Memoriae – Uma rápida reflexão sobre escalada e energia interior

A memória (memoriae em latim) é feita de fragmentos dispersos e às vezes sem nexos e absurdos, sendo sempre submissa aos caprichos da reminiscência (imagem lembrada do passado) e é elaborada pelo jogo da lembrança e do esquecimento.

A memória é uma presença que nos habita através de lembranças e recordações coladas como um mural de cartazes ou intrínseca como uma tatuagem à nossa pele. A memória focaliza coisas específicas e requer grande quantidade de energia mental e, infelizmente, deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias nos ajudando a tomar decisões diárias.

Já a energia interior na cultura chinesa o chi (Ideograma 氣 – também escrito como Qi ou Ki) é uma força cósmica que, segundo a cultura tradicional chinesa, criou e permeia todo o universo. É um dos conceitos fundamentais da cultura tradicional chinesa.

A maior parte dos ensinamentos de alquimia chinesa, tais como os presentes no Tai Chi Chuan (太極拳), Chi Kung (氣功), Pa-Kua (八卦掌) , entre outras artes marciais, reconhecem que o chi é um tipo de energia metafísica que circunda, permeia e existe na natureza e em todos os seresː ou seja, o chi é o “sopro de energia universal” existente em tudo e em todos.

A ideia do chi é um conceito presente na maioria das artes marciais orientais ː Aikido (合気道,), Qinna (擒拿), Kikō (氣功;), Tai Chi Chuan (太極拳), Pa-Kua (八卦掌), Hapkido (합기도), etc.

No vídeo, logo após lembranças de escalada o atleta Thiago Veloso tenta entrar em sintonia com o universo através da prática do Chi Kung (氣功), um exercício de cultivo da energia que tem a finalidade de estimular e promover uma melhor circulação do chi.

Apesar de ainda ser uma prática vista com ceticismo pelos ocidentais, especialmente a comunidade médica e científica a Organização Mundial da Saúde (OMS) a incluiu entre as formas de Medicina Tradicional Chinesa que recomenda incluir nos sistemas de saúde.

De acordo com a tradição chinesa, diversos movimentos de Chi Kung (氣功) foram criados praticantes do Taoismo (tradição filosófica e religiosa originária da China) a partir da compreensão de princípios da natureza e da observação dos movimentos dos animais considerados por eles como mais espiritualizados.

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