Principais dicas para fazer a migração da academia para a rocha na escalada

Diferente de outros tempos, grande parte das pessoas é introduzida à escalada nas academias. Esta realidade não é segredo para ninguém. Muito mais que um lugar somente para trinar as habilidades, é também um ponto de encontro entre várias gerações diferentes do esporte e de convivência entre pessoas. Este é um dos motivos que agregam à academia uma função social e educacional muito maior do que apenas oferecer um espaço para treinamento.

Quanto mais omisso é o estabelecimento em relação a este papel social, menor é a renovação do universo de escaladores na academia e no esporte. As academias, muros e ginásios de escalada são peças importantíssimas para qualquer planejamento de renovação da geração de escaladores e de descobrimento de talentos.

Para as pessoas que frequentam a academia, invariavelmente chegará um dia que alguém irá levá-la para escalada em rocha. Independente de estabelecer se um ambiente é melhor, ou pior que o outro, este artigo é para ajudar as pessoas descobrirem, e aproveitarem, todo um universo de diversão que é a escalada em rocha. A transição de resina para rocha é uma oportunidade singular para desenvolver e melhorar as técnicas de escalada (tanto de segurança, quanto de repertório de movimentos) e desafiar a si mesmo.

No entanto, nem sempre é uma transição suave. A princípio parecerá que é um novo esporte, totalmente diferente daquele que é praticado na academia. Para ajudar, abaixo estão algumas dicas importantes para ajudar quem quer que seja a começar.

Deixe a experiência fluir

Foto: Three Peak Films / The Circuit Climbing | http://threepeakfilms.com/

Muitas pessoas costumam se frustrar quando escalam na rocha pela primeira vez. Quanto a isso, existem dois tipos: o escalador esponja e o avestruz.

  • Escalador (a) esponja é aquele (a) que abraça o desafio, aprendendo o máximo que possa conseguir. Esta pessoa deixa a vidade em casa e, da mesma maneira que uma esponja, procura absorver todo o conhecimento com o ambiente, as pessoas e o lugar.
  • Escalador (a) avestruz é aquele (a) que possui o ego super inflado, acreditando que o mais importante é o grau que se escala e não a experiência que vive. A sua imagem perante as pessoas à sua volta é mais importante que o próprio esporte. Este tipo de escalador opta por se esconder no seu mundinho, seja ele a academia (sem nunca sair de lá) ou em mesmo algum lugar de escalada (sem nunca mais escalar em qualquer outro lugar).

Portanto, quem quer que seja que vá para um dia de escalada em rocha, deve procurar deixar a vaidade e a soberba em casa.

Procure aprender e descobrir um universo novo. Tente presentear a si mesmo com uma experiência agradável.

Técnica de pés

Logo de início qualquer escalador descobre que escalar na rocha depende muito mais do bom uso dos pés do que de puxar com força. Escalar em rocha leva mais tempo do que na academia, exigindo uma abordagem constante e que seja o mais eficiente possível. Uma boa prática é fazer o mínimo de forças nos braços.

Na escalada em rocha é possível ver pessoas “brigando com a rocha”, fazendo mais força que o necessário e apelando para movimentos que explicitam baixo recurso técnico como saltos, botes, dinâmicos onde não são necessários.

Possuir técnica na escalada em rocha é necessário não somente estar escalando todo o tempo, mas também experimentar vários estilos de vias e de rocha. Portanto, ser paciente e atento ao bom uso dos pés também ajuda a planejar treinamentos na academia.

Tipos de rochas

Diferentes tipos de rochas exigem diferentes tipos de uso dos pés, mãos e corpo. Algumas rochas exigem um trabalho mais atlético, outras já exigem técnicas de pé e força de reglete.

Por isso, faz parte do perfil de um bom escalador, estar experimentando escalar vários tipos de rocha. Aquele que somente escala em um lugar, condena não somente a sua própria escalada mas também seu amadurecimento pessoal como indivíduo.

Portanto, desfrute os vários estilos, sabendo identificar qual o tipo de treinamento necessário para cada um deles. Não se preocupe se estiver muito difícil. Caso esteja complicado demais, dê-se a si mesmo uma pausa no meio da via, para aprender mais sobre você mesmo (força, técnica, resistência, etc) e evoluir como escalador (a).

Pense sempre na sua segurança

Foto: http://petzl.com

O julgamento e a tomada de decisão exigidos para escalar em segurança na rocha envolvem mais variáveis ​​do que subir em academias. Na escalada em rocha há chapeletas, ancoragens, etc. Além disso exige também aprender a fazer corretamente o nó, saber usar um freio, desmontar uma via, etc. Aprender a gerenciar esses elementos é parte crucial e prazerosa de se tornar um escalador independente.

Portanto, use a experiência de ir escalar em rocha como uma boa desculpa para escalar o máximo possível, fazer perguntas às pessoas e refletir sobre cada experiência.

Não ser curioso e interessado, pode levar a práticas inseguras, com consequências para você e para as pessoas ao seu redor. Portanto não esqueça de seguir todas as normas de segurança.

Respeite a rocha e outros

A etiqueta e a ética da escalada em rocha desenvolveram-se ao longo de mais de um século e são uma parte importante da cultura do esporte. Como um (a) novo (a) escalador (a), é uma boa ideia estar ciente de como isso influencia as ações das pessoas e o que geralmente é visto como um comportamento aceitável.

Portanto, por mais que acredite que é agradável escutar sua música, com seu grupo de amigos, na rocha este comportamento é condenável e denota falta de educação de quem insistir.

Boas práticas como limpar os pés antes de começar a escalar, para remover qualquer sujeira que possa diminuir a aderência, não usar muito magnésio e escová-lo da roca quando terminar de escalar, são exemplos de escaladores educados e que se preocupam com o esporte.

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