Minimalismo: o que é, e o que não é, esta filosofia

De tempos em tempos algumas palavras ficam na moda. Não muito tempo atrás a palavra da moda era “desapego”. Assim como muitos termos, os termos acabam ficando deturpados por interpretações errôneas a respeito de seu real significado. E assim segue com outras palavras que a cada ano viram moda e são indevidamente apropriadas por aculturados, interpretadas por analfabetos funcionais (incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples) e pseudo gurus de sociologia.

A palavra da moda atualmente é o minimalismo, que frequentemente pode ser visto em quem propaga aquilo que não teve capacidade de compreender. Minimalismo é a nova palavra da moda, principalmente entre pessoas cansadas da cultura do consumismo e valorizando coisas que o dinheiro não pode comprar, como a satisfação com a vida e a felicidade. Poucos sabem, mas minimalismo não significa viver em uma casa pequena com poucos móveis modernosos, geralmente pintados de brancos e abandonar a televisão.

Minimalismo social

De fato, o minimalismo é muito mais um estilo filosófico, muito empregado no design e estética, sendo uma ferramenta que pode ajudar a todos aqueles que estiverem dispostos a se livrar dos excessos. O ponto principal do minimalismo, seja no design ou no dia a dia, é focar de fato no que é importante para encontrar a felicidade, realização pessoal e, principalmente, liberdade. Portanto, para ser minimalista não existe regra prática ou mandamentos. Portanto, caso tenha se deparado com algum filme, conceito, ou mesmo algum livro de autoajuda afirmando o contrário, uma breve pesquisa por obras de autores conceituados, seja em livros ou mesmo na internet, para saber do equívoco.

Se alguém esteja pensando que minimalismo e capitalismo são opostos, está redondamente enganado. Na verdade não são sequer relacionados. Porque ser minimalista não necessariamente significa ter um carro confortável, roupas bonitas ou uma casa bonita. O ponto principal do minimalismo está no significado real que essas coisas têm nas nossas vidas e no sacrifício que às vezes temos de fazer para possuí-las sem perceber o quanto elas atrapalham nosso bem-estar, relacionamentos e até mesmo nossa saúde.

Assim como no design minimalista, onde o conceito de “menos é mais” é uma das regras de ouro, viver socialmente como minimalista é analisar em sua vida, o que é realmente essencial. Por exemplo, se você não tem necessidade de possuir um carro, não há a necessidade de ter um. Mas, por outro lado, se você tem a necessidade de ter um carro (por conta do trabalho ou família), analisar se é realmente necessário possuir um modelo maior, ou mais possante, para o seu estilo de vida é fundamental.

Ser minimalista não é se livrar de tudo, ou fazer voto de pobreza. É, assim como design, saber avaliar o que é essencial em sua vida para fazer você feliz. Não confundir como ser acomodado, mas sim saber o que é essencial para que você viva bem.

Minimalismo design

O movimento de minimalismo é na verdade um conjunto de movimentos artísticos, culturais e científicos que percorreram diversos momentos do século XX. Todos estes movimentos preocuparam-se usar poucos elementos fundamentais como base de expressão. Os movimentos minimalistas tiveram grande influência nas artes visuais, design, música e na própria tecnologia.

O minimalismo é uma tendência de design que começou no século XX, mas continua até hoje. Um design minimalista é um projeto de um objeto com apenas elementos essenciais. O arquiteto Ludwig Mies van der Rohe definiu o estilo como “menos é mais” e o designer Buckminster Fuller como “fazer mais com menos”. Ao longo do século XX, muitas pessoas marcaram o design minimalista, mas como com qualquer tendência ou movimento, algumas figuras eram mais proeminentes e influentes. Duas figuras-chave no design minimalista foram Buckminster Fuller e Dieter Rams.

Observe, por exemplo, as mochilas de trekking do início da década 1980, com as que são vendidas atualmente. Observe que os bolsos proeminentes que imitavam as mochilas utilizadas por carteiros no início do século XX e soldados do exército norte-americano eram as principais inspirações. Atualmente, quando menos volume proeminente, mais moderna é a mochila. Isso porque os projetistas destas mochilas adotaram o conceito de minimalismo.

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