de leite condensado com uma calda caramelizada e chantilly. Dos deuses das montanhas! Tentei de todas as formas repetir, mas realmente não tinha mais.

Como ainda estava cedo, aproveitamos eu, Chloe, Paul e o time de Israelenses para jogar algumas partidas de baralho. Foi muito divertido cada um de sua nacionalidade diferente trazendo um jogo novo para a turma. Aproveitei que todos estavam em quartos diferentes para conhecer mais do refúgio que tinha nas suas paredes um pouco da história do montanhismo italiano. O refúgio tinha 2 andares sendo que o térreo e o primeiro andar (onde eu estava) tinham quartos de diferentes tamanhos com mais ou menos beliches.

O terceiro andar era um único quarto gigante com infinitos colchões lado a lado. Eu nem tinha escolhido o meu quarto, mas achei que estaria feliz no menor. Mesmo com menos pessoas (6) o quarto ficou bastante quente a noite e eu agradeci pelas meninas que tiveram a brilhante ideia de abrir um pouco a janela. O incomodo maior foi o único homem do quarto que simplesmente não parava de roncar. Até a namorada dele já estava reclamando. Eu não liguei muito já que achava que o dia seguinte não seria tão pesado e o sono não faria tanta falta.


Leia os relatos anteriores

  • Chegando no Tour du Mont Blanc: De cirurgia no joelho a Les Houches


3º dia em números (valores aproximados)

Distância total 19 km
Aclive 1.100 metros
Declive 1.260 metros
Cols Col des Fours e Col de la Seigne
Variantes 1
Duração 8:30 (Paradas extras: Cume, fazenda de queijo, almoço e fronteira)
Fronteiras 1
Extra Cume fora da trilha: Tete Nord de Fours

Gastos

Descrição Valor
Piquenique € 12,00
Acomodação € 20,00
Jantar € 20,00
Café da Manhã € 10,00
Gasto extra no Almoço € 4,00
Vinho + queijo € 10,00
Total € 76,00
Total ACUMULADO € 206,00

Tradicional garota da cidade grande (São Paulo – SP) teve seu primeiro contato com trilhas em 2013 no Peru, mas só veio descobrir as belezas da sua vizinha Mantiqueira em 2015.

Apaixonou-se pelas montanhas e passou a se dedicar ao trekking e à escalada por diversos cantos do Brasil além de Peru, Chile, Venezuela, França, Itália e Suíça. Completou os 180 km do Tour du Mont Blanc sozinha após uma cirurgia no joelho.

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