Nova normativa do IFSC sobre pontuação para 2018 causa polêmica com atletas

O International Federation of Sport Climbing (IFSC), entidade responsável por organizar o campeonato mundial e a Copa do mundo de escalada divulgou norma que está causando polêmica entre os escaladores que participam do evento.

No ano de 2017 a pontuação para ranquear-se era baseada nas três disciplinas: boulder, vias guiadas e velocidade. Desta maneira, tanto feminino quanto masculino, um atleta que se dedicava a somente uma modalidade somente poderia sair em 4º no ranking geral.

Para o ano de 2018 as regras mudaram de acordo com uma nova normativa (leia a normativa na íntegra aqui) publicada pela entidade. De acordo com estas novas regras para 2018, somente pontuarão atletas que cumprirem os seguintes requisitos:

  • Necessário participar de pelo menos dois eventos, competindo em todas as três disciplinas (boulder, vias guiadas e velocidade)
  • Somente o resultado Top 2 dos três (melhor resultado de duas provas nas três disciplinas) contará para pontuação no ranking
  • Os resultados se basearão na sua colocação relativa de seu ranking em relação aos demais da prova
  • O ranking será baseado unicamente no combinado de atletas participantes
  • O ranking para os 6 eventos do IFSC será multiplicado

A razão para esta mudança é que a classificatória para as Olimpíadas começa em 2019, na qual os 20 melhores competirão em um evento especial de classificação (Evento Especial IFSC). As consequências da nova norma são:

  1. Será muito difícil apresentar uma classificação geral consistente, até a última competição. Isso porque é possível que não se conheça o ranking da primeira competição no combinado até que termine a última. Também pode ser que alguns somente participem nos últimos eventos de velocidade em 2019, já que não se classificaram durante o Campeonato Mundial Combinado, ou queiram ajudar a um companheiro de equipe.
  2. Muito provavelmente um especialista em velocidade não tenha uma oportunidade, porque não participará do combinado. Isso porque não pode demonstrar um alto nível ao menos em boulder. Isso significa que será relativamente fácil obter bons resultados de classificação combinados em velocidade, o que aumentará sua importância.
  3. Atletas como Adam Ondra e Janja Garnbret necessitar de competições 2/3 para assegurar uma vitoria geral, enquanto os participantes de menor nível, com o puro objetivo de entrar no Top-20, poderiam terminar fazendo de 1 a 20 Copas do Mundo, para desta maneira excluir o Campeonato Mundial e a classificação olímpica de 2019
  4. O dilema para as provas de velocidade é que, quase todo o foco estará nas classificatórias, visto que os atletas do combinado chegarão à final.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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