Tension e Kilter: Conheça os principais concorrentes ao MoonBoard

No início do ano, a Revista Blog de Escalada fez uma reportagem completa a respeito de uma grande novidade no mundo das academias: MoonBoard. O equipamento é, em linhas gerais, uma parede de escalada que, por meio de um aplicativo de smartphone, as agarras mostram o caminho ideal para cada nível de escalador iluminando a linha por meio de LED’s.

Destinada a escaladores que desejam otimizar a performance de escalada, independente do lugar, o MoonBoard virou coqueluche em várias academias do mundo. Com um painel equipado com agarras de escalada e lâmpadas de LED, por meio de um aplicativo, a linha a se escalar é automaticamente criada e isso parece algo futurista. A parede pode ser instalada em uma academia ou mesmo em uma residência, afirma a marca. No Brasil já existem três estabelecimentos com MoonBoard instalado (duas no estado de São Paulo e uma no Rio de Janeiro) e muitas outras já providenciaram o equipamento até a elaboração deste artigo.

Foto: https://moonclimbing.com/

Mas, como todo equipamento existente no mundo, sempre haverá uma outra pessoa que irá tentar explorar o mercado recentemente “descoberto” por estas novidades tecnológicas. Com sincronização com o aparelho celular por bluetooth, inegavelmente o público jovem e mais tecnológico já adotou como desejo de consumo. Quem acredita que o segredo está na inclinação da parede, ou nas cores dos LED’s engana-se.

Toda a “engenhosidade” desde equipamento está no aplicativo que possui capacidade de configurar mais de 34.932 linhas de boulder com graduações que variam que variam desde V4 até mesmo V14, com mais de 8.800 variações. O software utilizado leva em consideração o objetivo do escalador: força, técnica e resistência. A partir destes dados, até mesmo a posição da agarra é levada em consideração. Cada nova variação inventada pelo usuário, a linha é incorporada ao banco de dado central do aplicativo.

No universo das linhas de código, partir de um princípio e ir melhorando de acordo com o que a estrutura de código permite, é que pode fazer com que um concorrente possa surgir. E foi exatamente isso que aconteceu. No estado norte-americano do Colorado, a empresa Tension, originalmente especializada em madeireira de Denver e Kilter Grips, especializada em agarras de escalada na cidade de Boulder, começaram a desenvolver suas próprias versões de MoonBoard.

Tension Board

A primeira empresa a lançar a primeira concorrente da empresa britânica foi a Tension Board, que já possuía expertise em fabricar campus board e paredes de escalada. O material base para a sua versão de MoonBoad é, claro, de madeira. As diferenças são sutis, mas mostram determinação de conquistar o mercado. Por exemplo, o tipo de madeira escolhida é mais lisa que a do MoonBoard, o que ao menos em teoria provê maior longevidade às sapatilhas de escalada e pele do escalador. Mas o principal diferencial, é que o aplicativo da Tension possui a opção de “somente os pés”, dando mais controle ao coordenador de vias para movimentos específicos e treinamentos de técnicas, não somente de força e resistência.

Ou seja, há uma variação possível após a especificação da linha. Ou seja, como dito acima, o segredo está em como fazer um software de iluminar painéis de LED pode integrar com a escalada. Há ainda uma variação maior de agarras, com regletes menores e mais pinças, para forçar movimentos de oposição. Uma outra diferença é que a parede de treinamento da Tension é que contempla vias desde V2 (a MoonBoard começa a partir de V4), podendo ser utilizadas por atletas mais novatos ou recuperando-se de lesão.

A Tension Board foi fundada no início de 2016 por três amigos: Will Anglin, Ben Spannuth e Gabe Adams. A Tension Board custa aproximadamente US$ 3.883,20 (preço final ao cliente).

Kilter Board

A mais “nova” concorrente no mercado de muros de escalada inteligentes é a Kilter. A Kilter Grips foi fundada por Ian Powell em 2013 e começou como uma pequena empresa que construiu as agarras das paredes do “The Spot Climbing Gymem” na cidade de Boulder. Atualmente está produzindo mais de 2.000 peças diferentes em 2018.

Portanto, esta é uma empresa com boa experiência, além de ter excelentes contatos. Enquanto Ian Powell ainda molda a maioria das agarras, Kilter trabalha com diferentes route setters profissionais e escaladores profissionais também, incluindo Keith Dickey, Will Anglin, Alex Puccio. A primeira mudança funcional é vista logo de cara. Enquanto o MoonBoard e o Tension Board contam com pequenas lâmpadas LED coloridas sob cada agarra, Kilter escolheu ter a borda das agarras iluminadas, tornando muito mais fácil ver cada manuseio enquanto a pessoa escala. Além disso, tendo vários tipos de visões de escaladores de alta performance, o equipamento pode ser aprimorado visando maior funcionalidade.

​​Peter Michaux da Aurora Climbing, do Canadá é responsável por criar o aplicativo e luzes para o Kilter Board. Novamente, o segredo está no software, com diferentes recursos e um público alvo mais diversificado. Kilter Board ainda está na fase de pré-lançamento. Portanto não tem nem preço, nem data para ser liberado para o público. Porém, pela qualidade de seu software, além das inovações de iluminação nas agarras, pode ser um concorrente forte.

Os ginásios de escalada The Longmont Climbing Collective e Monkeyhouse, ambos do estado norte-americano do Colorado, estão atualmente sendo instaladas as primeiras unidades.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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