EXCLUSIVO: Entrevista com Dani Andrada

Por intermédio do grande amigo Pablog Scorza, pude ter uma entevista EXCLUSIVA ao escalador Dani Andrada. Todas as perguntas e respostas foram traduzidas para o português depois da resposta do escalador.

Nesta entrevista o escalador fala sobre agarras cavadas, visitas ao Brasil, treinamentos e tratamento de lesões.

  • Caso alguém queira o original em Espanhol de suas respostas, me enviem mensagem que disponibilizo.
  • Si hay alguna persona que quiera la versión Original en español, dejame su correo electonico que enviote.


1 – Quando começou a escalar, qual a principal dificuldade que você encontrou? No ano de 1989 na primeira vez que fui à rocha. Antes eu escalava um pouco em ginásio. Desde que escalei na rocha de dedico por completo.

2 – Qual a sua rotina de treinamentos hoje e como era em tempos de competidor de campeonatos?
Hoje em dia não treino, às vezes um dia faço um pouco de boulder em um murinho depois de escalar, mas agora meu treinamento é escalar e conquistar vias. Antes das competições escalava igual, mas treinava mais en resina nas útimas semanas antes.

3 – Você segue alguma dieta especial, ou possui restrição a algum tipo de alimento para que aperfeiçoe seu desempenho.
Nada em especial, tento comer bem não somente para escalar. Como pouca carne vermelha porque não gosto muito, prefiro peixe. Mas en geral não sou muito radical.

4 – Que tipo de treinamento você recomenda para um escalador que deseje evoluir na sua escalada?
Sobretudo manter alta a motivação e ter sempre objetivos na cabeça. Este é o que me faz estar sempre escalando.

5 – Você ao longo de sua carreira já se lesionou muito? Como você tratou?
Não, quase sempre tive muita sorte, mas justo agora tenho uma lesão em um dedo e no posso cura-la. Faz três meses que a tenho e Pablo(Scorza) me trata, mas é de um tendão e eu quase nunca descanso. Não é fácil curar isso assim, ainda mais agora que estou experimentando ozônio no meu tendão para ver se melhora. No sei se funciona, eu comecei faz pouco tempo este tratamento.

6 – Recentemente você visitou o Brasil, como foi o contato e o que achou desta experiência de escalar em terras Brasileiras?
Para mim fui uma boa experiência, já que gosto de gonhecer lugares novos e conheci muita gente que me trataram muito bem. Porém estive somente oito dias. Tenho que voltar com mais tempo.

7 – Atualmente há planos, ou convites, de voltar a visitar o Brasil em breve?
No momento me convidaram duas vezes mais, e não pude ir, mas é certeza que irei.

8 – Hoje há uma discussão efervescente no Brasil sobre os graus designados para as vias e boulders existentes. Muitos acreditam que estão errados. O que você achou das graduações designadas, estão corretas, ou carecem de alguma revisão? Eu somente fiz boulder, esta não é minha especialidade. Às vezes passo muito tempo sem fazer boulder, então é difícil entender de graus. Mas os que eu escalei me pareceu mais ou menos correto. O boulder é mais morfologico do que a escalada com corda e os graus são relativos.

9 – No Brasil há uma área de boulder próximo à capital federal (Cocalzinho-GO) que especula-se ser o melhor local de boulder do hemisfério sul, e um dos 4 melhores do mundo. Você já ouviu falar?
Sim, já ouvi falar. Quando voltar (ao Brasil) tentarei conhecer com certeza.

10 – Recentemente está sendo conquistado um local de escalada que tem possibilidades de ser uma espécie de Rodellar brasileiro (Passa Vinte-MG). Esta informação já chegou a um grande conquistador de vias como você?
Eu não conhecia, mas é sempre bom ter um outro lugar para visitar e abrir vias.

11 – Discute-se ainda no Brasil a existência e uso de agarras cavadas em vias de escalada. Qual a sua opinião a respeito do fato? Você é a favor ou contra?
Eu quando abria vias antes cavava alguma agarra. Mas agora tento buscar linhas naturais, ainda que se tenho de arrumar alguma coisinha não sou tão radical, afinal há piores problemas no mundo.

12 – Há no Brasil hoje escalador que prioriza somente participar somente de campeonatos, com isso raramente (ou nunca) escalando na rocha. Há algum conselho a estas pessoas?
Cada pessoa escolhe a vida que quer. O único conselho que posso dar é que escalar é bonito não somente por escalar, e sim pelas pessoas à sua volta.

13 – Hoje o brasileiro Pablo Scorza trabalha para a seleção espanhola, como foi para você conviver e utilizar as técnicas e conhecimentos da Biomecânica Funcional?
Eu experimentei os conhecimentos de Pablo Scorza da Biomecânica(Funcional) e estou seguro que ajuda como um suplemento para a escalada. Um igrediente a mais. Mas eu gosto de experimentar coisas. Porém acredito que esta técnica seja a melhor para prevenir lesões

14 – Hoje apenas em algumas poucas localidades e estados do Brasil há uma atuação verdadeira e legítima de representatividade política (Federações e Associações) de escaladores. Em sua opinião, qual a verdadeira importância de se ter uma representatividade política.
A mim não me agrada os temas políticos, e tão somente as federações, já que me parecem quase sempre máfias. Mas esta é somente minha experiência pessoal na Espanha.

15 – Há, além do Brasil, locais de escalada muito desafiadores, e de qualidade indiscutível, como o Valle Encantado, na Argentina. Há alguma visita sua, ou interesse seu, de visitar algum local da América do Sul em breve?
Eu gostaria e aproveitar para escalar e fazer algumas projeções sobre minha vida.

16 – Você é muito amigo do americano Chris Sharma, como é a convivência e parceria com ele?
Chris é um talento inato e único, e sempre aprende vendo sua maneira de escalar. Como pessoa é muito tranquilo e generoso. Com ele é fácil estar motivado e estou contente porque ele agora gosta tanto de conquistar vias como escalar. Talvez eu que transmiti isso a ele.

17 – Assim como a escaladora Josune Beriatzu, que anda experimentando outras modalidades de escalada que não a esportiva, há algum desejo seu de fazer o mesmo?
Eu sempre coisas a parte de escalar porque acredito que assim é mais facil manter a motivaçao sempre alta. Eu tento fazer vias classicas, Agora um pouco de “drytolin hielo”. Sou aberto a experimentar, se eu gosto, repito.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Foi jurado do Rio Mountain Festival e já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias.

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