Quais são as 10 entidades certificadoras de guias de montanha mais reconhecidas em todo o mundo

Qualquer pessoa que vá necessitar de um guia especializado para a sua atividade de montanha se preocupa muito pouco com a obrigatoriedade de que tipo de certificação ele possui. Isso é um aspecto que o esporte precisa evoluir muito ainda. No mundo, a cada ano, cresce o número de associações que possuem o objetivo de certificar pessoas a serem guias de montanha.

No Brasil há uma entidade no Rio de Janeiro, a Associação de Guias, Instrutores e Profissionais de Escalada do Estado do Rio de Janeiro (AGUIPERJ) que procura regulamentar este tipo de atividade, mas possui foco principal nos profissionais do estado. Por isso há ainda muitos indivíduos que exercem a atividade no Brasil sem a preocupação de possuir um certificado.

Uma pessoa certificada pela AGUIPERJ não necessariamente terá sua certificação reconhecida em alguns lugares como Patagônia, Yosemite e Mendoza (Aconcágua). Há exceções, claro, mas dependente de algumas burocracias. Portanto há ainda um longo caminho a ser percorrido para uma unificação entre estas certificações pois no Brasil não há, pelo menos oficialmente, uma Associação Brasileira de Guias de Montanha.

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Em muitos países guias de montanhas são obrigados a completar treinamento necessário, além de exame rigoroso (com taxa de aprovação em torno entre 60 a 70%), para obter a certificação necessária para exercer a profissão de maneira legal.

O valor investido também não é irrelevante. Tomando a ENSA (Escola Francesa de Ski e Montanhismo), uma das mais antigas da França, como exemplo : é cobrada uma taxa de € 11.000 para o curso de três anos. Já o Mountaineering Guide School (MGS) nos EUA exige 5 a 6 anos de treinamento intensivo e cobra US$ 24.000.

A força de uma associação de montanhismo, assim como seu prestígio e representatividade, dependem muito do número de associados (adimplentes obviamente). Mais do que nunca neste aspecto vale a frase “a união faz a força”. A título de curiosidade a cultura de existir a profissão de guia de montanha começou a ganhar corpo, e relevância, na Europa no século XIX quando o alpinismo foi oficialmente reconhecido como disciplina esportiva. A cultura de guias de montanha no mundo ocidental (leia-se América do Norte, Central e do Sul) vêm da evolução desta cultura.

Atualmente há uma organização mundial que regulamenta cada uma destas associações nacionais de guias : International Federation of Mountains Guide Association (IFMGA). Fundada em 1965 a IFMGA representa mais de 6.000 profissionais de mais de 20 países. Esta associação internacional de guias é a mais reconhecida e respeitada por profissionais e montanhistas em todo o mundo.

Podemos considerar que a IFMGA é, guardadas as devidas proporções, a entidade máxima para guias de montanhas, mas cada associação local pode ser organizada de acordo com suas próprias regras (desde que siga alguns parâmeros, obviamente).

Associações mais reconhecidas

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De acordo com a IFMGA, levando em conta os 25 países que está presente e fazem parte da IFMGA network, as 10 maiorres entidades representativas de guias de montanha são :

Cada uma destas associações faz parte da rede IFMGA e suas certificações possuem reconhecimento internacional.

Caso algum brasileiro queira seguir carreira como Guia de Montanha com certificação internacional a opção mais em conta é fazer o curso de guia de montanha em Mendoza, na Universidade de Montanha.

Vale a pena cerificar-se ?

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Trabalhar como guia de montanha é um trabalho que em certos países sem uma cultura de montanha consolidada, como o Brasil, pode ser bastante ingrato e sem muito reconhecimento. Porém em certos lugares, como Chamonix e outros lugares nos Alpes, os guias de montanha certificados pela IFMGA chegam a ganhar de € 200,00 a € 400,00 por dia.

As certificações de associações que fazem parte da IFMGA fazem com que a pessoa esteja preparada para atividades de montanha em qualquer lugar do mundo, além, obviamente, ser reconhecido internacionalmente.

Mais informações : https://mountainplanet.com

Sobre o Autor

Luciano Fernandes

Luciano Fernandes

Engenheiro e Analista de Sistemas, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha e Argentina. É totalmente dedicado ao esporte de escalada em rocha e é apaixonado em filmes Outdoor. Para aproveitar melhor esta paixão fez curso de documentário na Escola São Paulo, além dos cursos de “Linguagem Cinematográfica” e “Crítica de cinema”. Foi jurado do Rio Mountain Festival. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Espanha, Uruguai e Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá.

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