Master de Boulder 2019 aponta o Chile como nova potência sul-americana de escalada esportiva

O torneio chileno Master de Boulder 2019, que está em sua 12º edição, presenteou os atletas chilenos com as principais colocações. O país, que tem investido na formação de atletas jovens e na aquisição de conhecimento em ciência do esporte e treinamento, mostrou ser hoje a nova potência sul-americana da escalada esportiva.

O vencedor da categoria masculina, Benjamín Ayala, de apenas 21 anos de idade (que no ano passado ficou em 7º colocado), foi celebrado com muito entusiasmo pelo público presente (estimado pela organização em torno de 4.000 pessoas) o primeiro chileno a chegar ao lugar mais alto do torneio. Ayala foi seguido pelo peruano Diego Lequerica e o norte-americano Matty Hong. O Quarto lugar, para supressa de muitos, foi o norte-americano Shawn Raboutou.

 

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A final feminina teve uma surpresa: as escaladoras Zoe García e Emily Harrington empataram em pontuação, o que fez com que a final feminina tivesse nove competidoras. Na categoria feminina o lugar mais alto do pódio ficou com a norte-americana Kyra Condie, de apenas 22 anos de idade. As escaladoras Muykuay Silva e Soho Langbehn, ambas chilenas, ficaram com o segundo e terceiro lugares respectivamente. O quarto lugar também ficou com uma chilena: Ignacia Mellado, que já tinha se destacado, ficando em terceiro, em vias guiadas nos jogos pan-americanos em novembro último.

A grande estrela das competições e boulder do Chile, Alejandra Contreras (que se recupera de uma lesão no pulso), não se classificou para as finais. A argentina Valentina Agudo, considerada melhor atleta de boulder da América do Sul da atualidade está na Europa para participar do circuito europeu de competições.

A delegação brasileira que foi participar do torneio apresentou também um melhoramento de resultados em comparação do ano anterior. Em 2018, apenas um atleta conseguiu classificar-se para as finais. Já em 2019, houve um atleta nas finais em ambas as categorias: masculino e feminino. Apesar de ter conseguido chegar ás finais, nenhum dos dois atletas ficou entre os quatro primeiros colocados da competição.

Seguindo regras do IFSC

 

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Apesar de muito celebrado por escaladores de todo continente, além de se autoproclamar “o mais importante”, o Master de Boulder não faz parte do calendário de competições do International Federation of Sport Climbing (IFSC). Portanto, por este não reconhecimento, o já tradicional torneio chileno não vale para pontuação, ranquemento ou classificação para qualquer competição do IFSC.

Procurando mudar este panorama, a organização chilena procurou contar com um muro de boulder com as medidas oficiais. As medidas das paredes já tinham provocado vários acidentes, sobretudo no ano de 2017. O número de acidentes em 2018 diminuiu, mas as medidas do muro ainda não era oficial. Para a edição de 2019 a organização acabou seguindo as normas estabelecidas para torneios do IFSC: 30 metros de largura por 5 metros de altura.

Foto: Laura Tapia

Um outro parâmetro que também não se encaixa nas regras do IFSC é a de utilização de um time de route setters inteiramente certificados pelo IFSC. Como os cursos de certificações são raros e, principalmente para quem é sul-americano, caros é um tema a se resolver nas próximas edições.

A transmissão de streaming, feita em uma parceria com o Facebook na fanpage de um patrocinador, parece não ter entusiasmado, ou pelo menos chamado a atenção de curiosos ao redor do mundo, como planejavam os organizadores. A transmissão foi realizada com um pico de 500 pessoas assistindo a competição.

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