Jet Lag: o que é (e como driblar) a descompensação horária

Qualquer pessoa que já tenha viajado ao exterior, ou mesmo a algum estado distante (com fuso horário diferente do que está habituado) já deve ter se sentido desconfortável quanto ao horário local.

Para quem viaja a países próximos ao nosso, mesmo que comumente estejam no mesmo fuso horário, como Argentina e Chile, já sofreu isso. Isso porque estes dois países não seguem o horário de verão brasileiro (outubro a fevereiro). Ou seja, para quem planeja escalar ou fazer um trekking na Patagônia no verão, que é o melhor período para isso, está sujeito a sentir um “jet lag” nos primeiros dias.

Esta sensação pode ficar ainda mais latente se a pessoa estiver viajando para locais com várias horas de fuso horário adiante, ou atrás, de onde está saindo. Por estes motivos que muitos técnicos sugerem a seus atletas que competem em lugares distantes, chegar alguns dias antes.

O que é Jet Lag

Infelizmente para quem detesta neologismos, o termo “Jet Lag” não possui tradução. Há um termo técnico que chama-se “descompensação horária” ou dissincronose. Ambos os termos se referem à mesma coisa: mal estar físico causado pela troca de fuso horário. Quem já viajou a algum lugar algumas horas adiante, ou atrás, sabe do que se trata. Algumas pessoas sofrem irritação, fadiga excessiva, insônia e enjoo, entre outros problemas fisiológicos.

Estes sintomas são causados pelas alterações no ritmo cicardiano. O ritmo circadiano (período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico) regula todos os ritmos materiais e psicológicos do corpo humano, com influência sobre digestão, sono, a renovação das células e temperatura do organismo. Fazendo uma comparação com um computador, o organismo humano é programado para fazer uma série de tarefas cotidianas, como comer ou dormir, no período de 24 horas.

Foto: http://knowi.es/

Como o horário do local onde viajamos está diferente do que o corpo sente, causa este desequilíbrio. Por exemplo, supondo que alguém está sempre acostumado a comer por volta das 13:00. Ao viajar para um local quatro horas adiantado, como alguns países da Europa, em determinada época do ano, o horário de almoço comercial seria o equivalente a 9:00 a esta pessoa. Ou, caso tenha viajado para algum lugar uma hora adiantado, como o Chile e Argentina em determinada época do ano, a sensação de que deveria almoçar seria sentida por volta de 14:00 no horário local.

Pelo exemplo acima fica bem claro que, quanto maior a mudança de fusos, mais confuso fica o organismo. De acordo com algumas pesquisas realizadas pelas empresas de aviação, pessoas com mais de 40 anos de idade, possuem mais propensão a sentir mais o jet lag.

De acordo com muitas pesquisas a respeito deste assunto, é necessário um dia para cada hora a mais, ou menos, de fuso horário vivenciado. Resumindo: para uma viagem para a Europa, com um fuso de quatro horas adiante do brasileiro (dependendo, claro, da época do ano), seria necessário, pelo menos, quatro dias para que a pessoa esteja ambientada ao horário local. Obviamente que esta não é uma regra imutável, pois depende muito do organismo de cada pessoa.

Como evitar

Nas mesmas pesquisas realizadas para as viagens e o jet lag, também estudou-se uma maneira de suavizar este impacto no organismo das pessoas. Sobretudo para equipes profissionais de qualquer esporte, aplicam estas medidas.

Isso porque, obviamente, atletas profissionais podem ver sua performance afetada pelo jet lag. E este tipo de impacto pode ser ruim para os negócios da equipe. Por isso mesmo existem algumas maneiras que permitem que se drible o jet lag.

  • Dica 1: Viaje descansado, procurando ter uma boa noite de sono antes da viagem: Para suavizar preocupações e estresse que prejudiquem seu sonho, tudo (documentos, passagens, mochilas, equipamentos, eletrônicos, etc.) organizado pelo menos dois antes do embarque
  • Dica 2: Procure chegar de dia: Esta é a principal dica para quem irá enfrentar muitas horas de fuso horário em uma viagem. A velocidade de adaptação ao fuso local é facilitado pois, em teoria, à noite você irá dormir e quando ficar claro irá acordar. Isso forçará seu organismo a se adaptar.
  • Dica 3: Ajuste seu relógio ao horário do destino: Esta é uma característica do viajante prudente. Assim que desembarcar já estará, pelo menos, inteirado com o ritmo comercial da cidade que chegou. Assim além de se adaptar mais rapidamente, irá também se organizar diante das atrações do lugar.

 

  • Dica 4: Coma no horário local: Não tente mudar o mundo. Este ensinamento é fundamental para quem viaja para um outro destino com fuso horário diferente do seu. Por isso, procure imergir na cultura local comendo no mesmo horário que todos, pois assim irá se adaptar mais facilmente aos hábitos locais.
  • Dica 5: Evite sonecas: Assim que aterrissar, evite de ficar tirando sonecas para compensar o cansaço. Esta prática apenas irá retardar sua adaptação aos costumes e horários locais. Seja para qualquer local que viajes, lembre-se de que é você que tem de acostumar ao destino e não o contrário. O corpo deve seguir esta mesma filosofia.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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