Saiba quais são as 5 montanhas mais icônicas da Patagônia

A Patagônia está para o montanhismo assim como a Disneylândia está para as crianças. Lá estão infinitas possibilidades para montanhistas de todo o mundo. Exatamente por isso que migram para a região praticantes de Ásia, Europa, EUA e Brasil para desfrutar de um dos lugares mais lindos do mundo. A Patagônia é o cenário para uma viagem épica.

Mas quais são as montanhas mais icônicas da região? Este é o objetivo deste artigo: enumerar a quem ainda tem dúvidas de reservar um pouco de dinheiro para viajar pela região. Lembrando que um local ser considerado icônico, não significa que seja importante, mais alto ou até mesmo melhor ou pior que outro.


Monte San Valentín – Chile

O Monte San Valentín (3.910 m), também conhecido como Monte San Clemente, é a mais alta montanha a sul da latitude 37°S (37° a sul do plano equatorial terrestre) fora da Antártida. O glaciar que cobre o Monte San Valentín é o mais alto da região e em forma de planície, que o torna ideal para estudar alterações climáticas mediante a perfuração do gelo.

A montanha é o destino preferido para expedições científicas é o segundo cume mais alto de toda a Patagônia. A montanha teve sua primeira ascensão em 1952 pelos argentinos Dinko Berrtonceli, Birgeer Lantschner, Tonchek Pangerc, Gregorio Ezquerra, Clarlos Sonntag, otto Melling e Juan Neumayer.


Monte San Lorenzo ou Chochrane – Argentina

O Monte San Lorenzo (3.706 m), também conhecido como Monte Chochrane, é a montanha mais alta da província argentina de Santa Cruz e uma das maiores da Patagônia.

Sua primeira ascensão foi em 1943 pelo padre salesiano Alberto De Agostini aos 60 anos de idade, juntamente com o suíço Alejandro Hemmi e o austríaco Heriberto Schmoll.


Cerro Paine Grande – Chile

O Cerro Paine Grande (3.050 m) é um dos símbolos do montanhismo na Patagônia. O cume principal desta montanha, localizada no Parque Nacional Torres del Paine, possui apenas duas ascensões registradas. Sendo a primeira em 1957 e a segunda no ano 2000.

Os primeiros a chegar ao topo da montanha foram os italianos Jean Bich, leonardo Carrel, Tonni Gobbi, Camillo Pelissiery e Perino Pession.


Fitz Roy ou Cerro Chaltén – Argentina

O Monte Fitz Roy (3.406 m) está localizado na fronteira do Chile com a Argentina. A paisagem da montanha é utilizada em imagens de logotipo de muitas empresas dada a sua beleza. A montanha teve a sua primeira ascensão em 1952 pelos franceses Lionel terray e Guido Magnone.

O Fitz Roy é considerado por muitos montanhistas profissionais como o maior de todos os desafios, porque suas paredes verticais requerem técnica impecável para serem conquistadas. Fruto desta dificuldade está a alta taxa de mortalidade de pessoas despreparadas, mentalmente e fisicamente, que tentam subi-la.


Monte Sarmiento

O Monte Sarmiento (2.207 m) é uma montanha com forma piramidal com um cume glaciar. A montanha fica no Parque Nacional Alberto de Agostini na parte chilena da Tierra del Fuego (localidade no extremo sul das Américas). A montanha está frequentemente envolta a nuvens, mas quando há visibilidade já ganhou elogios até mesmo de Charles Darwin, quando passou por lá. Darwin disse que a montanha era “o mais sublime espetáculo da Tierra del Fuego”. Além disso, o escritor Julio Verne também cita a montanha na sua obra “Vinte Mil Léguas Submarinas”.

A montanha teve a sua primeira ascensão em 1955 por uma equipe que incluía os montanhistas italianos Clemente Gueret, Carlo Mauri e o padre Alberto María De Agostini. Somente em 2013 é que foi realizada a segunda ascensão desta montanha pelo chileno Camilo Rada e a argentina Natalia Martinez. Esta segunda ascensão também foi a primeira invernal.

Freddy Duclerc é Montanhista e líder das Expedições em Alta montanha e Travessias na América do Sul. Também realiza “Treinamento e Palestras” em liderança, motivação, planejamento e vivencia em ambiente inóspito. Possui Graduação, Pós Graduação e MBA em Marketing, Gestão de Negócios e
Administração de Empresas. Tem como missão ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos, motivando e mostrando os caminhos possíveis nas montanhas de nossa América do Sul

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