Ensinamentos sobre tensão corporal que ninguém nunca te contou

Quem assistiu ao filme “Progression”, há cenas de treinamento do campeão mundial Patxi Usobiaga.

Basta assistir ao filme para concluir que Patxi é uma máquina e pela quantidade, e qualidade, de seus treinamentos não foi campeão mundial por acaso ou sorte

Parafraseando a comunidade de personal trainer, quem tem preguiça (ou vergonha) de treinar não fica em forma.

Foto: http://www.nevasport.com/

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Um dos “segredinho”s da escalada é ter uma boa tensão corporal , para que possa suportar grandes negativos e tetos, e até mesmo movimentos que necessitam distribuir o esforço por todo corpo para isso. No filme “Progression”, Patxi Usobiaga aparece realizando exercícios de tensão corporal em um “ab-slider”.

Aparelho qual não é tão caro, e que funciona muito bem para quem não tem tempo, ou recursos, para fazer complementos com Pilates, ou frequentar Biomecânica Funcional.

Porém, fica a pergunta? O “ab-slider” funciona?

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A maioria dos aparelhos destinados à execução de abdominal que aparece na televisão, são apenas indicados para o iniciante que nunca fez esse tipo de exercício.

Geralmente têm formato que induz a execução correta, isso analisando sob a ótica da biomecânica de aproximar a origem à inserção para haver a contração, o que considero importante no iniciante.

Ou seja, aprender corretamente o movimento e isso não dispensa orientação profissional. A falha desses equipamentos é que eles são projetados para um determinado biotipo não permitindo regulagem para o baixinho, o gordo e o “zé grandão”.

Aqueles abdômens definidos do tipo “tanque de lavar roupa” que normalmente acompanha a propaganda não se consegue só com o aparelho.

Depois de um período inicial de aprendizagem é importante abandoná-lo e fazer o abdominal com sobrecarga progressiva. Claro, fazendo parte de um programa completo de atividades físicas.

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Quanto à lesão, qualquer exercício mau executado pode causar danos. No caso, nunca é demais lembrar dos cuidados com a coluna dorsal que deve estar sempre apoiada e as pernas flexionadas na execução do “antigo” abdominal supra umbilical.

O ato de flexionar as pernas visa anular a ajuda dos flexores de quadril, isso inclui não fixar os pés no chão, seja por ajuda de alguém, prender em algum batente ou mesmo estar com caneleiras pesadas no tornozelo fazendo o abdominal.

Os novos aparelhos que estão, na verdade, ressurgindo das cinzas em decúbito ventral, que mais parece um brinquedo com uma ou duas rodinhas, onde o aluno segura com as duas mãos de bruço e ficando de joelhos e escorregando para frente num “vai e volta” tem a intensão de trabalhar, e realmente trabalha, o transverso do abdome. Só que ele deve, na minha opinião particular, somente ser usado por pessoas muito bem treinadas e fortes.

Não é para iniciante

Não é difícil fazer uma análise biomecânica desse aparelho observando os braços de alavanca. A lombar faz um ponto de apoio sobrecarregando as L3 e L4 e respectivos discos intervertebrais, especialmente, perigoso principalmente para quem não tem força no abdome. A falta da força acaba levando o aluno a hiperlordizar a lombar. Esses aparelhos foram condenados no passado exatamente por isso.

Ora! Quem tem força no abdome também não precisa desse aparelho porque existem outros métodos mais seguros.

Todos os exercícios de abdome “bem orientados” considero muito mais importante para a saúde do que a visão estética: Proporciona equilíbrio da coluna diminuindo a sobrecarga dos paravertebrais, facilita a respiração, melhora a postura, o trânsito intestinal, a expulsão dos gases, na gestante proporciona um parto melhor com uma recuperação mais rápida e mantém os órgãos internos em bom funcionamento pelo simples fato de mantê-los no lugar anatômico.

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