Por que parceiros de escalada e amigos são duas coisas diferentes? Uma explicação simples

Para escrever sobre este assunto deixei minhas ideias vagarem, vagarem, e comecei a me perguntar sobre quem seriam meus parceiros e quais seriam aqueles que eu considerava meus amigos.

Quais seriam as diferenças e as características dos dois?

Pensando em amigo este seria aquele que estaria a meu lado a qualquer momento, seria aquela pessoa que poderia contar, que compreenderia cada dizer e cada silêncio, que nem mesmo a distância ou o passar dos anos faria apagar o vínculo que existe.

Com o vagar do meu pensamento comecei a lembrar de várias músicas que traduzem bem o que seria um amigo. A frase “amigo você é o mais certo das horas incertas”; “Amigo é coisa para se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração…”; “…Um amigo é uma jóia tão rara, não se encontra em qualquer lugar…

Alegria quando é pra sorrir, na tristeza quando é pra chorar…”. E assim as lembranças, a opinião de amigos e aquilo que nós psicólogos gostamos de chamar de “brainstorm”, começaram a me ajudar a formatar este texto.

Mas e o parceiro? Quem seria aquele que poderíamos chamar de parceiro?

Encontrei uma melhor explicação para o parceiro em uma matéria escrita pelo Prof. Adolfo Plínio Pereira que é consultor de empresas, palestrante e professor universitário onde ele dizia que o parceiro é aquele que se relaciona conjuntamente com a outra parte para atingir objetivos comuns.friends-climb-mountain

Achei também outro comentário na internet , que infelizmente não me recordo onde, e que diz que quando fazemos parceria somos totalmente responsáveis, querendo ou não, das atitudes do outro. Parceria é pacto, aliança, acordo e compartilhamento com responsabilidade.

Mas, voltando a pergunta do início, qual seria a diferença entre ser amigo e ser parceiro?

Penso que estaria no nível de vínculo afetivo que existe entre um e outro.

E em uma escalada, seria melhor estar acompanhado de um amigo ou de um parceiro?

Outro dia lendo a frase de um escalador onde dizia que “Um parceiro de escalada ruim pode estragar tudo” me lembrei de uma cena de escalada que vivi onde uma pessoa, que dava mais corda enquanto a outra escalava fez, sem querer, um nó na ponta da corda. Este nó não permitiu que a corda fosse recolhida ao final da escalada, e ainda nos fez pedir ajuda para podermos recolher a mesma.

Percebi neste recordar o quanto um parceiro ou um amigo é importante nestas horas.

Qual dos dois escolher para estar com você na sua escalada?

Dou a resposta com uma outra pergunta: Qual dos dois vínculos, o de amizade ou de parceria, deixaria você mais confiante neste momento?

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Flávia é formada em psicologia com ´pos graduação em Recursos Humanos e MBA em Gerenciamento de Projetos. Atuou em Florianópolis, São José dos Campos e Rio de Janeiro.
Possui experiência em recrutamento, e é especializada em Treinamento e Aperfeiçoamento de Lideranças. Hoje está entre Itália e Brasil atuando como consultora de RH e Coaching. É praticante de trekking.

There are 3 comments

  1. Moisés R. de Oliveira

    Parceiro de escalada tanto pode ser um amigão seu ou simplesmente alguém que você conheceu em uma tarde no pico de escalada, ou ainda aquela pessoa que não é um amigão mas você confia na sua segurança e ainda tem um papo bom pra descontrair na hora em que se comtempla no cume o horizonte. Tudo depende do grau de comprometimento da sua escalada, eu por exemplo quando vou conquistar uma via ou fazer vias de aventura onde se tem um grau de risco maior não convido qualquer pessoa, tenho meu amigão e parceiro de longos anos de indiadas onde sabemos até pelo olhar o que se deve fazer, escalar nestas condições é como um casamento de longos anos ou amor de pai e filho tem que existir confiança, comprometimento, amor mutuo ao que se faz!!!
    Eu costumo dizer que guia e segurador são um só em uma cordada, um depende do outro e se algo der errado por negligência de uma das partes a outra arca com as consequências também.
    Boas escaladas…
    Moisés R. de Oliveira

  2. Adolfo Plinio Pereira

    Parabéns pelo site Flávia e por citar um dos meus artigos no seu relato. Estou à sua disposição para esclarecer mais sobre o pensamento que está tomando conta das relações nas organizações, ou seja, de que cada vez mais o trabalhador quer se realizar no seu trabalho e busca ali a continuidade de sua vida. Ele não quer mais que o trabalho seja mais um sacrifício obrigatório a todo ser humano, em nome da sobrevivência a qualquer custo. Enfim, se está buscando agora juntar duas coisas interessantes: prazer e trabalho e assim, as organizações e as relações vão se modificando. Sucesso a você em tudo que fizer. Um abração. Adolfo Plínio Pereira

  3. Marcelo

    Bom dia amigos,

    Sou leitor do Blog e gosto muito dos textos da Flávia mas, desculpem, este foi um típico exemplo da expressão “encher linguiça”.
    Escreveu, escreveu, escreveu mas, não informou nada… E pior, ainda jogou a batata quente para o coitado do leitor…
    Bem, melhor esperar o próximo texto pois, este não valeu.

    Um abraço a todos.
    Marcelo.

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