Pedra da Divisa-SP é fechada por tempo indeterminado a partir de hoje

O local de escalada conhecido como Pedra da Divisa, localizado na cidade de São Bento do Sapucaí-SP, está com as atividades de escaladas suspensas por tempo indeterminado. O proprietário José Dimas decretou no dia de hoje, no início da tarde, a suspensão das atividades de escaladas no local em decorrência dos recorrentes comportamentos inadequados de escaladores que frequentam sua propriedade.

Segundo foi apurado pela Revista Blog de Escalada, e reportado por habitantes locais, o estopim foi um grupo de escaladores que seriam liderados pelo escalador “T.” e escaladora “D.”.

Os líderes deste grupo tiveram no dia de ontem uma discussão, esta mais ríspida e intensa, com escaladores locais que também dividiam o espaço do setor que escalavam, quando foram abordados a respeito do uso do cigarro e sobre a proibição, pois para adentrar a propriedade há diversas placas de proibido fumar. Cada uma das placas sinalizadoras foram colocadas, a mais de 10 anos, pelo proprietário junto com associação de escaladores quando o local foi aberto à comunidade para atividades de escalada.

Apesar de não querer aprofundar no assunto, nem citar nomes, quando procurado pela Revista Blog de Escalada o proprietário deixou claro que a periculosidade de incêndio, além do mau comportamento recorrente deste e de outros grupos de escaladores, pesaram na decisão de suspender as atividades de escalada em sua propriedade.

Problemas recorrentes

A Pedra da Divisa é um dos principais locais de escalada esportiva do Brasil, além de ser considerada uma das melhores escaladas em granito do Brasil. José Dimas reportou que tem havido um declínio no que diz respeito à educação e maturidade dos frequentadores nos últimos anos. Foi reportado também que algumas regras que eram convencionadas, como não fumar ou levar animais, não estavam sendo respeitadas além de serem sistematicamente ignoradas.

José Dimas afirmou ainda que o uso de cigarro é proibido para que não aconteça mais incêndios na região, como aconteceram em um passado não muito distante. O proprietário da Pedra da Divisa gravou recentemente um vídeo no qual externa sua preocupação com o perigo de incêndios e o crescimento frequente de desrespeito e descaso por parte dos escaladores, em especial o grupo citado neste artigo. Estima-se que na Pedra da Divisa receba aproximadamente 150 escaladores por semana.

Uma placa sinalizando a suspensão das atividades no local será colocada até o final do dia de amanhã, e a cidade de São Bento do Sapucaí-SP ficará sem seu principal local de escalada esportiva por tempo indeterminado.

O que você pode fazer para manter um local de escalada aberto?

There are 9 comments

  1. Francisco

    Respondendo a pergunta do Otavio acima.
    Sim, existem donos de montanhas e de rios, no caso de montanhas o dono é o proprietário da terra, muito simples (da mesma maneira que vc é proprietário do seu carro, da sua casa e do seu equipo de escalada). Quanto aos rios, o proprietário é a União, no entanto o acesso para esse rio de propriedade da União é na maioria das vezes por propriedade particular.

    Por último, colocando fim a um papo furado que escuto muitas vezes, as áreas de APP (a grosso modo, 30 metros pra cada lado de um rio e área de todo de morro com inclinação maior que 30 graus) não são propriedade da União, propriedade pública e muito menos terra de ninguém, as APP são do proprietário da terra, o qual é responsável pela preservação da área, respondendo juridicamente e arcando com altos custos de recuperação em caso de incêndios (mesmo que de terceiros).

    Tem muito marmanjo folgado, que nunca lavou um prato na vida e acha que pode fazer o que bem entende e onde quer. E o pior de tudo é que a maioria desses péla-sacos devem reclamar das coisas não funcionarem no Brasil, dos preços abusivos, de corrupção…

    1. Nelson Siqueira

      Acho que você não entendeu: É propriedade particular. Compre uma casa: ela é sua. O cara tá cedendo de boa vontade e preservando o meio ambiente. Não sei o que espanta mais, o “discursinho” manjado e facilmente reconhecível de “crescer o olho” em bens alheios ou a defesa (implícita) de quem depreda a natureza.

  2. Felippin

    É isso que da escalador de “corda e costuras” frequentar áreas de escaladas sem o mínimo conhecimento de cuidado com o meio ambiente. Será que precisa acender um “cigarro” para entrar na vibe da pedra?
    Aí está uma comunidade inteira prejudicada por causa de um bando de moleques.
    Falei!

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