Festival só para mulheres faz a questão: O problema das mulheres na escalada é a falta união entre elas?

Aconteceu no segundo semestre deste ano o 2nd Annual Women’s Climbing Festival, um festival de escalada somente com mulheres. Há no Brasil um evento com os mesmos padrões, mas é permitido a participação de homens. Neste ocorrido nos EUA não há exceção para esta regra.

Todas as escaladoras são convidadas a ir ao local conversar sobre temas de escalada, feminismo, sexismo e outros temas que fazem parte do universo de mulheres que escalam.

A marca de equipamentos Black Diamond filmou o evento, através de sua embaixadora Colette McInerney, e coletou declarações de cada uma das participantes e procurou saber sobre suas opiniões a respeito das mulheres na escalada.

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Nos vídeos várias escaladoras focaram a atenção em citar um problema que as incomodam: a falta de união entre as escaladoras. Se é verdade, ou não, em outros lugares do mundo é um tema a se discutir pois, indiscutivelmente mulheres viajando juntas para escalar não é o mais comum. Não que seja algo incomum, mas proporcionalmente falando, é com uma porcentagem muito inferior ao que poderia acontecer.

O tema foi discutido durante um encontro como forma a promover uma união maior entre as mulheres e, dessa forma, minimizar rivalidades e animosidades que possa acontecer sem motivo aparente.

Muito das reclamações entre as escaladoras com relação ao apoio de outras mulheres é com os “betas” que ocasionalmente recebem, e em nada estavam relacionadas ao sexismo. Evidentemente uma mulher dar uma dica (ou como na gíria da escalada diz: passar o beta) a outra mulher é muito mais eficiente em termos de entendimento das limitações e facilidades que uma mulher possui e, por mais sensível que seja, um rapaz não.

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Claro que incentivar que mais mulheres escalem juntas é muito diferente do que incentivar a segregação entre gêneros. Pensar de maneira binária somente faz com que o dialogo e a civilidade percam lugar para agressão e preconceitos.

Conversar e chegar a um denominador comum é o caminho a ser percorrido e não acreditar que criar clubes do “Bolinha” ou “Luluzinha” é uma saída para dicas melhores. O confrontamento com as pessoas à sua volta por viver na filosofia “nós contra eles” deve dar lugar ao diálogo e empatia.

E você? Prefere receber betas de mulheres ou de homens?

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Argentina de nascimento e brasileira de coração, é apaixonada pela Patagônia e Serra da Mantiqueira.
Entusiasta de escalada, trekking e camping.
Tem como formação e profissão designer de produto e desenvolve produtos para esportes de natureza.

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