Review Parque Nacional Los Alerces

Na Argentina, o Parque Nacional Los Alerces é conhecido por ser um dos parques mais organizados, com excelente infra-estrutura, camping gratuito, e natureza exuberante.

Para adentrar o parque é necessário pagar uma taxa, que é diferenciada pela localidade ou país que mora. Para a pesca lá, também é necessário pagar por uma licença, que também é diferenciada de acordo com sua nacionalidade, ou endereço de moradia na Argentina.

Por ser um parque bem urbanizado, com pequenas vilas de chalés e cabanas há uma quantidade muito grande de pessoas aos fins de semana, e, claro, em período de férias.

Nos dias que eu estive presente fez um grande calor, e as águas de seus lagos foram invadido por banhistas. Apesar de ser um programa “farofeiro”, é uma boa opção para se conhecer pessoas. Mesmo com uma quantidade impressionante de pessoas se refrescando no lago, a area e água estavam limpas, e toda a sujeira estava acumulada nas lixeiras.

No parque todas as trilhas são muito bem marcadas, porém as mais difíceis e longas (algumas de 8 horas de duração) é obrigatório o registro no centro turístico. Tanto na ida como na volta (para acelerar um resgate, caso seja necessário). Para todas trilhas são fornecidos gratuitamente mapas esquemáticos, e sinalização boa para orientar o turista.

Há trilhas para todos os gostos, e formas físicas, porém não há certos mimos como aluguel de cavalos, taxi, charretes, teleféricos e etc.

No “Parque Nacional Los Alerces” não há muitas adaptações de montanha para rebaixar ao nível do turista. Os próprios orientadores perguntam como está a sua forma física e se está preparado para enfrentar o desafio. O interessado em fazer a trilha que deve estar no nível existente da montanha.

Em algums trekkings é possível ir até montanhas com 2000m acima do nível do mas ainda com neve em seu topo.

Dentro do parque há campings gratuitos, que são os preferidos por jovens mochileiros. Mesmo sendo gratuitos possuem banheiros (sem chuveiro), provedoria, e proximidade ao lago. São extremamente seguros, e não há praticamente nenhum incidente de segurança no parque.

O preço dos alimentos nas provedorias (que também fazem sanduíches e pizzas) são bem convidativos, e é uma boa alternativa para quem não planeja carregar muita coisa na mochila. Há ainda cervejas e vinhos para animar o ambiente do camping e integrar mais quem estiver por lá.

Porém, por algum motivo que eu desconheço, há uma prática e costume na Argentina que é no mínimo curioso : Praticamente todo os campistas e mochileiros não usam fogareiro. Todos estão acostumados a fazer fogueiras para esquentar sua comida ou mate. Nos campings (seja no parque ou qualquer um dos visitados) há espaços para churrasco (reconhecidamente como o melhor do mundo), e não houve um dia sequer que estive em qualquer camping à noite em que não houvesse uma pessoa assando uma carne à maneira argentina.

Porém há um certo numero considerável de turistas (em especial gringos como americanos e espanhóis, e mesmo os argentinos) que mesmo com a proibição de não atear fogo fora da área de fogueiras, improvisam fogueiras colocando em risco todos do camping e do parque. Há vigilância dos guarda-parques sobre isso, porém nem todo mundo colabora.

A beleza do parque é impressionante. Mas uma observação deve ser feita : é muito importante que o turista “trekker” tenha consciência de que sem equipamento apropriado para a prática, acabará “visitando” a enfermaria. Para ilustrar bem , TODOS os dias haviam pessoas na enfermaria, e algumas vezes até fila de acidentados existia.

Para ir para o Parque Nacional Los Alerces há duas maneiras conhecidas : Saindo da cidade de “El Bolsón”, pode-se descer na parte norte do parque. Há também a alternativa de se tomar um ônibus em Esquel (cidade próxima e que possui aeroporto) . O ônibus é confortável e em 1h já está no principal ponto do parque (Lago Futalaufquen).

Na cidade de Esquel há várias lojas de atividades de montanha com todos os equipamentos necessários e possuem preços razoáveis.

Para visitar o parque esteja preparado para andar. Não há ônibus para levar o turista de um lugar a outro. Caso não possua um carro para fazer os caminhos, se acostume a andar.

Todas as trilhas que fiz nos dias que fiquei eram de belezas únicas, e praticamente todo lugar que se para são lindo para fotos e etc.

À noite no camping, seja ele pago (“camping organizado”) ou gratuito (“Camping Livre”) as pessoas ao anoitecer (A noite cai por volta das 10:40pm) se encontram na provedoria para conversar, e é excelente opção para fazer contatos, trocar idéias e conhecer gente diferente.

De cada 10 mochileiro ecológio argentino, cerca de 8 já visitou ou está visitando o parque.

O que levar:

Barraca que suporte vento
Roupas preparadas para ventos fortes
Roupa de banho
Mochila Confortável
Saco de Dormir para 0º de conforto
Protetor Solar
Tênis / Bota para caminhada
Dinheiro em espécie.
Garrafas de água

Equipamentos testatos

Barraca Apolo da Guepardo : A barraca suportou muito bem (mais uma vez) os fortes ventos noturnos da patagônia, praticamente não tremendo.

Windstopper da Solo : O casaco se mostrou com um excelente custo/benefício. Foi bom abrigo para as noites frias e como vento da patagônia.

Tênis XA PRO 3D Salomon : O tênis se mostrou muito confortável em todas as trilhas, porém em algumas descidas era necessário prestar muita atenção pois era comum virar o pé.

Meias Curtlo cool Max : Em geral as meias com tecnologia CoolMax são as mais indicadas para caminhadas em climas mais quentes. Em fortes caminhadas as meias foram fundamentais para que o prazer de trilhas não virasse pesadelo no dia seguinte. Aguarde o vídeo de avaliação deste equipamento.

Meias Lorpen : As meias lorpen são muito boas, mas acredito que são mais indicadas para um trekking em locais mais frios. Não causaram bolhas nos pés, porém senti que esquentava em excesso, e algumas vezes ficou úmidos em excesso no final do dia. Quando foi usado por cima de uma meia fina teve um rendimento superior. Aguarde o vídeo de avaliação deste equipamento.

Toalhas de rápida absorção: As talhas para banhos no lago foram fundamentais. Teve rendimento satisfatório e não pesavam em excesso na mochila. Aguarde o vídeo de avaliação deste equipamento.


Sobre o Autor

Luciano Fernandes

Luciano Fernandes

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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