Subir o Everest estará mais caro em 2015 e algumas expedições são canceladas

O turismo de alta montanha na qual explora as facilidades de realização de cume no Himalaia, em especial ao Monte Everest sofrerá um golpe duro a parir deste ano: os preços e condições de permissões aos turistas.

Segundo informou em seu blog, o cronista Alan Arnette que após a avalanche trágica na “Cascata de Gelo”, ocorrida no último ano, e que tirou a vida de pelo menos 16 sherpas e o cancelamento de todas as expedições ao Everest é o principal motivo.

Entretanto as razões para o encarecimento não são simples, nem únicas.

Segundo Arnette as principais causas pelo incremento de custo das permissões de ascensão ao Monte Everest passa pelo interesse político dos governantes do Nepal (os quais haviam prometido baixar os preços) e pela completa dependência econômica do país pelo montante arrecadado com a exploração deste tipo de turismo.

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Foto: Adrian Ballinger/Alpenglow Expeditions/AP | http://www.npr.org/

Tido no passado como um ícone de ;ultimo lugar a se explorar, o Monte Everest sabe-se hoje que a montanha não é a mais difícil de ser escalada, e sequer figura na lista das “Top-Five”do montanhismo.

O uso por empresas de excursões, que oferecem todas as facilidades aos interessados, já causaram problemas com montanhistas que desejavam uma abordagem não tão carnavalesca como Ueli Steck denunciou em seu filme “High Tension”de que a montanha não mais eram para montanhistas.

Usualmente o preço para as permissões paga-se US$ 11.000,00 (em alguns casos um alpinista independente paga-se US$ 25.000,00), e o governo do Nepal acenou um aumento de 10% na taxa.

Com isso os custos das expedições aumentariam sensivelmente, e faria com que a legião de pessoas que visam utilizar a ascensão como trampolim para a “fama” sofreria um amargo impacto.

Outra causa para o aumento seria a implantação de um seguro de vida dos trabalhadores (conhecidos como sherpas), que foi uma reivindicação dos trabalhadores ao governo nepalense.

O seguro não é obrigatório, e sim sugerido, pode agregar um custo de US$10.000,00 a US$ 15.000,00 às expedições.

Foto: http://www.loe.org/

Foto: Grayson Schaffer | http://www.loe.org/

A terceira grande causa é exclusivamente o interesse financeiro e passa pela taxa de inflação nepalense, que vive um aumento no custo de vida a uma razão de 9,47% ao ano, e sofre pressões internas para que este valor seja repassado aos custos operacionais realizados no país.

Os custos podem também se estenderem às práticas de trekking realizada no país, que desde 2012 toda e qualquer grupo tem de contratar um sherpa para a realização da atividade.

A morte de 40 mortos enquanto realizavam trekking na região do Annapurna, atingida por uma avalanche provocada por ciclone, impacta a decisão de aumentar mais US$ 4.000,00 na conta de quem deseja realizar o turismo.

Por isso, somando todos os gastos necessários os valores podem superar os US$ 40.000,00 no mínimo, a necessidade de um guia ocidental por fazer com que o preço fique US$ 57.000,00.

Cancelamentos

No meio de todo este impacto financeiro, a temporada da escalada recreativa do Everest (no qual até mesmo estrutura fixas estão sendo instaladas para facilitar ainda mais o acesso) algumas empresas que exploram este tipo de serviço já anunciaram o cancelamento de algumas expedições.

Os líderes das expedições de alto nível como Alpenglow e  Himalayan Experience que já haviam colocado sua base de operações para a vertente norte (onde o preço é menor, porém de dificuldade maior) tinham cancelado suas expedições.

A canadense Peak Freaks anunciou na última semana a mesma decisão por não ver transparência pelo governo nepalense, optando por realizar atividades em outras localidades do país, e todo o resto do Himalaia.

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